quarta-feira, 3 de setembro de 2014

DISTRITO DA GUARDA

O património arqueológico histórico-cultural da antiga província da LVSITANIA na parte que corresponde ao território de Portugal que chegou aos nossos dias é bastante diversificado, apesar de não existirem grandes espaços monumentais posso garantir que vestígios não nos faltam, encontram-se é dispersos um por pouco por todo o lado e bem debaixo dos nossos pés, pontes e vias romanas, cidades e villas que outrora fervilharam vida. Motivo mais do que suficiente para nos sentirmos pequenos nesta história? Óptimo, a ideia era essa. Agora embarquemos nesta viagem nos trilhos dos romanos pela Beira Alta no distrito da Guarda.

Guarda, a antiga Póvoa de Mileu era um povoado romano, um vicus, em torno da Capela da Senhora de Mileu, localizado na base do Castro de Castelos Velhos, castro esse já destruído, preservando-se ainda muitos vestígios na área da capela. Existe a probabilidade que fosse a capital do povo Lancienses Transcudani referenciado na inscrição na Ponte de Alcántara (Espanha). 


Estação Arqueológica da Póvoa de Mileu

A verdadeira e completa funcionalidade parece ainda permanecer no campo da conjectura e do debate, isto apesar, de alguns autores pretenderem ver nestas edificações os vestígios de uma provável villa rústica romana e da qual se terá escavado apenas a zona do balneário

Para responder a esta pergunta e a muitas outras implicará necessariamente a realização de mais trabalhos arqueológicos, trabalhos que tem decorrido permitindo alguns avanços mas continuando sem nos fornecerem dados precisos.

Partes Murárias e Condutas de Água




Todo o espólio posto a descoberto aquando dos trabalhos iniciais, como, restos de colunas, cerâmicas comuns, lucernas, frisos em mármore, moedas do século II a IV d.C., fragmentos de estátuas em mármore e um torso imperial, este atribuível ao imperador Tibério, estão em exposição no Museu Municipal da Guarda.

Ficha Técnica
Local
Guarda, Capela Nossa Senhora de Mileu
Acesso
Avenida Cidade Waterbury - Aberta ao público e entrada gratuita
Duração estimada da visita
15 minutos
Classificação
IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICO

Rota I
Guarda – Pêro Soares – Mizarela – Ramalhosa

Mizarela (Guarda)
Ponte Medieval da Mizarela

A travessia do rio Mondego fazia-se por esta ponte servindo a via romana Celorico da Beira a Póvoa de Mileu por Mizarela e continuava na calçada romana a Pêro Soares, está aberta à circulação servindo as povoações de Mizarela e Pêro Soares (EM556).
Acesso: Guarda (EN16) desvio a Mizarela e Pêro Soares (EM556-1)

Pêro Soares (Guarda)
Calçada Romana

Característica: calçada lajeada, terreno florestal à ponte, em bom estado de preservação
Via romana: Celorico a Póvoa de Mileu por Mizarela (outras vias de Celorico da Beira)
Acesso: Guarda (EN16) desvio a Pêro Soares (EM556-1) – pela Rua do Chafariz

Ficha Técnica
Local
Pêro Soares
Acesso
Pela Rua do Chafariz à Ponte Medieval de Mizarela
Época recomendada
TODO O ANO
Distância
2,0 Kms

Ramalhosa (Guarda)
Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: calçada lajeada no desvio e descida para a Ramalhosa, numa extensão de 200 metros, em bom estado de preservação
Via romana: Celorico a Póvoa de Mileu por Vale de Azares (outras vias de Celorico da Beira)
Acesso: Guarda (EN16) no local do desvio para Ramalhosa, junto a uma habitação e painel dos Caminhos de Santiago

Calçada Romana Tintinolho
Característica:
Via romana: Celorico a Póvoa de Mileu por Vale de Azares (outras vias de Celorico da Beira)
Acesso: Guarda (EN16) no local do desvio para Ramalhosa, junto a uma habitação e painel dos Caminhos de Santiago, sobe a encosta

Ficha Técnica
Acesso
Início na EN16, junto ao entroncamento para a Ramalhosa
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância
11,31 Kms
Elevação máxima
1011 metros
Elevação mínima
564 metros
Dificuldade
Moderado

em breve (imagens)

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
26,0 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota II
Guarda – Famalicão da Serra – Valhelhas - Benespera

Benespera (Guarda)
Inscrição romana

Local: embutida na fachada exterior (frontal) da Igreja Paroquial.
Acesso: saída nó 34 da (A23) Benespera, ou, pela (EN18) entre a Covilhã e Guarda.

Famalicão da Serra (Guarda)
Miliário (base)

Local: assente no exterior da Capela de S. Antão

Edifício Romano


Local: Convento do Bom Jesus, contornando a área em ruínas e atravessando a ribeira facilmente se constata que o convento assenta num edifício romano pela característica das pedras almofadadas
Acesso: Famalicão da Serra (EN18-1)

Valhelhas (Guarda)
Miliário Anepígrafo

Local: base a caixa de correio em casa particular no acesso à praia fluvial

Estela Funerária consagrada aos Deuses Manes


Miliário dedicado aos imperadores Constâncio Cloro e Galério Maximiniano

Referente à via imperial Braga a Mérida (troço Viseu-Famalicão da Serra-Colmeal da Torre, atravessando a Serra da Estrela em Folgosinho a Famalicão da Serra)

Local: interior da Junta de Freguesia de Valhelhas
Acesso: Valhelhas (EN18-1) ou por Belmonte (EN18) e Vale Formoso

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
44,5 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota III
Guarda – Aldeia de Stª Madalena – Vale Longo - Vilar Maior – Aldeia da Ponte - Sabugal

Sabugal
Ara
Local: Igreja de S. João encastrada na parede exterior

em breve (imagens)

Ponte Romana?-Medieval do Sabugal


Aldeia de Stª Madalena (Sabugal)
Inscrição romana

Local: embutida na parede exterior traseira da Igreja, rodeada por pedras graníticas  
Acesso: Sabugal (EN233), o desvio está sinalizado em Adão

Aldeia da Ponte (Sabugal)
Ponte Romana?-Medieval de Aldeia da Ponte 

Estado de conservação: requalificada recentemente - pedonal
Construção: séc. II d.C./séc. IV d.C.
Via romana: Alvega a Salamanca e cruzamento com a via Torre de Almofala a Sabugal (rede viária de Torre de Almofala)
Acesso: Aldeia da Ponte (EN233-3)

Vilar Maior (Sabugal)
Ponte Romana?-Medieval 

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Torre de Almofala a Sabugal por Vilar Maior (rede viária de Torre de Almofala)
Acesso: Nave (EN233-3), em Vilar Maior - Largo da Praça e Rua da Ponte

Vale Longo (Sabugal)
Ponte Medieval de Sequeiros

Pela construção era uma ponte fortificada, ao estilo romano, está encerrada à circulação
Acesso: Termas do Cró (EN234) e Seixo do Côa (EM536) sinalizada na aldeia

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
83,2 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota IV
Guarda – Prados – Lajeosa do Mondego – Mesquitela - Celorico da Beira

Celorico da Beira

Estação Arqueológica de S. Gens

O acesso à estação arqueológica de S. Gens, a cerca de 3 km, da vila de Celorico da Beira, faz-se seguindo a indicação de Necrópole, no percurso é ainda possível observar um troço de calçada romana assente em lajes de grandes dimensões, numa extensão de 500 metros, pouco antes da ponte romana-medieval da Lavandeira, sobre o rio Mondego.

Fazem parte da estação arqueológica de S. Gens, uma necrópole e um povoado medieval. A necrópole era composta por cinquenta seis sepulturas dispersas sendo provável que fosse contemporânea à ocupação do povoado, devido ao seu nome poderá ter sido um edifício religioso. O povoado era de planta oval e tinha uma única entrada virada para a ribeira de Tamanhos, as habitações eram de tipo choupana ou choça com lareiras no seu interior. O abandono do local, na segunda metade do século X, deveu-se a um grande incêndio que destruiu as construções e a paliçada. 




Ficha Técnica
Local
Celorico da Beira
Acesso
Seguir indicação Necrópole os últimos metros é por caminho em terra batida
Distância percorrida
3,0 kms
Duração estimada da visita
20 minutos
Classificação

Ponte Romana?-Medieval da Lavandeira 

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: outras vias secundárias da rede viária de Marialva 
Acesso: Celorico da Beira

Calçada Romana da Lavandeira

Característica: calçada lajeada na curva antes da ponte, na extensão de 500 metros, em bom estado de preservação
Via romana: outras vias secundárias da rede viária de Marialva 
Acesso: Celorico da Beira

Celorico Gare
Ponte Romana?-Medieval e Olas

Estado de conservação: rural
Via romana: outras vias secundárias da rede viária de Marialva
Acesso: Celorico Gare (EN102), local sinalizado na estrada nacional

Minhocal
Ponte Medieval do Minhocal 

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: outras vias secundárias da rede viária de Marialva 
Acesso: Minhocal (EN102)

Mesquitela
Ponte sobre a ribeira de Linhares

Estado de conservação: aberta à circulação com vestígios de calçada no tabuleiro
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres, da Ponte dos Juncais à Serra da Estrela por Linhares para cruzar com a via Viseu - Mérida
Acesso: Celorico da Beira (EN17) desvia a Mesquitela e na Rua da Ponte

Lajeosa do Mondego
Ponte do Ladrão

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Marialva a Videmonte (rede viária de Marialva)
Acesso: Lajeosa do Mondego (EN16), ou saída nó 27 (A25) Açores

Prados
Calçada Romana das Alminhas
Característica:
Via romana: Celorico a Póvoa de Mileu por Mizarela (outras vias de Celorico da Beira)
Acesso: Vale Azares/Prados (EM616)

Ficha Técnica
Acesso
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância
00,0 Km
Elevação máxima
0 metros
Elevação mínima
0 metros
Dificuldade
Moderado


em breve (imagens)


Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
70,3 kms
Duração recomendada
2 dias

ROTA V
Guarda – Marialva – Coriscada – Longroiva – Relva - Cótimos

MARIALVA (ALDEIA HISTÓRICA)

A origem longínqua de Marialva está ligada a um povoado fundado pelos Túrdulos, séc. VI a.C., situado numa pequena elevação rochosa sobranceira ao campo da Devesa e Tapada à ribeira de Marialva.

A chegada e ocupação romana desta região aproveitaram para também fundarem a sua própria civitas ARAVORUM, no século I d.C., com pacificação da Hispânia e na dinastia de Augusto, muito contribuiu para que se tornasse uma cidade próspera, desenvolvida e nó de uma intensa rede viária em região rica em pastorícia e fértil na agricultura. Nas dinastias seguintes sofreu por diversas vezes reconstruções nas épocas dos imperadores Trajano e Adriano.

O principal núcleo desta comunidade era o povo “Aravi”, cuja referência surge na inscrição na ponte romana de Alcántara (Espanha), foi construída e paga pelas tribos Lusitanas em tributo de guerra pela resistência ao domínio romano, em honra do imperador Trajano e do arquiteto da ponte Cayo Iulio Lacer, ano 105 d.C.-106 d.C..

Da cidade romana ainda subsistem alguns vestígios referenciados do perímetro urbano:

O fórum e a grande praça pública da cidade ocupavam a zona da actual Devesa, subsistindo alguns desses vestígios, o podium do Templo, actualmente logradouro de uma habitação, no Largo do Negrilho, provavelmente, dedicado a culto imperial a Jupiter; a Basílica ocupava o local da Capela da Nossa Senhora dos Remédios, com uma inscrição romana embutida na base da parede exterior do lado direito.





O edifício balnear (as termas) localizava-se na Tapada e junto à ponte romana mas a densa vegetação não permite qualquer visualização.

Fora do perímetro urbano no local denominado por Naumaquia, a cerca de um quilómetro, numa elevação, a barragem e aqueduto, ambos inserido numa propriedade não permitindo o acesso ao local.

Ponte Romana da Tapada (alicerces romanos)


Estado de conservação: rural
Via romana: Póvoa de Mileu e a Almofala (rede viária de Marialva)
Acesso: Marialva (IP2/EN102), no lugar da Devesa pela rua da Ponte

Calçada Romana


Característica: calçada lajeada por caminho rural, em bom estado de preservação
Via romana: outras vias secundárias da rede viária de Marialv
Acesso: Marialva (da Junta de Freguesia e Cruzeiro, integrando percurso pedestre, contorna muralha do castelo rumo a Longroiva)

Ficha Técnica
Acesso
Início da Junta de Freguesia e Cruzeiro
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância
00,0 Km
Elevação máxima
0 metros
Elevação mínima
0 metros
Dificuldade

Coriscada (Mêda)

Villa Romana de Vale de Mouro

Era uma grande villa romana, datada do séc. I d.C., sofrendo sempre alterações até ao séc. IV d.C. à medida dos rendimentos gerados na sua exploração com melhoramentos na pars urbana no revestimento das salas em mosaico, na edificação dos balneários e nos armazéns agrícolas. Como em todas as villas estas obedeciam a planos precisos de edificação, sendo compostas por uma parte destinada ao seu proprietário e família, a pars urbana, uma outra destinada ao alojamento da criadagem, a pars rustica, e finalmente, a área destinada aos armazéns de transformação dos produtos da lavoura, os lagares de vinho e azeite, estábulos e cercado, a pars frumentaria.

Esta villa estava situada muito perto da civitas Aravorum, na passagem da via romana que após a travessia da ribeira de Massueime bifurcava uma na direcção da cidade de Almofala e a Póvoa de Mileu, daí a sua localização estratégica de apoio a todos quantos por aqui passavam.



A entrada da villa dava para um grande pátio central, ao redor do qual se desenvolveria a pars urbana, um peristilium com colunatas e um jardim a envolvê-lo, no meio um tanque ornamental, uma sala ampla, o triclinium, onde se serviriam as refeições e os convidados seriam presenteados com requintados banquetes, existindo uma fonte de água no meio da sala, a envolver o peristilo diversos quartos as cubiculas, os aposentos da casa, a cozinha e, os balneários privados do proprietário e da família. Sabe-se que todas as salas estavam pavimentadas a mosaicos policromáticos com motivos geométricos e figurativos, o mosaico do Cortejo de Baco o mais representativo, a ser restaurado em Conímbriga.






O acesso ao edifício destinado ao alojamento dos criados e balneários, sem a luxuosidade da área residencial, era através de um outro pátio central substancialmente mais reduzido, ao redor desse pátio, a “pars frumentaria”, e as construções ligadas à exploração agrícola e transformação de matérias-primas (minerais, fibras e cereais) em produtos (objectos em metal, fibras e farinha), o celeiro, os lagares de vinho e de azeite, os estábulos, os campos de cultivo dos cereais, da vinha, da azeitona, da pastorícia e da pesca no rio Massueime passando muito perto do local.





Ficha Técnica
Local
Coriscada
Acesso
Para a visita necessário contatar a Junta de Freguesia ou o Centro Sócio- Cultural da Coriscada (279859478/969104512) ou ainda a C. M. Mêda (279880040), ou deslocar-se ao Café Moreira - Largo Principal. O acesso faz-se por caminho em terra batida e em parte a pé pois a viatura não vai ao local
Distância percorrida
2,0 kms
Duração estimada da visita
1 hora
Classificação

Longroiva (Mêda)
Ponte Romana? da Concelha


Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Castelo de Numão ao Mondego/Fornos de Algodres, ligação a Ranhados-Mêda-Longroiva (Rede Viária de Freixo do Numão)
Acesso: Longroiva (IP2/EN102) seguindo a indicação Fonte da Concelha

Relva (Mêda)
Ponte Romana? da Relva


Estado de conservação: ruínas
Construção: séc. II d.C./ sé. IV d.C.
Via romana: Castelo de Numão ao Mondego/Fornos de Algodres, ligação a Ranhados-Mêda-Longroiva (Rede Viária de Freixo do Numão)
Acesso: Relva (IP2/EN102)
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Cótimos
Ponte Romana-Medieval de Cótimos

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Marialva a Videmonte (Rede Viária de Marialva)
Acesso: Cótimos (IP2/EN102), após a passagem da Capela de S. Sebastião

Cógula
Ponte Romana de Cógula
Estado de conservação: 
Via romana: Marialva a Videmonte (Rede Viária de Marialva)
Acesso: Cógula (IP2/EN102)


em breve (imagens)


Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
105,2 kms
Duração recomendada
2 dias

Rota VI
Guarda – Castelo Mendo – Vilar Torpim – Almendra 

CASTELO MENDO (ALDEIA HISTÓRICA)
Moedas Romanas


Local: Museu Etnográfico de Castelo Mendo

Calçada Romana

Característica: só traçado da via sem vestígios da calçada
Via romana: rede viária da Póvoa de Mileu (Guarda), para leste a Cidade Rodrigo
Acesso: Castelo Mendo (EN16), a partir do Cruzeiro da escola contornando o cabeço de Castelo Mendo, sempre a descer à ribeira de Cadelos continuando ao rio Côa à passagem pedonal

Ficha Técnica
Acesso
Início do Cruzeiro da escola
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância
00,0 Km
Elevação máxima
0 metros
Elevação mínima
0 metros
Dificuldade
Fácil

Vilar Torpim (Figª Castelo Rodrigo)
Ponte Romana?-Medieval

Estado de conservação: pedonal
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala 
Acesso: Almeida/Vilar Torpim (EN332), pela rua do Fundo do Povo junto à Capela de S. Sebastião

Almendra

A civitas Calabriga ou Calabria, teria uma influência decisiva no contexto da região desde tempos pré-romanos ao período visigótica a sua decadência está directamente ligada ao fim da monarquia visigótica, entre séculos VII/VIII, por disputas internas pela coroa. Extinta um pouco antes das invasões muçulmanas da Península Ibérica desde essa altura é marcada por um longo período de silêncio voltando de novo a falar-se apenas no século XII, altura do nascimento de Portugal.

A sua localização ainda não está bem definida supõe-se que possa ser na área arqueológica do Monte Calabre ou do Castelo, ou no perímetro da vila de Almendra, junto ao adro da igreja (norte) – Igreja Matriz de Almendra.

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
100,1 kms
Duração recomendada
1 dia 

Rota VII 
Guarda - Castelo Rodrigo – Escalhão - Barca d´Alva

CASTELO RODRIGO (ALDEIA HISTÓRICA)
Muralha Romana
Local: sopé do castelo em Fig.ª de Castelo Rodrigo

Escalhão
Ponte Velha de Escalhão

Estado de conservação: rural
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Escalhão (EN221) - está sinalizada, por caminho em terra batida 

Barca d´Alva
Lápide Romana
Esta lápide é atribuída à cidade romana de Almendra encontra-se na Capela de Santo Cristo em Barca d´Alva.


Local: Capela de Santo Cristo – do cais de embarque pela Rua de Santo Cristo

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
91,5 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota VIII
Guarda – Malpartida – Vermiosa – Escarigo – Torre de Almofala

Torre de Almofala

Almofala é conhecida desde há muito pelos vestígios arruinados de uma Torre situada numa pequena elevação a cerca de três quilómetros, o local teve vários topónimos como a Torre dos Frades, Torre de Aguiar, Torre das Águias, Torre de Almofala contudo foi esta a última designação que perdurou até aos nossos dias e é considerada Monumento Nacional.

O acesso feito por um caminho de terra batida junto à barragem de Santa Maria de Aguiar, mas a boa notícia é que tal como grande parte do nosso património histórico está décadas ou séculos ao abandono ou sofrem pequenas intervenções superficiais que se arrastam por anos agora está previsto obras para a requalificação do monumento no local, criação de um centro interpretativo apostado nas novas tecnologias e melhoramento das acessibilidades.

O facto atestado pela ara na pedra de altar dedicada a Jupiter e encontrada junto à Torre ajudou a situar aqui a capital dos Cobelcos, importante povoado romanizado localizado em torno da Torre das Águias em Almofala, a civitas Cobelcorum

Templo Romano


Escarigo (Figª Castelo Rodrigo)
Ponte Romana?-Medieval  

Estado de conservação: calçada no tabuleiro, pedonal – recentemente requalificada
Construção: séc. III d.c./ séc. V d.c.
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Almeida (EM604) direcção a Malpartida, no interior da aldeia em Escarigo

Vermiosa (Figª Castelo Rodrigo)
Ponte Romana?-Medieval da Vermiosa 

Estado de conservação: rural com vestígios de calçada romana
Via romana: Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Rede Viária Torre de Almofala)
Acesso: Almeida (EM604) em direcção a Malpartida. Em Vermiosa, na Rua da Boavista

Malpartida (Almeida)
Ponte de Malpartida

Estado de conservação: rural
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Almeida/Malpartida (EM604)

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
71,8 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota VIII
Guarda – Vale de Madeira – Vascoveiro – Bogalhal – Lamegal

Vale Madeira (Figª Castelo Rodrigo)
Ponte Velha do Côa
Estado de conservação:
Via romana: Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Rede Viária Torre de Almofala)
Acesso: Almeida/Cinco Vilas (EM604) mas o melhor acesso deverá ser feito por Vale Madeira (EN324), seguindo o trilho da Ponte Velha, pela rua junto da Capela ao rio Cô

Ficha Técnica
Acesso
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância
00,0 Km
Dificuldade

Bogalhal (Pinhel)
Calçada Romana (?)
Característica:
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Pinhel/Valbom/Bogalhal

Vascoveiro (Pinhel)
Ponte Romana? dos Moiros
Estado de conservação: ruínas
Via romana: Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Rede Viária de Torre de Almofala)
Acesso: Pinhel/Vascobeiro, pela rua do Lagarinho acima até ao fim, seguindo depois em caminho de terra batida à pedreira (acesso complicado)

Ficha Técnica
Acesso
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância
00,0 Km
Dificuldade

Lamegal (Pinhel)
Ponte Romana
Estado de conservação:
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Guarda/Pinhel (EN221) no cruzamento para Vila Franca das Naves e Lamegal (EN340)

Calçada Romana
Característica:
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Guarda/Pinhel (EN221) no cruzamento para Vila Franca das Naves e Lamegal (EN340)

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
00,0 kms
Duração recomendada
1 dia 
em execução

Rota IX
Guarda - Fornos de Algodres - Ínfias - Matança - Maceira - Sobral Pichorro – Mata - Muxagata

Fornos de Algodres
Calçada Romana da Qtª da Lomba

Característica: calçada lajeada desde a Capela da Srª da Graça à estrada nacional, em bom estado de preservação
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Fornos de Algodres (EN16) junto da Capela da Srª da Graça à Qtª da Lomba continua pela Qtª do Seminário de S. José e Qtª do Costa

Calçada Romana da Qtª do Costa 

Característica: calçada lajeada no final da descida até à A25, bom estado
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Fornos de Algodres (EN16) – na Zona Industrial, passar primeiro rua e na curva à esquerda por caminho que entronca com o caminho que vem da Qtª do Seminário de S. José e vai terminar junto da (A25)

Ínfias
Inscrição Romana



Local: Igreja Matriz de Ínfias foi Templo Romano dedicado a Mercúrio, na parede exterior (frontal) do lado esquerdo 

Sobral Pichorro
Calçada Romana 

Característica: calçada lajeada na povoação por caminho rural, regular
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Sobral Pichorro desvio à (EN330) para Aguiar da Beira, pela rua da Capela do Stº Cristo ao lavadouro onde se inicia a calçada

Mata
Calçada Romana 

Característica: calçada lajeada por caminho rural, bastante irregular
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Sobral Pichorro/Mata desvio à (EN330) para Aguiar da Beira, na povoação da Mata seguir indicação de Cruzeiro e pela rua do Chafariz da Mata

Maceira
Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: calçada lajeada junto da Capela até à estrada nacional, numa extensão de 80 metros, em bom estado de preservação
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Maceira desvio (EN330) para Aguiar da Beira, junto à Capela do Sr. da Agonia

Muxagata
Miliário Anepígrafo

Local: Igreja Matriz na rua Luciano Augusto Pimpão
Acesso: Muxagata cortada (EN330) para Aguiar da Beira

Matança
Ponte Romana?-Medieval da Matança 

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: outras vias secundárias de Fornos de Algodres
Acesso: Matança, pela rua Moinho da Vila e junto da Capela da Nossa Senhora dos Milagres

Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: calçada assente em pedras miúdas
Via romana: outras vias secundárias de Fornos de Algodres
Acesso: Matança no acesso à ponte, está sinalizada no interior da povoação

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
76,3 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota X
Guarda – Linhares da Beira - Folgosinho

LINHARES DA BEIRA (ALDEIA HISTÓRICA)

Muralha Romana – fundações do Castelo


Calçada Romana da Corredoura/Estrada dos Almocreves

Característica: calçada lajeada por caminho rural à ribeira, cerca de 2,5 km, em bom estado de preservação
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres, da Ponte dos Juncais à Serra da Estrela por Linhares para cruzar com a via Viseu - Mérida
Acesso: Linhares da Beira (EN17) da Igreja da Misericórdia até à ribeira de Linhares e vestígios da ponte romana

Ficha Técnica
Acesso
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância
00,0 km
Dificuldade

Folgosinho (Gouveia)
Calçada Romana dos Galhardos
Característica: 
Via romana: da via Braga a Mérida (troço Viseu - Famalicão da Serra – Colmeal da Torre) de Folgosinho a Famalicão da Serra, atravessando a Serra da Estrela
Acesso: Folgosinho, junto das Alminhas pela rua da Serra ao campo de futebol até à Portela
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Ficha Técnica
Acesso
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância
00,0 Km
Elevação máxima
0 metros
Elevação mínima
0 metros
Dificuldade
Moderado

em breve (imagens)


Ficha Técnica
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância percorrida
53,0 kms
Duração recomendada
2 dias

Rota XI
Guarda – Nabais – S. Paio - Nespereira – Cativelos - Santa Marinha – Folgosa do Salvador -Travancinha

Cativelos (Gouveia)
Ponte Romana? das Cantinas 


Estado de conservação: ruínas
Via romana: da via Braga a Mérida (troço Viseu - Famalicão da Serra – Colmeal da Torre) variante com a travessia do Mondego na Ponte de Palhez
Acesso: Cativelos (EN232), sinalizada na estrada nacional

Nespereira (Gouveia)
Caldeiral Romano


Local: Bairro de Stº António, afloramento granítico com 5 assentos

Ponte Romana?-Medieval do Chorido

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Celorico da Beira a Bobadela
Acesso: Nespereira (Bairro de Stº António), sinalizada no interior da povoação

Nabais (Gouveia)
Arco com pedras almofadadas


Local: na rua Direita (junto ao largo da Igreja Matriz) estrutura de arco inserido em parede de habitação

S. Paio (Gouveia)
Ponte Romana?

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Celorico da Beira a Bobadela
Acesso: S. Paio (EN17), pela rua Igreja 

Santa Marinha (Seia)
Ponte Romana?

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Celorico da Beira a Bobadela
Acesso: Santa Marinha (EM522), na Av. 1º de Maio

Travancinha (Seia)
Calçada Romana da Canada das Cerejeiras

Característica: calçada lajeada por caminho rural numa extensão aproximada de 800 metros, bom estado de preservação
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela
Acesso: Travancinha (EM507), pela rua da Calçada Romana em frente ao Solar da Qtª Nossa Srª das Virtudes

Folgosa do Salvador (Seia)
Ponte Romana-Medieval 

Estado de conservação: rural
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela
Acesso: Folgosa do Salvador (EN17) seguir rua de Santa Catarina e rua do Soito à direita sempre a descer à ponte por caminho em terra batida

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
99,1 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota XII
Guarda – Alvoco da Serra – Loriga - Valezim

Valezim (Seia)
Ponte Medieval e Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: calçada lajeada da ponte à Capela, em bom estado de preservação
Via romana: Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Valezim (EN231), pela Rua da Capela de S. Domingos

Loriga (Seia)
Calçada Romana 

Característica: calçada lajeada por terreno florestal, bastante irregular
Via romana: Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: no sentido Loriga a Valezim (EN231), a calçada está bem sinalizada na estrada, por caminho de terra batida passando habitação, encontra-se do lado direito subindo em terreno florestal à estrada nacional

Ponte Romana?-Medieval da Moenda 

Estado de conservação: rural
Via romana: Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Loriga (EN231), pela rua do Teixeiro, ponte romana subindo em calçada até ao parque merendas (EN231), está sinalizada na povoação e no parque de merendas

Calçada Romana 


Característica: calçada lajeada, na maioria do percurso bastante regular, por caminho rural até ao parque de merendas, numa extensão aproximada de 1,5km
Via romana: Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Loriga (EN231), pela rua do Teixeiro, ponte romana subindo em calçada até ao parque merendas (EN231), está sinalizada na povoação e no parque de merendas

Alvoco da Serra (Seia)
Ponte Medieval e Calçada Romana


Característica: calçada lajeada, cerca de 800 metros, por caminho rural, em bom estado de conservação
Via romana: Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Alvoco da Serra (EN231) da ponte medieval e das Alminhas pela esquerda sobe à estrada nacional (EN231) continuando do outro lado da estrada.

Característica: calçada lajeada no interior da povoação, em bom estado de conservação
Via romana: Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Alvoco da Serra, pela rua da Srª da Guia junto à Capela de S. Sebastião e rua das Lages

Ficha Técnica
Época recomendada
PRIMAVERA, VERÃO E OUTONO
Distância percorrida
108,8 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota XIII
Guarda – Aguiar da Beira

Aguiar da Beira
Silhares almofadados nas muralhas do Castelo


Ponte Romana?-Medieval do Candal 

Estado de conservação: rural
Construção: séc. IV a.C./ séc. IV d.C.
Via romana: Moimenta da Beira a Mangualde
Acesso: Aguiar da Beira (EN229) /Caldas da Cavaca (EM587-2), por caminho em terra batida à esquerda (600 metros), está sinalizada na estrada municipal
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Ponte de Abade
Ponte Romana?-Medieval de Abade 


Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana:
Acesso: Ponte de Abade (EN226)

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
63,9 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota XIV
Guarda – Freixo de Numão - Numão

Freixo de Numão
Área urbana 

Pelo registo de inúmeras “villae” e casais romanos numa das pontas da vila de Freixo de Numão, leva a colocar a hipótese de, na parte antiga da vila, possa ter existido uma “civitas” ou um “vicus”.

Os primeiros registos da ocupação romana (entre os séculos I a.C. e IV/V d.C.) foram feitos no quintal do solar barroco da Casa Grande (segunda metade do séc. XVIII), contendo um celeiro, uma zona de serviços onde foi possível registar atividades como a forja, moagem e tecelagem e ainda parte de uma habitação, a partir daí, acompanham-se as intervenções em prédios da área urbana ”zona histórica”, têm permitido o registo de estruturas que correspondem a edifícios romanos sendo inúmeros os vestígios e materiais aí recolhidos. A própria configuração do Largo da Praça (em U) no local da Igreja Matriz leva a colocar a hipótese de se tratar de uma zona de Templo Romano no fórum e Basílica do mesmo período.


Museu da Casa Grande

Lagareta e Dolium

Tesouro Monetário (séc. IV d.c.)



Castelo Velho 


Um povoado pré-histórico, cuja ocupação nos milénios III e II a.C., em alvenaria de xisto, possuindo diversas aberturas e algumas pequenas estruturas de planta circulares, se encontram praticamente todas embutidas ou encostadas às muralhas, podendo corresponder a bases de cabanas que seriam construídas com paus e ramos de árvores depois revestidas a barro. No Museu da Casa Grande encontra-se uma réplica desse tipo de estrutura que recria com “secagem e moagem de cereais, bagas e bolotas” há cerca de 5000 anos.


Estação Arqueológica do Prazo



Estamos perante o denominado Complexo Arqueológico de Freixo de Numão, a importância advém pela multiplicidade de ocupações do Paleolítico à Baixa Idade Média, está localizado junto de um cruzamento de vias denominadas de Pedra Escrita.

A ocupação romana do lugar começa com a construção de uma villa que terá sido construída entre o séc. I e o séc. II d.C., sendo a provável zona termal a estrutura mais bem conservada, entre os anos 250-275, os espaços de características palacianas (caso da zona termal) vão sendo substituídos e ampliados, apresentando uma ocupação mais ruralizada. Ainda durante esta curta ocupação, é aproveitado o patamar superior para se instalar a “pars frumentaria”, uma área ligada ao armazenamento e moagem de cereais, a cozinha, um forno e uma lareira, no átrio foram descobertos dois fornos de fundição de metal.

Área Termal (séc. I/II d.C.) (A)

Edifício (séc. I e IV d.C.) (E) e Forno fundição metal (L)

Edifício (séc. III e IV d.C.) (G)

Sujeita a saque e incêndio durante o último quartel do séc. III d.C. foi abandonada para ser reocupada nos inícios do séc. IV d.C., e durante o séc. V d.C. (em período Paleocristão) terá sido edificado um Templo aproveitando parte da estrutura de uma “domus senhorial”, na sua construção terão sido utilizados nos adornos e suportes das naves elementos romanos, bases, fustes e capiteis. Por volta, do séc. X, o Templo cristão terá sido ampliado para Este e construídas duas alas laterais (norte e a sul),o abandono definitivo do local deve ter-se verificado no último quartel do século XIII.


Templo Cristão (D)

Templo Cristão e Área de fornos e cozedura (C e D)

Villa Rústica de Rumansil I



Esta villa rústica (ou complexo industrial?) apresenta-nos dois edifícios que ligavam entre si por um largo alpendre. No edifício mais pequeno temos um forno onde se teria fundido chumbo e outros metais; uma zona de cozinha; dois quartos e uma zona ampla de serviços. No outro, de maiores dimensões, temos a zona de celeiros e moagem, lagar de vinho, armazém de vinhos, a provável cavalariça, oficina de canteiro e de metalurgia. Para sul deste edifício, dois fornos de cozer cerâmica.

Fornos de Cerâmica (M e O)

Forno de Cerâmica (M)




Quarto, Cozinha, Dispensa, Oficina Metalúrgica

Área de Armazenamento ou Cavalariças (S)
Pontão Romano da Nogueira e Calçada Romana das Regadas


Um troço de calçada de uma importante via romana que ligaria, na época, as duas margens do Douro, no sítio do Torrão. Esta via, principal, com cerca de 4 metros de largura, entra no termo de Freixo de Numão na margem direita da ribeira de Teja, na zona da Zaralhôa (ponte romana), cruzando com uma via secundária no lugar da Pedra Escrita (junto ao Prazo). Depois, segue para a Portela, Tanque do Sapo, lugar do Cruzeiro e vira a Redoído, atravessando as Regadas a caminho de Escorna Bois. Perto do Cruzeiro, na travessia do ribeiro, vestígios de uma pequena ponte “pontão romano da Nogueira”, em arco de volta perfeita com a colocação de duas grandes lajes assentes nos anteriores apoios do arco.

De destacar no troço de calçada existir uma ferraria e vestígios de uma provável “mutatio, para além, da atividade de ferreiro a presença de uma estrutura com uma multiplicidade de funções e utilidades, restos de três tanques, dois retangulares e um circular poderão indiciar local de descanso para animais de carga ou trela. Ao longo deste traçado podemos apreciar a “Eira” e o lagar romano no sítio das Amoreirinhas, os dois troços da via (interrompida apenas pela EN324) estão devidamente sinalizados.



Característica: calçada lajeada por caminho rural numa extensão 2,5 km, pela rua da Boavista com início no cruzeiro em Freixo de Numão cruza a estrada nacional na ETAR segue ao Moinho Cubo das Regadas e a (600 metros) da villa rústica romana do Zimbro II
Via romana: Freixo de Numão a Murça do Douro (Rede Viária do Freixo de Numão)
Acesso: Freixo de Numão (EN324)


Villa Rústica do Zimbro II

O sítio arqueológico do Zimbro II localiza-se no vale de Escorna Bois, próximo da via romana das Regadas


Provavelmente a sua primeira ocupação seja do séc. I d.C. ou II d.C., continuando pelos séculos seguintes até ao séc. V ou VI.

O que é observável é a “pars rustica” porque a “pars urbana” está em zona de vinha, bem definidas estão as zonas da cozinha, forja e moagem.

Compartimento com 2 tanques (B)

Ferraria, Moagem, Forno (C)


Cavalariças

Villa Rústica da Colodreira/Escorna Bois


É uma villa agrícola, cuja ocupação deve ter-se iniciado nos finais do séc. III d.C., prolongando-se pelo séc. IV/V ou mesmo VI d.C..

A área encontra-se coberta de mato… o sítio foi adulterado para plantio de vinha com necessidade de construção de socalcos e muros, reutilizando-se material arqueológico.

em breve (imagens)


Numão
Ponte Romana?-Medieval da Zaralhôa
Estado de conservação: 
Via romana: Freixo de Numão ao Castelo de Numão (Rede Viária de Freixo de Numão)
Acesso: Freixo Numão (EN222)/Numão (EM541), após entroncamento com a estrada de Custóias, no primeiro caminho pela direita e de seguida pela esquerda por terra batida (ver inscrição num penedo?)


em breve (imagens)

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
92,7 kms
Duração recomendada
2 dias