terça-feira, 19 de maio de 2015

IMAGENS da LVSITÂNIA - Distrito de Coimbra

O património arqueológico e histórico da antiga província romana da LVSITANIA é rico e diverso, e está espalhado por todo o território. Apesar de não termos grandes espaços monumentais, posso garantir que vestígios do nosso passado não nos faltam e que estão por aí, bem debaixo dos nossos pés. Consegui fazer-vos sentir pequenos nesta grande história? Óptimo, a ideia era essa. Agora viagem comigo por ela.

A rede de estradas disseminada por todo o Império foi essencial para a deslocação no apoio militar rápido às legiões romanas na atuação de combate em qualquer ponto de conflitualidade, ao mesmo tempo, demonstrando que uma boa rede viária pode incrementar o desenvolvimento económico-administrativo e social de toda uma região. Estas infraestruturas se ainda persistem ficam muito a dever ao facto da sua técnica inovadora de preparação e construção do terreno, de tal modo que, dois mil anos depois, ainda resistem à evolução dos tempos continuando a fazer parte do nosso quotidiano, na beleza paisagística dos nossos Parques Naturais, por vezes, de acessos difíceis despertando mais o nosso espírito de aventura e redescoberta com ausência de sinalética adequada, contudo, será sempre aliciante o contato com as nossas gentes simples e humildes mas possuidoras dum património único e histórico.

Um outro aspecto a ter em linha de conta é o facto de que na grande maioria dos casos, as pontes “antigas” ou “velhas” são conhecidas como romanas, contudo, os nossos investigadores na sua classificação diferenciaram-nas designando-as de outra forma; as “pontes romanas” são pontes com nítidos indícios romanos, as “pontes romano-medievais” quando em presença materiais romanos reutilizados em posteriores reconstruções na Idade Média e Idade Moderna e, as restantes apesar da ausência de vestígios romanos na sua construção encontram-se no alinhamento de comprovados itinerários romanos sendo possível admitir a existência duma ponte anterior, neste caso, “pontes romana?-medievais”.


CONIMBRIGA

A partir da altura que lhe foi concedida um estatuto de direito jurídico-administrativo de “municipium” impulsionou-lhe um forte impulso urbanístico e arquitetónico com as construções do fórum, do anfiteatro e das termas, no reinado de Augusto (século I d.C.) e nas dinastias imperiais dos Flávios (69-96 d.C.) com a edificação das Insulae (áreas residenciais) e das sumptuosas e faustosas “domus”.

Atualmente pode-se reconstituir a extensão máxima da cidade dos meados do séc. I d.C., devido a troços conservados da muralha alto-imperial, aberta nas principais vias de acesso por portas de que uma se conhece em planta, do final do séc. I d.C. inícios do séc. II d.C., composta por três passagens, uma central mais larga lajeada destinada à via e duas mais estreitas (pedonais). 


Nos finais do séc. III, a degradação da situação militar nas fronteiras e a instabilidade interna no Império Romano levou à fortificação de algumas cidades, como aconteceu em Roma no reinado do imperador Marco Aurélio (270-275). Em Conímbriga, levou a uma redução significativa do perímetro da cidade com a demolição de edifícios como a Casa dos Repuxos, Casa dos Esqueletos, Casa da Cruz Suástica e monumentos como o Anfiteatro e Termas da Muralha para fornecimento de matéria-prima para a construção de uma muralha com maior envergadura, com cerca de 6 m de altura, destinada a uma guarnição militar permanente, composta por escadas, acessos e passeios de ronda. 


No final da calçada romana, lado direito, o edifício mais emblemático de Conímbriga a Casa dos Repuxos, uma “domus” aristocrática, construída na primeira metade do séc. II sobre um outro edifício de data anterior que parcialmente foi aproveitado.com o seu grande peristilium central, preservando a estrutura original hidráulica com mais de quinhentos repuxos, pavimentado por um conjunto de mosaicos figurativos com cenas de caças, estações do ano, aves e animais marinhos, e passagens da mitologia, no triclinium (sala de refeições) no lado oposto da entrada da casa, nos cubiculos (quartos) e no peristilo lateral. O acesso à latrina faz-se através duma escadaria situada no peristilium.








Pelo lado esquerdo, conserva-se um edifício comercial (lojas), através dum grande corredor com criptopórtico, dando acesso a várias caves. 


As duas casas que seguem são a Casa da Cruz Suástica (cujo nome deriva ao motivo que decora parte dos seus mosaicos) com vários compartimentos dispostos à volta do peristilium central pavimentados com mosaicos geométricos e a Casa dos Esqueletos (nome derivado à existência de uma necrópole que aí existiu). Comum a ambas as casas é o facto dos grandes compartimentos serem o triclinium (sala de refeições) e um cubículo (quarto) de grandes dimensões. 








As Termas da Muralha, é o edifício junto à muralha e mal conservado, separado pela Casa dos Esqueletos por uma Rua Transversal, do edifício termal distingue-se uma natatio e o caldarium destinado às mulheres.




Passando a muralha do Baixo-Império, à esquerda, uma luxuosa “domus”, a Casa de Cantaber, a construção poderá corresponder à época flaviana (69-96). A casa ocupa todo um quarteirão à volta dum eixo principal entrada/peristilium/triclinium com piscinas ornamentais em jardins com colunatas soberbas, e com peristilos laterais (quatro no total) permitindo, deste modo, a entrada de luz aos compartimentos, incluindo também termas privativas com seu próprio complexo de banho e sistema de aquecimento. 




Ao fundo da Casa de Cantaber, a Basílica Paleo-Cristã com três naves, adaptada a partir de um edifício residencial anterior, distingue-se a Capela-Mor, a Nave e o Baptistério.


Pelo lado direito, a Ínsula do Aqueduto, seria um prédio que ocupava todo um quarteirão, dividido em várias unidades residenciais teve pelo menos três pisos, e o castellum, tanque de planta quadrangular, ponte da chegada do aqueduto que encanava a água potável de Alcabideque até Conímbriga, num percurso de cerca de 3 km, sendo ainda visível um desses arcos, sendo a partir deste reservatório se fazia a distribuição da água pelos diferentes bairros da cidade, termas e fontes. Passado o arco segue-se as Termas do Aqueduto que correspondem a uma remodelação posterior à muralha do baixo-império do que tinha sido originalmente um edifício termal muito maior que teve de ser demolido para construir a estrutura defensiva. O que é visível destas termas é a parte central dedicada aos banhos: a grande natatio (piscina) de água fria e o frigidarium (sala de banhos frios), encostadas ao muro do aqueduto, precedendo as pequenas salas destinadas ao tepidarium (banhos mornos) e caldarium (banhos quentes).




O Forum era o centro de qualquer cidade romana, e o de Conímbriga é exemplo do modelo adotado a partir de meados do séc. I por muitas cidades. Desde a morte de Augusto (14 d.C.) que os imperadores tentaram a sua permanência no poder pela assunção divina e o culto imperial tornou-se no principal meio de coesão do império, deste modo, no local do antigo fórum cívico era construído um grande santuário dedicado ao culto imperial, centrado num templo e em pórticos monumentais que, a diferentes alturas o rodeavam, na praça central estariam monumentos honoríficos aos habitantes e magistrados da cidade, perdendo-se quase na sua totalidade. Sob o fórum anterior (do reinado de Augusto, 27 a.C.-14 d.C.), a basílica e o templo à volta da praça, o bairro indígena que ficava próximo a alguns quarteirões, construíram-se as Ínsulas Centrais (oeste do fórum, do Vaso Fálico, norte das Termas do Sul) e lojas de comércio (tabernae).


As Termas do Sul, as principais termas da cidade estavam localizadas num edifício a sul do fórum com duas áreas abertas nos extremos e uma fechada, dedicada aos banhos, na parte central. A zona da entrada, aberta, era centrada numa grande piscina (natatio) de água fria; daí entrava-se na zona coberta onde se centravam as salas de banhos frios, mornos e quentes (frigidarium, tepidarium e caldarium). A outra área aberta e a principal das termas era a palaestra, acedendo-se por uma enorme escadaria.






Quando os romanos ampliaram o povoado pré-romano de Conímbriga para transformarem a cidade que idealizavam, deixaram dentro do perímetro da muralha do Alto-Império uma larga extensão de terreno incluindo um vale profundo, não adequado para construção de habitações, crê-se que desde logo foi destinado para a construção do grande edifício de espetáculos – o Anfiteatro. Tinha uma planta de forma elíptica com entradas diretamente para uma ampla arena, a oeste, podendo ser vistas em Condeixa-a-Velha, e a leste, mas as entradas monumentais faziam-se desde a cidade para as filas superiores de assentos. A importância do anfiteatro e as zonas circundantes tornaram-se áreas de prestígio, mas isto não impediu que, em finais do século III, o edifício fosse demolido para fornecer material e dar lugar à construção da muralha.




As ruínas romanas da cidade estão classificadas como Monumento Nacional

Museu Monográfico de Conímbriga 

Alcabideque
Castellum

Os romanos aproveitaram uma nascente para abastecimento de água à cidade de Conimbriga, a cerca de 3 km de distância, construindo um Castellum e um Aqueduto (em finais séc. I a.C.), designando “caput acquae” atual topónimo de Alcabideque, uma arabização do nome latino.

Do período romano são ainda visíveis restos do tanque semicircular que protegeu a nascente e a torre. Sob a torre de captação é possível ver o poço de decantação das águas de onde partia o aqueduto que abastecia a cidade de Conimbriga. Este aqueduto para a época é pequeno, distinguindo-se pela capacidade técnica da altura porque grande parte do seu traçado é subterrâneo, a uma profundidade de 7 metros, emergindo em alguns troços aéreos ao aproximar-se da cidade.







O acesso ao local está devidamente sinalizado em Condeixa-a-Nova, distando desta, cerca de 4,5km, situando-se em frente ao parque de Santo António

Murtede

Ara
Local: interior da Igreja Paroquial, incorporada na pia baptismal
Acesso: Murtede (EN234)


Rabaçal (Penela)

Villa Romana do Rabaçal

Localizada a poucas milhas romanas de Conímbriga, estamos perante uma enorme “villae”, correspondendo ao conceito de “villae áulica” residência de uma poderosa família que construiu uma sumptuosa e faustosa casa fixando-se permanentemente, no séc. IV d.C., explorando uma vasta área.

Estes edifícios multiplicaram-se essencialmente a partir dos séculos III e IV d.C., num movimento que tem sido identificado como o da fuga para os campos e que surge mercê da insegurança social, leva a que grandes senhores se refugiem no campo, de modo a afastarem-se das turbulências sociais frequentes nos centros urbanos.


Como na generalidade das villas romanas, esta possuía uma pars rústica (alojamento dos servos e escravos) e uma pars frumentaria com estruturas de apoio à agricultura (celeiro, lagar, estábulos) conhecendo-se alguns muros, pavimentos e canalizações, a pars urbana (zona residencial dos proprietários) estava separada por um valado, dominando uma ligeira elevação a norte a área dos balneários, como preceitua Vitrúvio no séc. I a.C. acerca da disposição dos banhos, a separação e afastamento desta unidade para funcionamento de fornalhas com fogo de lenha, ligadas por sistemas de condutas de aquecimento de ar, água e pavimentos da área residencial e rústica, cumprindo uma das normas fundamentais de segurança na prevenção contra incêndios.


Actualmente, a pars rustica, a pars frumentaria e os balneários são partes da villa ainda por explorar, restando-nos área visitável a “pars urbana” (residência senhorial): a entrada da villa, a receção, a torre de vigia e o peristilium central e octogonal, um jardim interior, rodeado por colunatas e embelezado com uma fonte e diversas esculturas, permitindo a entrada de luz natural e arejamento da casa aos aposentos da casa pois estes não dispunham de janelas, ao redor do peristilium, as cubiculas (quartos), a cozinha, o triclinium sala onde seriam realizadas as refeições que presenteava os seus convidados em soberbos banquetes, todas as salas estavam pavimentadas em mosaicos policromáticos, com motivos geométricos e figurativos, sendo o mais representativo o mosaico que retracta os dias da semana, os meses e estações do ano, representadas por quatro nobres damas com influências europeia e de influências africanas e orientais, só isto seria motivo de atracção mas de imediato fica a frustração pois estão cobertos.




Acesso: Condeixa-a-Nova (IC3) seguir placa indicativa ao Rabaçal, no Museu adquire-se o ingresso para a visita guiada à villa romana e ao Museu, está classificado como Imóvel de Interesse Público.


Museu do Rabaçal

No Museu está patente uma exposição permanente contendo elementos da cultura material romana, constituída por peças recolhidas aquando dos trabalhos de escavação na villa, por diversas cerâmicas, metais, epígrafes, moedas, objetos de adorno, vidros e decorações parietais de mármore, a colecção está dividida em vários temas: epigrafia, o quotidiano, atividade económica e arquitetura, ainda no mesmo espaço está exposto o miliário a Décio da milha VIII desde Conímbriga.



BOBADELA

A povoação da Bobadela presentemente é uma freguesia, a cerca de 4km, de Oliveira de Hospital. Na verdade, desconhece-se qual seria o seu nome latino de Bobadela, apenas se conhece que seria "splendidissimae", inscrição que se observa na fachada da Igreja Matriz de Bobadela.




Desse esplendor, temos o privilégio de se conhecer a localização do fórum, como sabemos, o fórum romano era o centro de qualquer cidade romana, local de encontro da população, das decisões a tomar, onde se afixavam editais públicos ou eram lidos, em voz alta, as decisões emanadas do senado, em Roma, presentemente, desconhece-se a data da construção, presume-se à época dos Flávios (69-96) ou, numa data posterior quando a praça foi remodelada no tempo do imperador Trajano (98-117). Neste largo, situa-se um dos dois ex-líbris de Bobadela - o Arco Romano – corresponderia provavelmente a uma das entradas para a praça pública mantendo um pequeno troço em calçada, subjacente ao arco, há mais de dois mil anos, igualmente, a réplica da cabeça de uma estátua, talvez se trate da representação do imperador Domiciano (81-96) o original está no museu Machado de Castro, em Coimbra. 






O segundo - o anfiteatro – edificado nos inícios do século II d.C., mas durante o século IV, foi abandonada sua utilização devido á crise instalada em Roma, caracterizava-se por uma ampla arena em forma elíptica com bancadas em madeira e amovíveis, permitindo desta forma uma variedade de espectáculos, hoje vulgarmente designado por “pavilhão multiusos”, as entradas situavam-se nos extremos norte e sul, com seis compartimentos quadrangulares que seriam os cárceres, de dimensões distintos, dos gladiadores e dos animais.




Percorrer as pequenas ruelas é o mais aconselhado, pois vestígios romanos não faltam espalhados nesta povoação, à porta das casas ou a servir de apoio a quintais aos alpendres, observar-se-ão capitéis, colunas ou silhares romanos, por exemplo, pela Rua Emília Pestana Coelho, ao meio desta e no lado direito, um capitel romano colocado em posição invertida permitindo sentarmo-nos para descansarmos um pouco. 


Na saída da povoação o caminho para o cemitério atravessa a ponte romana sobre o rio Cavalos, seria uma das vias romanas que a ligaria ao litoral, Mealhada e Coimbra, ao interior, Viseu e Mangualde, mas a existência de um acampamento militar, a cerca de 30km, perto de Secarias (Arganil), aliada à riqueza de recursos naturais terá contribuído ao desenvolvimento económico e social da splendidissima civitas, e a promoção jurídico-administrativa a “municipium” em época do imperador Vespasiano, quando este atribui o direito latino a toda a Hispânia.

O centro histórico de Bobadela está classificado como Monumento Nacional.

Ponte Romana de Bobadela 


Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Mealhada e Coimbra a Bobadela
Acesso: Bobadela, junto ao cemitério

Vila Pouca da Beira
Calçada Romana
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: Mangualde a Bobadela, ligação de Bobadela ao rio Alva a Avô
Acesso: Vila Pouca da Beira (EN230)

Vila Franca da Beira 
Calçada Romana
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: Mangualde a Bobadela
Acesso: Vila Franca da Beira (EN231-2)

Travanca de Lagos 
Ponte das Roçadas “Romana”

Estado de conservação: rural
Via romana: Mangualde a Bobadela
Acesso: Andorinha (CM1313), a partir do Largo José Pais, seguir rua dos Outeirinhos alcatroada até ao seu termo, num pequeno largo o caminho faz-se em terra batida sempre a descer, passa-se uma habitação (2 km) com estruturas em ruínas, aqui o caminho bifurca mas pela esquerda e, novamente, pela direita até à ponte “romana”

Lagares da Beira 
Calçada Romana (pequeno troço)

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, por terreno florestal
Via romana: Mealhada a Bobadela
Acesso: Lagares da Beira (EM502), sinalizada na estrada, o troço inicia-se pouco baixo de habitação particular 


Lourosa (Oliveira do Hospital)

Um pequeno desvio, por quem passa na antiga estrada da Beira, valerá a pena visitar a Igreja Moçárabe de S. Pedro de Lourosa, classificada como Monumento Nacional, é um dos raros templos pré-românicos existentes no país, tem grande importância pelo seu valor histórico e arqueológico datando do tempo da primeira reconquista, mas tratando-se de uma visita ao interior da igreja, pelo facto, de que na maioria das igrejas e capelas deste país encontram-se encerradas teremos de ter algum cuidado aquando da deslocação a este local. 


A sua arquitetura é tipicamente moçárabe e de tradição visigótica caracterizando-se pela utilização dos arcos em ferradura assentes em colunas romanas. Realço para uma lápide que se encontra sobre a verga da porta principal ostenta a data da fundação “era de 950 d.C.” (era de César correspondente ao ano de 912 d.C. da era cristã), no seu exterior encontram-se inúmeras sepulturas, algumas antropomórficas, utilizadas em épocas diversas. 


Quase todos os materiais de construção provêm do reaproveitamento de restos de edifícios romanos, visigodos ou árabes, no entanto, desconhece-se a existência de qualquer ocupação romana em S. Pedro de Lourosa. De facto, confirma-se um gosto “à romana”, os capitéis e colunas são muito semelhantes aos que se encontram na basílica em Idanha-a-Velha e, de salientar a mesa do altar-mor é suportada por duas aras romanas anepígrafas, isto é, dois pequenos altares em pedra destinados a possuir uma inscrição destinando-se a servir como monumentos funerários.



Tábua
Ponte Antiga

Estado de conservação: submersa pela Barragem da Agueira
Via romana: Mealhada a Bobadela, de Sula por Mortágua, Santa Comba Dão e Tábua
Acesso: Tábua (EN234-6)

Calçada Romana da Pedra da Sé

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, por terreno florestal
Construção: séc. I d.C.
Via romana: Mealhada a Bobadela, de Sula por Mortágua, Santa Comba Dão e Tábua
Acesso: Tábua (EN234-6), junto ao rio Mondego e antiga ponte ou pela Pedra da Sé
Classificação: Imóvel de Interesse Público


Midões (Tábua)


Quem se dirigir para Midões, vila perto de Tábua, com inúmeros solares e igrejas, interessa-nos a Capela de S. Sebastião e a ponte romana de Sumes, na aldeia do Coito de Midões.


Não correndo o risco de a capela se encontrar encerrada, porque o que nos interessa observar está na parede exterior do lado sudeste, em baixo, duas belas pedras, cada uma com sua epígrafe, assinalando a construção de dois templos em Bobadela a expensas de Cantius Modestinus, uma inscrição ao Genius Municipum e outra a Vitoria, este é o mesmo dedicante com que iremos deparar em inscrições de Egitânia (Idanha-a-Velha), em honra de Marte e de Vénus.




Continuando a Póvoa de Midões, na rua Engº Macedo dos Santos, encastrada na parede de habitação, uma outra epígrafe que afirma a edificação de uma ponte ou fonte em honra do imperador Tito.


Ponte de S. Geraldo 

Estado de conservação: rural – pouca visibilidade devido à vegetação envolvente
Via romana: Viseu a Bobadela, variante com travessia do Mondego em Póvoa de Midões
Acesso: Coito de Midões a S. Geraldo (CM1304) a uma centena de metros da ponte romana de Sumes

Ponte Romana de Sumes

Estado de conservação: rural – com muita vegetação envolvente
Via romana: Viseu a Bobadela, variante com travessia do Mondego em Póvoa de Midões
Acesso: Coito de Midões a S. Geraldo (CM1304), sinalizada na estrada, por caminho de terra batida
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Penacova
Epitáfio de Frontoni

Local: encastrado na parede de um compartimento da sacristia da Igreja Matriz

Vila Nova de Poiares
Ponte Romana-Medieval de Mucela

Estado de conservação: aberta à circulação (silhares de origem romana)
Via romana: Coimbra a Bobadela, variante Ponte Mucela/Estrada da Beira
Acesso: Ponte de Mucela (EN17)

Moura Morta
Ponte Antiga e Calçada 

Estado de conservação: pedonal - vestígios (origem romana?)
Via romana: Coimbra a Bobadela, variante Ponte Mucela/Estrada da Beira
Acesso: Moura Morta, partindo da Ponte de Mucela

Coja

Miliário ao imperador Teodósio séc. IV

Local: capela da Sra. da Ribeira - falta reconhecer o local
Acesso: Coja em direção a Vale, a capela fica do lado esquerdo 

Secarias

Castellum da Lomba do Canho - falta reconhecer o local 

Acampamento Militar junto ao rio Alva - falta reconhecer o local
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Avô
Calçada Romana
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: Mangualde a Bobadela, ligação de Bobadela ao rio Alva a Avô
Acesso: Avô, ligando à Aldeia das Dez

Calçada Romana
Estado de conservação: calçada do Bairro de Stº. António
Via romana: Mangualde a Bobadela, ligação de Bobadela ao rio Alva a Avô
Acesso: Avô 

Góis
Calçada Romana
Estado de conservação: calçada ao cemitério – falta reconhecer o local
Via romana: Coimbra a Bobadela, rede viária em torno das minas de Góis, Lousã e Arganil
Acesso: Góis