quarta-feira, 3 de setembro de 2014

IMAGENS da LVSITÂNIA - Distrito da Guarda


O património arqueológico e histórico da antiga província romana da LVSITANIA é rico e diverso, e está espalhado por todo o território. Apesar de não termos grandes espaços monumentais, posso garantir que vestígios do nosso passado não nos faltam e que estão por aí, bem debaixo dos nossos pés. Consegui fazer-vos sentir pequenos nesta grande história? Óptimo, a ideia era essa. Agora viagem comigo por ela.

Nos primeiros séculos da romanização da Península Ibérica habitavam nesta região os os Igaeditani, os Lancienses Oppidani e os Transcudani. Estes povos unidos sob uma federação viriam a resistir à romanização durante dois séculos, a sua arma de eleição era a "falcata" (espada curva) que facilmente quebrava as "gládios" romanas devido ao avanço metalúrgico com que eram feitas. Também os seus deuses pagãos diferiam dos romanos, ainda hoje, podemos ver algumas inscrições religiosas em Santuários, como o do Cabeço das Fráguas, local provável do assassinato de Viriato, em 136 a.C..

A rede de estradas disseminada por todo o Império foi essencial para a deslocação no apoio militar rápido às legiões romanas na atuação de combate em qualquer ponto de conflitualidade, ao mesmo tempo, demonstrando que uma boa rede viária pode incrementar o desenvolvimento económico-administrativo e social de toda uma região. Estas infraestruturas se ainda persistem ficam muito a dever ao facto da sua técnica inovadora de preparação e construção do terreno, de tal modo que, dois mil anos depois, ainda resistem à evolução dos tempos continuando a fazer parte do nosso quotidiano, na beleza paisagística dos nossos Parques Naturais, por vezes, de acessos difíceis despertando mais o nosso espírito de aventura e redescoberta com ausência de sinalética adequada, contudo, será sempre aliciante o contato com as nossas gentes simples e humildes mas possuidoras dum património único e histórico.

Um outro aspecto a ter em linha de conta é o facto de que na grande maioria dos casos, as pontes “antigas” ou “velhas” são conhecidas como romanas, contudo, os nossos investigadores na sua classificação diferenciaram-nas designando-as de outra forma; as “pontes romanas” são pontes com nítidos indícios romanos, as “pontes romano-medievais” quando em presença materiais romanos reutilizados em posteriores reconstruções na Idade Média e Idade Moderna e, as restantes apesar da ausência de vestígios romanos na sua construção encontram-se no alinhamento de comprovados itinerários romanos sendo possível admitir a existência duma ponte anterior, neste caso, “pontes romana?-medievais”.

Guarda

Estação Arqueológica da Póvoa de Mileu

A estação arqueológica da Póvoa de Mileu, é uma pequena parte da antiga cidade romana cuja fundação é atribuída no séc. I, durante a dinastia de Augusto, localiza-se na área urbana da cidade da Guarda, junto da Capela da Nossa Senhora de Mileu. Os trabalhos de requalificação do perímetro urbano vieram a pôr a descoberto uma villa romana e parte de um edifício termal, do séc. I d.C./séc. II d.C., a possibilidade da visita a todo o complexo é livre, atualmente, é Imóvel de Interesse Público.

Partes Murárias e Condutas de Água

Sistema de hipocausto
A villa apresenta as ruínas de um compartimento tripartido e hipocausto, sistema de aquecimento subterrâneo por circulação de ar quente, estruturas de salas com pátios e corredores, o edifício termal seria público e não privado, sendo ainda percetíveis os alicerces das divisórias das salas, das condutas de água, dos arcos e das abobadilhas em tijolo. 

Complexo Termal
Todo o espólio descoberto dos trabalhos de escavações realizados, restos de colunas, cerâmicas comuns, lucernas e frisos em mármore, moedas do século II a IV d.C., dois fragmentos de estátuas em mármore e um torso, atribuível à época do imperador Tibério (séc. II d.C.) estão em exposição no Museu Municipal da Guarda

Complexo Termal

Conduta de água

Mizarela
Ponte Medieval da Mizarela

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: em torno da Serra da Estrela, Celorico à Guarda por Mizarela
Acesso: Guarda (EN16) a Mizarela (EM556)

Pêro Soares
Calçada Romana

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, por terreno florestal à ponte de Mizarela, cerca de 2,5 km
Via romana: em torno da Serra da Estrela, Celorico à Guarda por Mizarela
Acesso: Guarda (EN16) a Pêro Soares (EM556-1), na povoação pela rua do Chafariz 

Ramalhosa
Calçada Romana Tintonilho

Descida à Ramalhosa
Estado de conservação: bom estado na extensão
Via romana: em torno da Serra da Estrela, Celorico à Guarda por Vale de Azares
Acesso: Guarda (EN16) a Celorico da Beira, no entroncamento para Ramalhosa, junto a placa indicativa de Caminhos de Santiago, desce à Ramalhosa e sobe a encosta pela calçada romana do Tintonilho

Sabugal
Ponte Romana?-Medieval do Sabugal

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Alvega a Salamanca
Acesso: Sabugal

Aldeia de Stª Madalena (Sabugal)
Inscrição romana

Local: fachada exterior na traseira da Igreja
Acesso: Sabugal/Guarda (EN233) em Pêgas cortar a Aldeia de Stª Madalena

Benespera
Inscrição romana

Local: fachada exterior frontal da Igreja Matriz
Acesso: Benespera, saída nó 34 (A23)

Aldeia da Ponte (Sabugal)
Ponte Romana?-Medieval de Aldeia da Ponte 

Estado de conservação: pedonal – recentemente requalificada
Construção: séc. II d.C./séc. IV d.C.
Via romana: Alvega a Salamanca
Acesso: Aldeia da Ponte (EN233-3)

Vilar Maior (Sabugal)
Ponte Romana?-Medieval 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Torre de Almofala a Idanha-a-Velha
Acesso: Vilar Maior, na povoação pela rua da Ponte

Valongo (Sabugal)
Ponte Medieval de Sequeiros

Estado de conservação: pedonal
Construção: ponte fortificada estilo romana
Acesso: Termas do Cró (EN324) e Valongo (EM536), na povoação seguir indicações

Famalicão da Serra
Miliário Anepígrafo (base)


Local: exterior da Capela de S. Antão

Convento em Edifício Romano




Local: Convento do Bom Jesus assenta num edifício romano, contornando as ruínas do Convento atravessando a ribeira tem-se melhor visibilidade
Acesso: Famalicão da Serra (EN18-1)

Valhelhas
Miliário Anepígrafo


Local: base a caixa de correio em casa particular no acesso à praia fluvial

Estela Funerária consagrada aos Deuses Manes


Marco Miliário dedicado aos imperadores Constâncio Cloro e Galério Maximiniano

Local: interior da Junta de Freguesia de Valhelhas
Acesso: Valhelhas (EN18-1)

Celorico da Beira

Estação Arqueológica de S. Gens

O acesso à estação arqueológica de S. Gens, a cerca de 3 km, da vila de Celorico da Beira, faz-se seguindo a indicação de Necrópole, no trajeto é ainda possível observar um troço da via romana, bem visível, um pouco antes da passagem na ponte romana-medieval da Lavandeira, sobre o rio Mondego, a estação arqueológica está após a Necrópole de S. Gens. Trata-se de uma villa agrícola, a área visitável restringe-se à “pars rustica”, zona da habitação dos servos, relativamente, a “pars urbana”, “pars frumentaria” e termas, ainda não estão postas à luz do dia.






Ponte Romana?-Medieval da Lavandeira 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Marialva a Bobadela por Celorico da Beira
Acesso: Celorico da Beira seguir indicação Necrópole (3km) 

Calçada Romana da Lavandeira (pequeno troço)

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, cerca de 500 metros
Via romana: Marialva a Bobadela por Celorico da Beira
Acesso: Celorico da Beira seguir indicação Necrópole, antes da ponte curva à direita

Celorico Gare
Ponte Romana?-Medieval e Olas

Estado de conservação: rural - bom estado
Via romana: Marialva a Bobadela por Celorico da Beira
Acesso: Celorico Gare (EN102), sinalizada na estrada nacional

Minhocal
Ponte Medieval do Minhocal 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Marialva a Bobadela por Celorico da Beira
Acesso: Minhocal (EN102)

Mesquitela
Ponte Medieval de Mesquitela

Estado de conservação: aberta à circulação, vestígios de calçada 
Via romana: Braga a Mérida (Viseu - Famalicão da SerraColmeal da Torre, variante com travessia do Mondego na Ponte de Palhez)
Acesso: Mesquitela/Celorico da Beira (EN17), interior da povoação pela rua da Ponte 

Vale de Azares
Inscrição Romana
Local: interior da Capela Nossa Senhora dos Azares, parede direita do coro
Acesso: Vale de Azares (EM557-2)

Prados
Calçada Romana das Alminhas 
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: em torno da Serra da Estrela, Celorico a Póvoa de Mileu por Prados
Acesso: Vale Azares/Prados (EM616)

Escalhão
Ponte Romana-Medieval 

Estado de conservação: rural
Via romana: Torre de Almofala a Idanha-a-Velha
Acesso: Figueira Castelo Rodrigo/Escalhão (EN221), sinalizada na estrada nacional

Barca d´Alva
Lápide Romana atribuída à cidade romana de Almendra


Local: Capela de Santo Cristo
Acesso: Barca d´Alva (EN221), partindo do cais de embarque pela Rua de Stº Cristo

Torre de Almofala

Conhecido o local desde há muito pelos vestígios arruinados de uma torre que deu origem aos vários topónimos do local, como Torre dos Frades, Torre de Aguiar, Torre das Águias ou Torre de Almofala, foi esta última designação que perdurou.

Hoje, quem se aventurar a ir ao local é por este topónimo que deverá procurar, não é fácil mas também não será difícil, sendo que a principal dificuldade será o caminho de terra batida que poderá fazer desistir os menos afoitos mas o desafio é precisamente o de não desistir. Segue-se a estrada que sai de Figueira Castelo Rodrigo para Almofala.

O facto mais importante é que esta torre dominando a paisagem ergue-se isolada, é uma edificação romana apesar de ter sofrido alterações posteriores, foi local de uma “civitas”, o que equivale dizer que esta povoação dominaria e administraria um vasto território, como sendo à civitas Cobelcorum, apontando para o século I d.C. como a criação desta civitas.

Tratar-se-ia de um Templo do forum, dedicado a culto imperial, provavelmente, a “Jupiter”, as estruturas do templo estão bem conservadas mantendo praticamente a sua originalidade e monumentalidade, na Idade Média foi adaptado a torre de vigia.

Ao seu redor a sul e a nascente, são percetíveis outras ruínas, bastante posteriores, tendo pertencido à antiga aldeia da Torre dos Frades. A Este são visíveis estruturas romanas, por baixo das ruínas das casas da aldeia, bases de colunatas de um pórtico, bem como, diversos compartimentos e que fariam parte do forum da cidade, embora ainda não totalmente escavado a zona envolvente ao templo, pórtico e compartimentos. 

Base de Colunata


Acesso: Almofala/Figueira Castelo Rodrigo (EM604), encontra-se sinalizado o local junto à barragem de Santa Maria de Aguiar, o caminho ao local é em terra batida 

Almendra

A “civitasCalabriga ou Calabria, com base em registos da altura teria uma influência decisiva no contexto da região desde tempos pré-romanos ao período visigótica e a sua decadência está directamente ligada ao fim da monarquia visigótica, entre séculos VII/VIII, por disputas internas pela coroa. Extinta um pouco antes das invasões muçulmanas da Península Ibérica desde essa altura é marcada por um longo período de silêncio somente surgindo de novo a falar-se apenas no século XII, altura do nascimento de Portugal.



A sua localização ainda não está bem definida presentemente supondo-se que possa estar na área arqueológica do Monte Calabre ou do Castelo e, ou no perímetro da vila de Almendra, junto ao adro da igreja (norte) – Igreja Matriz de Almendra.



Escarigo
Ponte Romana?-Medieval  

Estado de conservação: pedonal – recentemente requalificada
Construção: séc. III d.C./ séc. V d.C.
Via romana: Torre de Almofala a Idanha-a-Velha
Acesso: Almeida/Escarigo (EM 604), no Largo da Praça 

Vermiosa
Ponte Romana?-Medieval da Vermiosa 

Estado de conservação: rural com vestígios de calçada romana
Via romana: Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Guarda)
Acesso: Almeida/Vermiosa (EM604), na povoação pela rua da Boavista

Malpartida
Ponte de Malpartida

Estado de conservação: rural
Via romana: Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Guarda)
Acesso: Almeida/Malpartida (EM 604)

Vilar Torpim
Ponte Romana?-Medieval

Estado de conservação: pedonal
Via romana: Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Guarda) (?)
Acesso: Almeida/Vilar Torpim (EN332), pela rua do Fundo do Povo junto à Capela de S. Sebastião

Cinco Vilas
Ponte Velha do Côa 
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Guarda)
Acesso: Almeida/Cinco Vilas (EM604) mas o melhor acesso deverá ser feito por Vale Madeira (EN324), pela rua junto da Capela ao rio Côa


Aldeia Histórica de Castelo Mendo

Moedas Romanas

Local: Museu Etnográfico de Castelo Mendo

Calçada Romana

Estado de conservação: vestígios da calçada até à ribeira, cerca de 3km
Via romana: Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Guarda)
Acesso: Castelo Mendo (EN16), a partir do cruzeiro da escola contornando o cabeço de Castelo Mendo, sempre a descer à ribeira de Cadelos continuando ao rio Côa à passagem pedonal


Aldeia Histórica de Marialva 

As origens longínquas de Marialva surgem da antiga “civitasAravorum, fundada pelos Túrdulos, séc. VI a.C., a povoação estava localizada numa pequena elevação rochosa sobranceira aos campos da Devesa à ribeira de Marialva, sofreu por diversas vezes reconstruções nas épocas dos imperadores Trajano e Adriano, o principal núcleo desta comunidade era o povo “Aravi”, conhecidos por Lusitanos.

A referência a este povo surge na inscrição na ponte romana de Alcántara (Espanha), como tendo sido construída e paga pelas tribos Lusitanas como “tributo de guerra” pela resistência ao domínio romano, entre os anos 105 d.C. e 106 d.C., em honra do imperador Trajano e do arquiteto da ponte Cayo Iulio Lacer.


Templo do Forum - na Devesa




Desta importante cidade romana ainda subsistem alguns desses vestígios, como: no logradouro de uma habitação, no Largo do Negrilho e no Largo da Feira (Devesa), o Templo do fórum, provavelmente dedicado a culto a “Jupiter”; a Basílica no local da Capela da Nssa Srª dos Remédios, com uma inscrição romana embutida na base da parede exterior do lado direito; a barragem e aqueduto, numa elevação a cerca de um quilómetro da povoação, conhecido por Naumaquia, inserido numa propriedade não permitindo o acesso ao local; os vestígios das termas públicas na Tapada, junto à ponte romana mas a densa vegetação no local não permitem qualquer visualização; a necrópole, do séc. I d.C./séc. III d.C., estaria na presente Qtª da Lobeira.

Ponte Romana da Tapada 

Estado de conservação: rural
Via romana: Marialva, para sudeste pela villa de Vale de Mouro (Coriscada)
Acesso: Marialva (IP2/EN102), no lugar da Devesa pela rua da Ponte

Calçada Romana 

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, cerca de 18 km
Via romana: Numão a Marialva
Acesso: Marialva (Junta de Freguesia, junto a Cruzeiro), integra percurso pedestre


Coriscada (Mêda)

Villa Romana de Vale de Mouro

Estamos perante uma enorme “villa romana agrícola” (quinta), do séc. I d.C. e no séc. III à custa dos rendimentos gerados da sua exploração terá reconvertido e melhorado a sua residência no revestimento das salas em mosaico, edificando os balneários e armazéns agrícolas.




O sítio arqueológico ocupa uma grande área e sem placas de orientação dificulta substancialmente encontrar a área residencial do proprietário da dos servos e criados mas com paciência à mistura e perspicácia conseguir-se-á ter a noção da posição da “pars urbana” e entrada da villa, a partir daí tudo se nos torna claro, um grande pátio central, ao redor do qual se desenvolveria a zona residencial do proprietário e sua família, o “peristilium”, provavelmente, com colunatas e um jardim a envolvê-lo, no meio uma piscina ornamental, o “triclinium” onde se serviriam as refeições e os convidados seriam presenteados com requintados banquetes, teria um reservatório de água no meio da sala, as “cubiculas” os aposentos da casa, a cozinha e, as termas privadas (balneários) do proprietário e da família. Pelas informações disponibilizadas todas as salas estariam pavimentadas a mosaicos policromáticos com motivos geométricos e figurativos sendo o mosaico do Cortejo de Baco o mais representativo, presentemente, a ser restaurado em Conímbriga.




Os edifícios dos alojamentos dos escravos e dos balneários, a “pars rustica”, contudo, sem a luxuosidade da pars urbana, teriam acesso também por outro pátio central, substancialmente menor.








E, a “pars frumentaria”, as construções ligadas à exploração agrícola e transformação de matérias-primas (minerais, fibras e cereais) em produtos (objectos em metal, fibras e farinha), o celeiro, os lagares de vinho e azeite, os estábulos e, as áreas de cultivo dos cereais, a vinha, a azeitona, a pastorícia e a pesca no rio Massueime que muito perto passa do local.

Para a visita necessário contatar a Junta de Freguesia ou o Centro Sócio- Cultural da Coriscada (279859478/969104512) ou ainda a C. M. Mêda (279880040), ou deslocar-se ao Café Moreira - Largo Principal
Acesso: Coriscada, é de difícil acesso pelo que o uso do automóvel eu desaconselho


Longroiva (Mêda)
Ponte Romana? da Concelha

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Marialva a Torre de Almofala
Acesso: Longroiva (IP2/EN102) seguindo a indicação Fonte da Concelha

Relva (Mêda)
Ponte Romana? da Relva 

Estado de conservação: ruínas
Construção: séc. II d.C./ sé. IV d.C.
Via romana: Marialva a Torre de Almofala
Acesso: Relva (IP2/EN102)
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Cótimos
Ponte Romana-Medieval de Cótimos 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Marialva a Bobadela por Celorico da Beira
Acesso: Cótimos (IP2/EN102), após a passagem da Capela de S. Sebastião

Cógula
Ponte Romana de Cógula
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: Marialva a Bobadela por Celorico da Beira
Acesso: Cógula (IP2/EN102)


Fornos de Algodres

Calçada Romana na Qtª da Lomba

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, cerca de 1km
Via romana: Mangualde a Celorico da Beira
Acesso: Fornos de Algodres (EN16) junto da Capela da Sra da Graça segue à Qta da Lomba e Qta do Seminário de S. José

Calçada Romana na Qta da Costa 

Estado de conservação: bom estado na parte final, junto da (A25)
Via romana: Mangualde a Celorico da Beira
Acesso: Fornos de Algodres (EN 16) - na Zona Industrial a seguir primeiro cruzamento na curva por caminho à esquerda entronca com o caminho da Qta do Seminário de S. José foi cortada pela (A25

Ínfias
Inscrição Romana dedicada a Mercúrio




Local: Igreja Matriz de Ínfias, na parede exterior frontal do lado esquerdo

Sobral Pichorro
Calçada Romana

Estado de conservação: bom estado no percurso junto à aldeia, por terreno florestal
Via romana: Mangualde a Celorico da Beira
Acesso: Sobral Pichorro desvio à (EN330) para Aguiar da Beira, pela rua da Capela do Stº Cristo ao lavadouro

Mata
Calçada Romana

Estado de conservação: bastante irregular no percurso, por terreno florestal
Via romana: Mangualde a Celorico da Beira
Acesso: Sobral Pichorro/Mata desvio à (EN330) para Aguiar da Beira, na povoação da Mata seguir indicação de Cruzeiro e pela rua do Chafariz da Mata

Maceira
Calçada Romana (pequeno troço)

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, cerca de 200 metros
Via romana: Mangualde a Celorico da Beira
Acesso: Maceira desvio (EN330) para Aguiar da Beira, junto à Capela do Sr. da Agon

Muxagata
Miliário Anepígrafo


Local: Igreja Matriz na rua Luciano Augusto Pimpão
Acesso: Muxagata desvio à (EN330) para Aguiar da Beira

Furtado
Ara Funerária
Local: Capela de S. Clemente, no interior suportando o Altar

Matança
Ponte Romana?-Medieval da Matança 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Mangualde a Celorico da Beira
Acesso: Matança, pela rua Moinho da Vila e junto da Capela da Nossa Senhora dos Milagres

Calçada Romana (pequeno troço)

Estado de conservação: bom estado na extensão à ponte, cerca de 50 metros
Via romana: Mangualde a Celorico da Beira
Acesso: Matança no acesso à ponte, está sinalizada na povoação

Aldeia Histórica de Linhares da Beira

Muralha Romana – fundações do Castelo


Calçada Romana da Corredoura/Estrada dos Almocreves

Estado de conservação: bom estado no percurso até à ribª de Linhares e vestígios da ponte romana, cerca de 4km
Via romana: em torno da Serra da Estrela, Fornos de Algodres a Linhares da Beira
Acesso: Linhares da Beira (EN17) da Igreja da Misericórdia 

Cativelos (Gouveia)
Ponte Romana? das Cantinas


Estado de conservação: ruínas
Via romana: Braga a Mérida (Viseu - Famalicão da SerraColmeal da Torre, variante com travessia do Mondego na Ponte de Palhez)
Acesso: Cativelos (EN232), sinalizada na estrada nacional 

Folgosinho (Gouveia)
Calçada Romana dos Galhardos
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: Braga a Mérida (Viseu - Famalicão da Serra – Colmeal da Torre, de Folgosinho a Famalicão da Serra, atravessando a Serra da Estrela)
Acesso: Folgosinho desvio na (EN17), junto das Alminhas pela rua da Serra ao campo de futebol por aí acima
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Nespereira (Gouveia)
Calçada Romana de S. Pelágio
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: Braga a Mérida (Viseu - Famalicão da SerraColmeal da Torre, variante com travessia do Mondego em Poço Moirão) - via principal
Acesso: Nespereira (EN17) seguir placa indicativa Bº Santo António seguir à rua de S. Pelágio por caminho à direita

Caldeiral Romano

Estado de conservação: afloramento granítico com 5 assentos
Acesso: Nespereira (Bairro de Stº António), encontra-se sinalizada na povoação

Ponte Romana?-Medieval do Chorido

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Braga a Mérida (Viseu - Famalicão da SerraColmeal da Torre, variante com travessia do Mondego em Poço Moirão) - via principal
Acesso: Nespereira (Bairro de Stº António), está sinalizada na povoação

Nabais (Gouveia)
Arco com pedras almofadadas

Estado de conservação: estrutura de arco inserido em parede de habitação
Acesso: Nabais (EN17), na rua Direita (junto ao largo da Igreja Matriz)

S. Paio (Gouveia)
Ponte Romana?

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Braga a Mérida (Viseu - Famalicão da SerraColmeal da Torre, variante com travessia do Mondego em Poço Moirão) - via principal
Acesso: S. Paio (EN17), na rua Igreja de S. Paio

Santa Marinha (Seia)
Ponte Romana?

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: em torno de Marialva, Marialva a Bobadela por Celorico da Beira
Acesso: Santa Marinha (EM522), na Av. 1º de Maio

Travancinha (Seia)
Calçada Romana da Canada das Cerejeiras 

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, cerca de 1,5 km
Via romana: Mangualde a Bobadela, alternativa por Travancinha
Acesso: Travancinha (EM507), pela rua da Calçada Romana em frente ao Solar da Qtª Nª das Virtudes

Folgosa do Salvador (Seia)
Ponte Romana-Medieval 

Estado de conservação: rural
Via romana: em torno de Marialva, Marialva a Bobadela por Celorico da Beira
Acesso: Folgosa do Salvador (EN17), pela rua de Santa Catarina, rua do Soito pela direita sempre a descer à ponte em estrada de terra batida

Valezim (Seia)
Calçada Romana


Estado de conservação: bom estado na sua extensão
Via romana: em torno da Serra da Estrela, via Seia – Loriga – Covilhã - Belmonte
Acesso: Valezim (EN231), pela rua da Calçada de S. Domingos

Loriga (Seia)
Calçada Romana

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, por terreno florestal
Via romana: em torno da Serra da Estrela, via Seia – Loriga – Covilhã - Belmonte
Acesso: sentido Loriga a Valezim (EN231), a calçada está bem sinalizada na estrada, por caminho de terra batida passando habitação, encontra-se do lado direito subindo à área florestal até estrada nacional continuando a Valezim

Ponte Romana?-Medieval da Moenda 

Estado de conservação: rural
Via romana: em torno da Serra da Estrela, via Seia – Loriga – Covilhã - Belmonte
Acesso: Loriga (EN231), pela rua do Teixeiro 

Calçada Romana

Estado de conservação: estado regular até à estrada nacional, cerca de 3km
Via romana: em torno da Serra da Estrela, via Seia – Loriga – Covilhã - Belmonte
Acesso: Loriga (EN231), pela rua do Teixeiro, ponte romana subindo em calçada até ao parque merendas (EN231), está sinalizada na povoação e no parque de merendas, continuando a Alvoco da Serra

Alvoco da Serra (Seia)
Calçada Romana

Estado de conservação: bom estado na sua extensão, cerca de 800 metros
Via romana: em torno da Serra da Estrela, via Seia – Loriga – Covilhã - Belmonte
Acesso: Alvoco da Serra (EN231), ponte medieval nas Alminhas pela esquerda sobe à estrada nacional (EN231) cruzando-a e seguindo em frente

Calçada Romana 

Estado de conservação: bom estado na sua extensão
Via romana: em torno da Serra da Estrela, via Seia – Loriga – Covilhã - Belmonte
Acesso: Alvoco da Serra (EN231), da rua da Srª da Guia, rua das Lajes, junto à Capela de S. Sebastião, continua pela esquerda após a ponte medieval subindo à (EN231)

Ponte Medieval de Alvoco da Serra

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: em torno da Serra da Estrela, via Seia – Loriga – Covilhã - Belmonte
Acesso: Alvoco da Serra (EN231)

Aguiar da Beira

Silhares almofadados nas muralhas do Castelo

Ponte Romana?-Medieval do Candal ou Portucalense


Ponte Romana?-Medieval do Candal ou Portucalense

Estado de conservação: rural
Construção: séc. IV a.C./ séc. IV d.C.
Via romana: Viseu a Aguiar da Beira
Acesso: Aguiar da Beira (EN229) /Caldas da Cavaca (EM587-2), por caminho em terra batida à esquerda (600 metros), está sinalizada na estrada municipal
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Ponte de Abade
Ponte Romana?-Medieval de Abade 

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Viseu a Aguiar da Beira
Acesso: Ponte de Abade (EN 226)


Freixo de Numão


Área urbana 

Pelo registo de inúmeras “villae” e casais romanos numa das pontas da vila de Freixo de Numão, leva a colocar a hipótese de, na parte antiga da vila, possa ter existido uma “civitas” ou um “vicus” (aldeia).

Os primeiros registos da ocupação romana (entre os séculos I a.C. e IV/V d.C.) foram feitos no quintal do solar barroco da Casa Grande (segunda metade do séc. XVIII), contendo um celeiro, uma zona de serviços onde foi possível registar actividades como a forja, moagem e tecelagem e ainda parte de uma habitação, a partir daí, acompanham-se as intervenções em prédios da área urbana ”zona histórica”, têm permitido o registo de estruturas que correspondem a edifícios romanos sendo inúmeros os vestígios e materiais aí recolhidos. A própria configuração do Largo da Praça (em U) no local da Igreja Matriz leva a colocar a hipótese de se tratar de uma zona de Templo Romano no Forum, de uma Basílica do mesmo período.


Museu da Casa Grande

Lagareta e Dolium

Tesouro Monetário (séc. IV d.c.)



Castelo Velho 


Um povoado pré-histórico, cuja ocupação nos milénios III e II a.C., em alvenaria de xisto, possuindo diversas aberturas e algumas pequenas estruturas de planta circulares, se encontram praticamente todas embutidas ou encostadas às muralhas, podendo corresponder a bases de cabanas que seriam construídas com paus e ramos de árvores depois revestidas a barro. No Museu da Casa Grande encontra-se uma réplica desse tipo de estrutura que recria com “secagem e moagem de cereais, bagas e bolotas” há cerca de 5000 anos.



Estação Arqueológica do Prazo 



Estamos em presença do sítio arqueológico mais importante do denominado Complexo Arqueológico de Freixo de Numão, esta importância advém pela multiplicidade de ocupações do Paleolítico à Baixa Idade Média, está localizado junto de um cruzamento de vias denominadas de Pedra Escrita.

A ocupação romana do lugar começa com a construção de uma villa que terá sido construída entre o séc. I/II d.C., sendo a provável “zona termal” a estrutura mais bem conservada, nos anos 250-275, os espaços de características palacianas (caso da zona termal) vão sendo substituídos e ampliados, apresentando uma ocupação mais ruralizada. Ainda durante esta curta ocupação, é aproveitado o patamar superior para se instalar a “pars frumentaria”, uma área ligada ao armazenamento e moagem de cereais, bem como, a cozinha, um forno e uma lareira. No átrio foram descobertos dois fornos de fundição de metal.

Área Termal (séc. I/II d.C.) (A)

Edifício (séc. I e IV d.C.) (E) e Forno fundição metal (L)

Edifício (séc. III e IV d.C.) (G)
Sujeita a saque e incêndio durante o último quartel do século III d.c., foi abandonada para ser reocupada nos inícios do séc. IV. Durante o séc. V (em período Paleocristão), terá sido edificado um Templo, aproveitando parte da estrutura da “domus senhorial”. Na sua construção terão utilizado, no adorno e suporte das naves, matérias romanos (bases, fustes e capiteis). Por volta, do século X, o templo cristão terá sido ampliado para Este e construídas duas alas laterais (norte e a sul). O abandono definitivo do local deve ter-se verificado no último quartel do século XIII.

Templo Cristão (D)

Templo Cristão e Área de fornos e cozedura (C e D)

Villa Rústica de Rumansil I



Esta villa agrícola (ou complexo industrial?) apresenta-nos dois edifícios que ligavam entre si por um largo alpendre. No edifício mais pequeno temos um forno onde se teria fundido chumbo e outros metais; uma zona de cozinha; dois quartos e uma zona ampla de serviços. No outro, de maiores dimensões, temos a zona de celeiros e moagem, lagar de vinho, armazém de vinhos, a provável cavalariça, oficina de canteiro e de metalurgia. Para sul deste edifício, dois fornos de cozer cerâmica.

Fornos de Cerâmica (M e O)

Forno de Cerâmica (M)




Quarto, Cozinha, Dispensa, Oficina Metalúrgica

Área de Armazenamento ou Cavalariças (S)

Calçada Romana das Regadas

Estamos perante um troço de calçada de uma importante via romana que ligaria, na época, as duas margens do Douro, no sítio do Torrão. Esta via, principal, com cerca de 4 metros de largura, entra no termo de Freixo de Numão na margem direita da ribeira de Teja, na zona da Zaralhôa (ponte romana), cruzando com uma via secundária no lugar da Pedra Escrita (junto ao Prazo). 


Depois, segue para a Portela, Tanque do Sapo, lugar do Cruzeiro e vira a Redoído, atravessando as Regadas a caminho de Escorna Bois. Perto do Cruzeiro, na travessia do ribeiro, vestígios de uma pequena ponte “pontão romano da Nogueira”, em arco de volta perfeita com a colocação de duas grandes lajes assentes nos anteriores apoios do arco. 

Pontão Romano da Nogueira
Acesso: Freixo de Numão pela rua da Boavista, cerca de 200 metros do cruzeiro, rumo à villa romana do Prazo


Pontão Romano da Nogueira
De destacar no troço de calçada existir uma ferraria e vestígios de uma provável “mutatio, para além, da atividade de ferreiro a presença de uma estrutura com uma multiplicidade de funções e utilidades, restos de três tanques, dois retangulares e um circular poderão indiciar local de descanso para animais de carga ou trela. Ao longo deste traçado podemos apreciar a “Eira” e o lagar romano no sítio das Amoreirinhas. Os dois troços da via romana (interrompida pela EN324) encontram-se devidamente sinalizados.

Ferraria e Mutatio



Villa Rústica do Zimbro II

O sítio arqueológico do Zimbro II localiza-se no vale de Escorna Bois, próximo da via romana das Regadas


É suposto que a sua primeira ocupação seja do séc. I d.c./II d.C., continuando pelo séc. III /IV, podendo prolongar-se pelo séc. V/VI.

Estaremos perante a “pars rustica” porque a “pars urbana” está em zona de vinha, bem definidas estão as zonas da cozinha, forja e moagem.

Compartimento com 2 tanques (B)

Ferraria, Moagem, Forno (C)

Compartimento Indefinido (G)

Cavalariça (H)

Villa Rústica da Colodreira/Escorna Bois


É uma villa agrícola, cuja ocupação deve ter-se iniciado nos finais do séc. III d.C., com prolongamento, pelo séc. IV/V ou mesmo VI d.C..

A área encontra-se coberta de mato… o sítio foi adulterado para plantio de vinha com necessidade de construção de socalcos e muros, reutilizando-se material arqueológico.


Numão
Ponte Romana?-Medieval da Zaralhôa
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: em torno de Freixo de Numão, ligação Pedra Escrita a Numão
Acesso: Freixo Numão (EN222)/Numão (EM541), após entroncamento com a estrada de Custóias, no primeiro caminho pela direita e de seguida pela esquerda por terra batida