quarta-feira, 3 de setembro de 2014

DISTRITO DA GUARDA

O património arqueológico e histórico da antiga província da LVSITANIA que surge à luz do dia é bastante diversificado e valioso, apesar de não existirem grandes espaços monumentais posso garantir que vestígios não nos faltam, encontram-se é dispersos um por pouco por todo o lado e bem debaixo dos nossos pés. Motivo suficiente para vos fazer pequenos nesta história? Óptimo, a ideia era essa. Agora embarquemos nesta viagem rumo ao passado pelos trilhos dos romanos.

Recentemente nos trabalhos de requalificação do perímetro urbano da cidade da Guarda vieram a pôr a descoberto uma villa romana e parte do edifício termal, do séc. I d.C./séc. II d.C., provavelmente, no perímetro da antiga cidade romana de Póvoa de Mileu, actual cidade da Guarda, fundação atribuída no séc. I, durante a dinastia de Augusto. 

A estação arqueológica está localizada, junto da Capela da Nossa Senhora de Mileu, na Avenida da Cidade de Waterbury, é possível visitar todo o complexo livremente, classificado como Imóvel de Interesse Público.

Partes Murárias e Condutas de Água

Sistema de hipocausto
A villa apresenta as ruínas de um compartimento tripartido e hipocausto, sistema de aquecimento subterrâneo por circulação de ar quente, estruturas de salas com pátios e corredores, o edifício termal seria público e não privado, sendo ainda percetíveis os alicerces das divisórias das salas, das condutas de água, dos arcos e das abobadilhas em tijolo. 

Complexo Termal
Todo o espólio descoberto dos trabalhos de escavações realizados, restos de colunas, cerâmicas comuns, lucernas e frisos em mármore, moedas do século II a IV d.C., dois fragmentos de estátuas em mármore e um torso, atribuível à época do imperador Tibério (séc. II d.C.) estão em exposição no Museu Municipal da Guarda

Complexo Termal

Conduta de água

Circuito I

Mizarela
Ponte Medieval da Mizarela

A travessia do rio Mondego, far-se-ia por esta ponte na via romana Celorico da Beira a Póvoa de Mileu por Mizarela, continuando pela calçada romana a Pêro Soares, está aberta à circulação servindo as povoações de Mizarela e Pêro Soares (EM556)
Acesso: Guarda (EN16) desvio a Mizarela e Pêro Soares (EM556-1)

Pêro Soares
Calçada Romana

Característica: calçada lajeada por terreno florestal à ponte de Mizarela, na extensão aproximada de 2 km, em bom estado de preservação
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Celorico da Beira a Póvoa de Mileu por Mizarela
Acesso: Guarda (EN16) desvio a Pêro Soares (EM556-1) e, Rua do Chafariz

Ramalhosa
Calçada Romana 

Característica: calçada lajeada no desvio e descida para a Ramalhosa, numa extensão de 200 metros, em bom estado de preservação
Via romana: rede viária da Serra da Estrela mas fazendo outro trajecto de Celorico da Beira a Póvoa de Mileu por Vale de Azares
Acesso: Guarda (EN16) no entroncamento para Ramalhosa, junto a uma habitação e painel dos Caminhos de Santiago

Calçada Romana Tintonilho
Característica:
Via romana: rede viária da Serra da Estrela mas fazendo outro trajecto de Celorico da Beira a Póvoa de Mileu por Vale de Azares
Acesso: Guarda (EN16) no entroncamento para Ramalhosa, junto a uma habitação e painel dos Caminhos de Santiago, subindo a encosta

Circuito II

Benespera
Inscrição romana

Local: embutida na fachada exterior (frontal) da Igreja Paroquial
Acesso: saída nó 34 da (A23) Benespera, ou pela (EN18) entre a Covilhã e Guarda

Famalicão da Serra (Guarda)
Miliário (base)

Local: exterior da Capela de S. Antão

Edifício Romano



Local: Convento do Bom Jesus, contornando a área em ruínas e atravessando a ribeira facilmente se vê que o convento assenta num edifício romano pela característica das pedras almofadadas
Acesso: Guarda (EN18-1) a Famalicão da Serra

Valhelhas (Guarda)
Miliário Anepígrafo

Local: base a caixa de correio em casa particular no acesso à praia fluvial

Estela Funerária consagrada aos Deuses Manes


Miliário dedicado aos imperadores Constâncio Cloro e Galério Maximiniano

Referente à via imperial Braga a Mérida (Viseu-Famalicão da Serra-Colmeal da Torre, de Folgosinho a Famalicão da Serra, atravessando a Serra da Estrela)

Local: interior da Junta de Freguesia de Valhelhas
Acesso: Guarda (EN18-1) Valhelhas, ou por Belmonte (EN18) e Vale Formoso 

Circuito III

Sabugal
Ara
Local: Igreja de S. João encastrada na parede exterior

Ponte Romana?-Medieval do Sabugal


Aldeia de Stª Madalena (Sabugal)
Inscrição romana

Local: embutida na parede exterior traseira da Igreja, rodeada por pedras graníticas 
Acesso: Guarda e Sabugal (EN233), sinalizada em Adão

Aldeia da Ponte (Sabugal)
Ponte Romana?-Medieval de Aldeia da Ponte 

Estado de conservação: pedonal – recentemente requalificada
Construção: séc. II d.C./séc. IV d.C.
Via romana: Alvega a Salamanca e Torre de Almofala a Sabugal
Acesso: Aldeia da Ponte (EN233-3a Vilar Formoso

Vilar Maior (Sabugal)
Ponte Romana?-Medieval 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Torre de Almofala a Sabugal por Vilar Maior e Bismula
Acesso: Sabugal (EN233-3) e desvio em Nave. Em Vilar Maior, Largo da Praça e Rua da Ponte

Valongo (Sabugal)
Ponte Medieval de Sequeiros

Estado de conservação: pedonal
Construção: ponte fortificada estilo romana
Acesso: Sabugal (EN324) Termas do Cró e Seixo do Côa (EM536), na povoação seguir indicações da ponte


Circuito IV

Celorico da Beira

Estação Arqueológica de S. Gens

O acesso à estação arqueológica de S. Gens, a cerca de 3 km, da vila de Celorico da Beira, faz-se seguindo a indicação de Necrópole, no trajeto é ainda possível observar um troço de calçada romana assente em lajes de grandes dimensões, numa extensão de 500 metros, pouco antes da passagem na ponte romana-medieval da Lavandeira, sobre o rio Mondego, a estação arqueológica está após a Necrópole de S. Gens. Trata-se de uma villa agrícola, a área visitável restringe-se à “pars rustica”, zona da habitação dos escravos, relativamente, a “pars urbana”, “pars frumentaria” e termas, ainda não estão postas à luz do dia. 






Ponte Romana?-Medieval da Lavandeira 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela 
Acesso: Celorico da Beira seguir indicação Necrópole (3 km) 

Calçada Romana da Lavandeira (pequeno troço)

Característica: calçada lajeada na curva antes da ponte, na extensão de 500 metros, em bom estado de preservação
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela 
Acesso: Celorico da Beira seguir indicação Necrópole, antes da ponte curva à direita

Celorico Gare
Ponte Romana?-Medieval e Olas

Estado de conservação: rural - bom estado
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela 
Acesso: Celorico Gare (EN102), sinalizada na estrada nacional

Minhocal
Ponte Medieval do Minhocal 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela 
Acesso: Minhocal (EN102)

Mesquitela
Ponte Medieval de Mesquitela

Estado de conservação: aberta à circulação com vestígios de calçada no tabuleiro
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres, depois de cruzar o rio Mondego na Ponte dos Juncais
Acesso: Celorico da Beira (EN17) e desvio a Mesquitela, na Rua da Ponte 

Lageosa do Mondego
Ponte do Ladrão

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: rede viária de Marialva, via de Marialva a Videmonte
Acesso: Lajeosa do Mondego (EN16), ou nó 27 (A25) Açores

Vale de Azares
Inscrição Romana
Local: interior da Capela Nossa Senhora dos Azares, parede direita do coro
Acesso: Vale de Azares (EM557-2)

Prados
Calçada Romana das Alminhas 
Característica:
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Celorico da Beira a Póvoa de Mileu por Mizarela
Acesso: Vale Azares/Prados (EM616)


Circuito V

Aldeia Histórica de Castelo Mendo

Moedas Romanas

Local: Museu Etnográfico de Castelo Mendo

Calçada Romana

Característica: só traçado da via mas sem vestígios da calçada
Via romana: rede viária da Póvoa de Mileu (Guarda), para leste a Cidade Rodrigo
Acesso: Castelo Mendo (EN16), a partir do cruzeiro da escola contornando o cabeço de Castelo Mendo, sempre a descer à ribeira de Cadelos continuando ao rio Côa à passagem pedonal

Escalhão
Ponte Velha de Escalhão

Estado de conservação: rural
Via romana: Almofala por Freixo de Espada à Cinta e Barca de Alva, da via Astorga ao Vale da Vilariça e Torre de Almofala
Acesso: Figueira de Castelo Rodrigo (EN221) a Escalhão, a partir da placa indicativa o acesso para a ponte é feito em terra batida

Barca d´Alva
Lápide Romana
Esta lápide é atribuída à cidade romana de Almendra encontra-se na Capela de Santo Cristo em Barca d´Alva.


Local: Capela de Santo Cristo
Acesso: Barca d´Alva (EN221), partindo do cais de embarque pela Rua de Stº Cristo


Almofala

Almofala é uma localidade de Figueira de Castelo Rodrigo, conhecida desde há muito tempo pelos vestígios arruinados de uma Torre dando origem aos vários topónimos do local, Torre dos Frades, Torre de Aguiar, Torre das Águias ou Torre de Almofala e foi esta última designação que perdurou até aos nossos dias, no período da Idade Média foi adaptada a Torre de vigia.

Quem se aventurar a ir ao local é por Torre de Almofala que deverá procurar, de Figueira Castelo Rodrigo (EM604) seguir ao Mosteiro de Stª Maria de Aguiar e junto à barragem sair na sinalética existente daí o caminho é feito em terra batida a principal dificuldade, podendo fazer desistir os menos afoitos mas o desafio é não desistir.

O facto é que no local da Torre e área circundante dominando a paisagem foi há dois mil anos a antiga cidade romana “civitas”, denominada Cobelcorum, cuja fundação aponta-se o séc. I a.C. na dinastia de Augusto, a Torre era o Templo na praça pública, no forum.

Templo 


A base da Torre é o podium do Templo, verificamos que as estruturas do templo estão bem conservadas mantendo a sua originalidade e monumentalidade.

A sul e a nascente, é visível outras ruínas bastante posteriores, pertença da antiga aldeia Torre dos Frades, e a Este, estruturas romanas por baixo das estruturas das casas da antiga aldeia, bases de colunatas dum pórtico e diversos compartimentos que fariam parte do fórum, embora não totalmente escavada a zona envolvente ao templo, pórtico e compartimentos.


Base de Colunata


Acesso: Almofala/Figueira Castelo Rodrigo (EM604), encontra-se sinalizado o local junto à barragem de Santa Maria de Aguiar, o caminho ao local é em terra batida 

Escarigo (Figª Castelo Rodrigo)
Ponte Romana?-Medieval  
Estado de conservação: pedonal – recentemente requalificada
Construção: séc. III d.C./ séc. V d.C.
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala 
Acesso: Almeida/Escarigo (EM 604), no Largo da Praça 

Vermiosa (Figª Castelo Rodrigo)
Ponte Romana?-Medieval da Vermiosa 

Estado de conservação: rural com vestígios de calçada romana
Via romana: rede viária da Torre de Almofala, via Torre de Almofala a Póvoa de Mileu (Guarda)
Acesso: Almeida/Vermiosa (EM604), na povoação pela rua da Boavista

Malpartida (Almeida)
Ponte de Malpartida

Estado de conservação: rural
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Almeida/Malpartida (EM 604)

Vilar Torpim (Figª Castelo Rodrigo)
Ponte Romana?-Medieval
Estado de conservação: pedonal
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala 
Acesso: Almeida/Vilar Torpim (EN332), pela rua do Fundo do Povo junto à Capela de S. Sebastião

Cinco Vilas (Figª Castelo Rodrigo)
Ponte Velha do Côa 
Estado de conservação: 
Via romana: rede viária da Torre de Almofala, via Torre de Almofala a Póvoa de Mileu
Acesso: Almeida/Cinco Vilas (EM604) mas o melhor acesso deverá ser feito por Vale Madeira (EN324), pela rua junto da Capela ao rio Côa

Lamegal (Pinhel)
Ponte Romana
Estado de conservação:
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Guarda/Pinhel (EN221) no cruzamento para Vila Franca das Naves e Lamegal (EN340)

Calçada Romana
Característica: 
Via romana: outras vias secundárias de Torre de Almofala
Acesso: Guarda/Pinhel (EN221) no cruzamento para Vila Franca das Naves e Lamegal (EN340)


Circuito VI

Aldeia Histórica de Marialva 

As origens longínquas de Marialva surgem da antiga “civitasAravorum, fundada pelos Túrdulos, séc. VI a.C., a povoação estava localizada numa pequena elevação rochosa sobranceira aos campos da Devesa à ribeira de Marialva, sofreu por diversas vezes reconstruções nas épocas dos imperadores Trajano e Adriano, o principal núcleo desta comunidade era o povo “Aravi”, conhecidos por Lusitanos.

A referência a este povo surge na inscrição na ponte romana de Alcántara (Espanha), como tendo sido construída e paga pelas tribos Lusitanas como “tributo de guerra” pela resistência ao domínio romano, entre os anos 105 d.C. e 106 d.C., em honra do imperador Trajano e do arquiteto da ponte Cayo Iulio Lacer.


Templo do Forum - na Devesa




Desta importante cidade romana ainda subsistem alguns desses vestígios, como: no logradouro de uma habitação, no Largo do Negrilho e no Largo da Feira (Devesa), o Templo do fórum, provavelmente dedicado a culto a “Jupiter”; a Basílica no local da Capela da Nssa Srª dos Remédios, com uma inscrição romana embutida na base da parede exterior do lado direito; a barragem e aqueduto, numa elevação a cerca de um quilómetro da povoação, conhecido por Naumaquia, inserido numa propriedade não permitindo o acesso ao local; os vestígios das termas públicas na Tapada, junto à ponte romana mas a densa vegetação no local não permitem qualquer visualização; a necrópole, do séc. I d.C./séc. III d.C., estaria na presente Qtª da Lobeira.

Ponte Romana da Tapada 

Estado de conservação: rural
Via romana: rede viária de Marialva, a Póvoa de Mileu (Guarda) e a Almofala
Acesso: Marialva (IP2/EN102), no lugar da Devesa pela rua da Ponte

Calçada Romana 

Característica: calçada lajeada por caminho rural, em bom estado de preservação
Via romana: outras vias secundárias da rede viária de Marialva
Acesso: Marialva (da Junta de Freguesia e Cruzeiro, integrando percurso pedestre, contorna muralha do castelo rumo a Longroiva)


Coriscada (Mêda)

Villa Romana de Vale de Mouro

Estamos perante uma enorme “villa romana agrícola” (quinta), do séc. I d.C. e no séc. III à custa dos rendimentos gerados da sua exploração terá reconvertido e melhorado a sua residência no revestimento das salas em mosaico, edificando os balneários e armazéns agrícolas.




O sítio arqueológico ocupa uma grande área e sem placas de orientação dificulta substancialmente encontrar a área residencial do proprietário da dos servos e criados mas com paciência à mistura e perspicácia conseguir-se-á ter a noção da posição da “pars urbana” e entrada da villa, a partir daí tudo se nos torna claro, um grande pátio central, ao redor do qual se desenvolveria a zona residencial do proprietário e sua família, o “peristilium”, provavelmente, com colunatas e um jardim a envolvê-lo, no meio uma piscina ornamental, o “triclinium” onde se serviriam as refeições e os convidados seriam presenteados com requintados banquetes, teria um reservatório de água no meio da sala, as “cubiculas” os aposentos da casa, a cozinha e, as termas privadas (balneários) do proprietário e da família. Pelas informações disponibilizadas todas as salas estariam pavimentadas a mosaicos policromáticos com motivos geométricos e figurativos sendo o mosaico do Cortejo de Baco o mais representativo, presentemente, a ser restaurado em Conímbriga.




Aos edifícios dos alojamentos dos escravos e dos balneários, a “pars rustica”, contudo, sem a luxuosidade da pars urbana, o acesso também era feito por outro pátio central, substancialmente menor.








E, daqui para a “pars frumentaria”, as construções ligadas à exploração agrícola e transformação de matérias-primas (minerais, fibras e cereais) em produtos (objectos em metal, fibras e farinha), o celeiro, os lagares de vinho e azeite, os estábulos e, as áreas de cultivo dos cereais, a vinha, a azeitona, a pastorícia e a pesca no rio Massueime que muito perto passa do local.

Para a visita ao local é necessário contactar o Centro Sócio- Cultural da Coriscada (279859478/969104512), Café Moreira - Largo Principal ou C. M. Mêda (279880040), porque é de difícil acesso o uso do automóvel é desaconselhável

Longroiva (Mêda)
Ponte Romana? da Concelha

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: rede viária de Numão, Ranhados – Mêda – Longroiva 
Acesso: Longroiva (IP2/EN102) seguindo a indicação Fonte da Concelha

Relva (Mêda)
Ponte Romana? da Relva 

Estado de conservação: ruínas
Construção: séc. II d.C./ sé. IV d.C.
Via romana: rede viária de Numão, Ranhados – Mêda – Longroiva 
Acesso: Relva (IP2/EN102)
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Cótimos
Ponte Romana-Medieval de Cótimos 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: rede viária de Marialva, Marialva a Videmonte
Acesso: Cótimos (IP2/EN102), após a passagem da Capela de S. Sebastião

Cógula
Ponte Romana de Cógula
Estado de conservação: 
Via romana: outras vias secundárias da rede viária de Marialva
Acesso: Cógula (IP2/EN102)

Circuito VII


Fornos de Algodres

Calçada Romana na Qtª da Lomba

Característica: calçada lajeada desde a Capela da Srª da Graça à estrada municipal, em bom estado de preservação
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Fornos de Algodres (EN16) junto da Capela da Srª da Graça à Qtª da Lomba e, continua na Qtª do Seminário de S. José e Qtª do Costa interrompida pela (A25)

Calçada Romana na Qta da Costa 

Característica: calçada lajeada no final da descida até à A25, bom estado 
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Fornos de Algodres (EN16) – na Zona Industrial, passar primeiro rua e na curva à esquerda por caminho que entronca com o caminho que vem da Qtª do Seminário de S. José e vai terminar junto da (A25)

Ínfias
Inscrição Romana dedicada a Mercúrio




Local: Igreja Matriz de Ínfias, na parede exterior frontal do lado esquerdo

Sobral Pichorro
Calçada Romana

Característica: calçada lajeada na povoação por caminho rural, regular 
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Sobral Pichorro desvio à (EN330) para Aguiar da Beira, pela rua da Capela do Stº Cristo ao lavadouro onde se inicia a calçada

Mata
Calçada Romana

Característica: calçada lajeada bastante irregular, por caminho rural
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Sobral Pichorro/Mata desvio à (EN330) para Aguiar da Beira, na povoação da Mata seguir indicação de Cruzeiro e pela rua do Chafariz da Mata

Maceira
Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: calçada lajeada junto da Capela até à estrada nacional, numa extensão de 80 metros, em bom estado de preservação
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres
Acesso: Maceira desvio (EN330) para Aguiar da Beira, junto à Capela do Sr. da Agonia

Muxagata
Miliário Anepígrafo

Local: Igreja Matriz na rua Luciano Augusto Pimpão
Acesso: Muxagata desvio à (EN330) para Aguiar da Beira

Matança
Ponte Romana?-Medieval da Matança 

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: outras vias secundárias de Fornos de Algodres
Acesso: Matança, pela rua Moinho da Vila e junto da Capela da Nossa Senhora dos Milagres

Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: calçada assente em pedras miúdas, numa extensão de 50 metros
Via romana: outras vias secundárias de Fornos de Algodres
Acesso: Matança no acesso à ponte, está sinalizada no interior da povoação

Circuito VIII

Aldeia Histórica de Linhares da Beira

Muralha Romana – fundações do Castelo


Calçada Romana da Corredoura/Estrada dos Almocreves

Característica: calçada lajeada por caminho rural até à ribeira na extensão de 2,5 km, em bom estado de preservação
Via romana: Moimenta da Beira a Linhares por Fornos de Algodres, Ponte dos Juncais à Serra da Estrela por Linhares
Acesso: Linhares da Beira (EN17) da Igreja da Misericórdia até à ribeira de Linhares e vestígios da ponte romana

Cativelos (Gouveia)
Ponte Romana? das Cantinas


Estado de conservação: ruínas
Via romana: Viseu - Famalicão da SerraColmeal da Torre, na travessia do Mondego na Ponte de Palhez, da via Braga a Mérida
Acesso: Cativelos (EN232), sinalizada na estrada nacional

Folgosinho (Gouveia)
Calçada Romana dos Galhardos
Característica: 
Via romana: Braga a Mérida, troço de Viseu - Famalicão da Serra – Colmeal da Torre, de Folgosinho a Famalicão da Serra, atravessando a Serra da Estrela
Acesso: Folgosinho desvio na (EN17), junto das Alminhas pela rua da Serra ao campo de futebol até à Portela
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Nespereira (Gouveia)
Calçada Romana de S. Pelágio
Característica: 
Via romana: Viseu - Famalicão da SerraColmeal da Torre, na travessia do Mondego na Ponte de Palhez, da via Braga a Mérida
Acesso: Nespereira (EN17) seguir placa indicativa Bº Santo António seguir à rua de S. Pelágio por caminho à direita

Caldeiral Romano

Estado de conservação: afloramento granítico com 5 assentos
Acesso: Nespereira (Bairro de Stº António), encontra-se sinalizada na povoação

Ponte Romana?-Medieval do Chorido

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela
Acesso: Nespereira (Bairro de Stº António), está sinalizada na povoação

Nabais (Gouveia)
Arco com pedras almofadadas

Estado de conservação: estrutura de arco inserido em parede de habitação
Acesso: Nabais (EN17), na rua Direita (junto ao largo da Igreja Matriz)

S. Paio (Gouveia)
Ponte Romana?

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: Celorico da Beira a Bobadela e provável cruzamento com a via Braga a Mérida
Acesso: S. Paio (EN17), na rua Igreja de S. Paio

Santa Marinha (Seia)
Ponte Romana?

Estado de conservação: aberta à circulação 
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Celorico da Beira a Bobadela
Acesso: Santa Marinha (EM522), na Av. 1º de Maio

Travancinha (Seia)
Calçada Romana da Canada das Cerejeiras 

Característica: calçada lajeada por caminho rural, numa extensão aproximada de 800 metros, bom estado de preservação
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela
Acesso: Travancinha (EM507), pela rua da Calçada Romana em frente ao Solar da Qtª Nossa Srª das Virtudes

Folgosa do Salvador (Seia)
Ponte Romana-Medieval 

Estado de conservação: rural
Via romana: outras vias secundárias da rede viária da Serra da Estrela
Acesso: Folgosa do Salvador (EN17), pela rua de Santa Catarina, rua do Soito pela direita sempre a descer à ponte em estrada de terra batida

Valezim (Seia)
Calçada Romana
Característica: calçada lajeada da ponte à Capela, numa extensão de 50 metros, bom estado de preservação
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Valezim (EN231), pela Rua da Capela de S. Domingos

Loriga (Seia)
Calçada Romana

Característica: calçada lajeada por terreno florestal, numa extensão de 1km, bastante irregular
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: sentido Loriga a Valezim (EN231), a calçada está bem sinalizada na estrada, por caminho de terra batida passando habitação, encontra-se do lado direito subindo em terreno florestal à estrada nacional

Ponte Romana?-Medieval da Moenda 

Estado de conservação: rural
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Loriga (EN231), pela rua do Teixeiro 

Calçada Romana

Característica: calçada lajeada, na maioria do percurso bastante regular, por caminho rural até ao parque de merendas, numa extensão aproximada de 1,5km 
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Loriga (EN231), pela rua do Teixeiro, ponte romana subindo em calçada até ao parque merendas (EN231), está sinalizada na povoação e no parque de merendas

Alvoco da Serra (Seia)
Calçada Romana

Característica: calçada lajeada por caminho rural até à estrada nacional, numa extensão aproximada de 800 metros
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Alvoco da Serra (EN231), na ponte medieval das Alminhas pela esquerda sobe à estrada nacional (EN231), cruzando-a

Calçada Romana 

Característica: calçada lajeada na povoação, extensão aproximada de 800 metros, em bom estado de conservação
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Alvoco da Serra (EN231), em calçada pela rua Srª da Guia, junto da Capela de S. Sebastião, rua das Lages

Ponte Medieval de Alvoco da Serra

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: rede viária da Serra da Estrela, Seia – Loriga – Covilhã – Belmonte
Acesso: Alvoco da Serra (EN231)

Circuito IX

Aguiar da Beira

Silhares almofadados nas muralhas do Castelo


Ponte Romana?-Medieval do Candal 

Estado de conservação: rural
Construção: séc. IV a.C./ séc. IV d.C.
Via romana: Moimenta da Beira a Mangualde
Acesso: Aguiar da Beira (EN229) /Caldas da Cavaca (EM587-2), por caminho em terra batida à esquerda (600 metros), está sinalizada na estrada municipal
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Ponte de Abade
Ponte Romana?-Medieval de Abade 

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: 
Acesso: Ponte de Abade (EN 226)

Circuito X

Freixo de Numão


Área urbana 

Pelo registo de inúmeras “villae” e casais romanos numa das pontas da vila de Freixo de Numão, leva a colocar a hipótese de, na parte antiga da vila, possa ter existido uma “civitas” ou um “vicus” (aldeia).

Os primeiros registos da ocupação romana (entre os séculos I a.C. e IV/V d.C.) foram feitos no quintal do solar barroco da Casa Grande (segunda metade do séc. XVIII), contendo um celeiro, uma zona de serviços onde foi possível registar actividades como a forja, moagem e tecelagem e ainda parte de uma habitação, a partir daí, acompanham-se as intervenções em prédios da área urbana ”zona histórica”, têm permitido o registo de estruturas que correspondem a edifícios romanos sendo inúmeros os vestígios e materiais aí recolhidos. A própria configuração do Largo da Praça (em U) no local da Igreja Matriz leva a colocar a hipótese de se tratar de uma zona de Templo Romano no forumBasílica do mesmo período.


Museu da Casa Grande

Lagareta e Dolium

Tesouro Monetário (séc. IV d.c.)



Castelo Velho 


Um povoado pré-histórico, cuja ocupação nos milénios III e II a.C., em alvenaria de xisto, possuindo diversas aberturas e algumas pequenas estruturas de planta circulares, se encontram praticamente todas embutidas ou encostadas às muralhas, podendo corresponder a bases de cabanas que seriam construídas com paus e ramos de árvores depois revestidas a barro. No Museu da Casa Grande encontra-se uma réplica desse tipo de estrutura que recria com “secagem e moagem de cereais, bagas e bolotas” há cerca de 5000 anos.



Estação Arqueológica do Prazo 



Estamos em presença do sítio arqueológico mais importante do denominado Complexo Arqueológico de Freixo de Numão, esta importância advém pela multiplicidade de ocupações do Paleolítico à Baixa Idade Média, está localizado junto de um cruzamento de vias denominadas de Pedra Escrita.

A ocupação romana do lugar começa com a construção de uma villa que terá sido construída entre o séc. I/II d.C., sendo a provável “zona termal” a estrutura mais bem conservada, nos anos 250-275, os espaços de características palacianas (caso da zona termal) vão sendo substituídos e ampliados, apresentando uma ocupação mais ruralizada. Ainda durante esta curta ocupação, é aproveitado o patamar superior para se instalar a “pars frumentaria”, uma área ligada ao armazenamento e moagem de cereais, bem como, a cozinha, um forno e uma lareira. No átrio foram descobertos dois fornos de fundição de metal.

Área Termal (séc. I/II d.C.) (A)

Edifício (séc. I e IV d.C.) (E) e Forno fundição metal (L)

Edifício (séc. III e IV d.C.) (G)
Sujeita a saque e incêndio durante o último quartel do século III d.C., foi abandonada para ser reocupada nos inícios do séc. IV. Durante o séc. V (em período Paleocristão), terá sido edificado um Templo, aproveitando parte da estrutura da “domus senhorial”. Na sua construção terão utilizado, no adorno e suporte das naves, matérias romanos (bases, fustes e capiteis). Por volta, do século X, o templo cristão terá sido ampliado para Este e construídas duas alas laterais (norte e a sul). O abandono definitivo do local deve ter-se verificado no último quartel do século XIII.

Templo Cristão (D)

Templo Cristão e Área de fornos e cozedura (C e D)

Villa Romana de Rumansil I


Esta villa agrícola (ou complexo industrial?) apresenta-nos dois edifícios que ligavam entre si por um largo alpendre. No edifício mais pequeno temos um forno onde se teria fundido chumbo e outros metais; uma zona de cozinha; dois quartos e uma zona ampla de serviços. No outro, de maiores dimensões, temos a zona de celeiros e moagem, lagar de vinho, armazém de vinhos, a provável cavalariça, oficina de canteiro e de metalurgia. Para sul deste edifício, dois fornos de cozer cerâmica.

Fornos de Cerâmica (M e O)

Forno de Cerâmica (M)




Quarto, Cozinha, Dispensa, Oficina Metalúrgica

Área de Armazenamento ou Cavalariças (S)

Pontão Romano da Nogueira e Calçada Romana das Regadas

Estamos perante um troço de calçada de uma importante via romana que ligaria, na época, as duas margens do Douro, no sítio do Torrão. Esta via, principal, com cerca de 4 metros de largura, entra no termo de Freixo de Numão na margem direita da ribeira de Teja, na zona da Zaralhôa (ponte romana), cruzando com uma via secundária no lugar da Pedra Escrita (junto ao Prazo). Depois, segue para a Portela, Tanque do Sapo, lugar do Cruzeiro e vira a Redoído, atravessando as Regadas a caminho de Escorna Bois. Em Freixo de Numão pela Rua da Boavista, cerca de 200 metros do Cruzeiro, rumo à villa do Prazo, na travessia do ribeiro, vestígios de uma pequena ponte “pontão romano da Nogueira”, em arco de volta perfeita com a colocação de duas grandes lajes assentes noa anteriores apoios do arco. 

Característica: calçada lajeada por caminho rural numa extensão 2,5 km, pela rua da Boavista com início no cruzeiro em Freixo de Numão cruza a estrada nacional na ETAR ao Moinho Cubo das Regadas e a (600 metros) da villa rústica romana do Zimbro II
Via romana: Freixo de Numão a Murça do Douro, da rede viária do Freixo de Numão
Acesso: Freixo de Numão (EN324)

Pontão Romano da Nogueira


De destacar no troço de calçada existir uma ferraria e vestígios de uma provável “mutatio, para além, da actividade de ferreiro a presença de uma estrutura com uma multiplicidade de funções e utilidades, restos de três tanques, dois rectangulares e um circular poderão indiciar local de descanso para animais de carga ou trela. Ao longo deste traçado podemos apreciar a “Eira” e o lagar romano no sítio das Amoreirinhas. Os dois troços da via romana (interrompida pela EN324) encontram-se devidamente sinalizados.

Ferraria e "Mutatio"



Villa Romana do Zimbro II

O sítio arqueológico do Zimbro II localiza-se no vale de Escorna Bois, próximo da via romana das Regadas


É provável que a primeira ocupação seja do séc. I d.C./II d.C., continuando pelo séc. III /IV, podendo prolongar-se pelo séc. V/VI.

Da villa estaremos perante a “pars rustica”, porque a “pars urbana” está em zona de vinha, bem definidas e evidenciadas estão as zonas da cozinha, forja e moagem.

Compartimento com 2 tanques (B)

Ferraria, Moagem, Forno (C)



Cavalariças

Villa Romana da Colodreira/Escorna Bois

É uma villa agrícola, cuja ocupação deve ter-se iniciado nos finais do séc. III d.C., com prolongamento, pelo séc. IV/V ou mesmo VI d.C..


Numão
Ponte Romana?-Medieval da Zaralhôa
Estado de conservação: 
Via romana: rede viária de Freixo de Numão ao Castelo de Numão
Acesso: Freixo Numão (EN222)/Numão (EM541), após entroncamento com a estrada de Custóias, no primeiro caminho pela direita e de seguida pela esquerda por terra batida