sexta-feira, 25 de julho de 2014

DISTRITO DE CASTELO BRANCO

O património arqueológico histórico-cultural da antiga província da LVSITANIA na parte que corresponde ao território de Portugal que chegou aos nossos dias é bastante diversificado, apesar de não existirem grandes espaços monumentais posso garantir que vestígios não nos faltam, encontram-se é dispersos um por pouco por todo o lado e bem debaixo dos nossos pés, pontes e vias romanas, cidades e villas que outrora fervilharam vida. Motivo mais do que suficiente para nos sentirmos pequenos nesta história? Óptimo, a ideia era essa. Agora embarquemos nesta viagem nos trilhos dos romanos pela Beira Baixa.

O distrito de Castelo Branco com a sua diversidade cultural e paisagística do seu território proporciona cenários de pura beleza, a sua dimensão e configuração, aliadas às condições de mobilidade proporcionam momentos de lazer onde a rota traçada é sempre diferente e mais surpreendente que a anterior, por aqui passaram inúmeras personalidades da nossa história aquando da ocupação romana, no século I a.C., Idanha-a-Velha impôs-se como uma importante cidade e ponto de partida para uma centralidade rica em património histórico-cultural. 

O distrito de Castelo Branco com a sua diversidade cultural e paisagística do seu território proporciona cenários de pura beleza, a sua dimensão e configuração, aliadas às condições de mobilidade proporcionam momentos de lazer onde a rota traçada é sempre diferente e mais surpreendente que a anterior, por aqui passaram inúmeras personalidades da nossa história aquando da ocupação romana, no século I a.C., Idanha-a-Velha impôs-se como uma importante cidade e ponto de partida para uma centralidade rica em património histórico-cultural. Hoje poderá fazer esta viagem por um território que engloba o Geoparque Naturtejo, sob os auspícios da UNESCO, o Parque Natural do Tejo Internacional. Natural do Tejo Internacional.

Museu Francisco Tavares Proença Júnior

O Museu na área destinada à época romana tem um vasto espólio recuperado de todo o distrito, dos trabalhos arqueológicos na villa romana da Qtª da Fórnea e de Centum Celas, diversos pesos de tear e dolium (talhas), originalmente, semienterrados para manterem frescos os líquidos que continham, fragmentos de cerâmica comum, cerâmica cinzenta fina polida, cerâmica pintada, fíbulas, alfinetes, fragmentos de ossos incinerados, objectos de ferro, duas mós, dois marcos miliários, várias moedas com destaque para um sestércio do imperador Adriano.


em breve (imagens)

Malpica do Tejo
Ponte Romana?-Medieval do Pônsul 

Estado actual: pedonal
Via romana: Alvega a Salamanca, de Castelo Branco a Malpica do Tejo e Monforte
Acesso: Malpica do Tejo (EN18-8) a ponte é visível do viaduto

Rota I 
Castelo Branco - Vila Velha de Ródão - Perais

Vila Velha de Ródão
Ponte do Cobre 


Estado actual: rural
Via romana: Alvega a Salamanca, ligação a Vila Velha de Ródão e Perais para travessia do rio Tejo na Lomba da Barca
Acesso: Vila Velha de Ródão (EN18), desviar à esquerda junto a complexo fabril por estrada municipal passa-se fábrica de cerâmica (desativada) seguindo a lugar do Sítio sem indicação do local, por isso, é necessário alguma atenção

Perais
Calçada das Telhadas

Característica: vestígios da calçada lajeada
Via romana: Idanha-a-Velha a Ammaia
Acesso: em Perais (EN355) seguir Rua da Estalagem 

Ficha Técnica
Acesso
Rua da Estalagem ao rio Tejo
Época recomendada
PRIMAVERA,VERÃO E OUTONO
Distância percorrida
6,0 Kms
Duração estimado do percurso
1h 20minutos

Barragem/Represa Romana da Lameira


Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
39,7 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota II
Castelo Branco – S. Pedro do Esteval - Sertã – Chão da Telha - Pedrógão Grande

S. Pedro do Esteval (Proença-a-Nova)
Ponte Romana-Medieval da Ladeira de Envendos 

Estado actual: rural - com vestígios de calçada
Construção: séc. I a.C./séc. I d.C.
Via romana: Alvega a Salamanca
Acesso: S. Pedro do Esteval/Envendos (EN351) está sinalizada à saída de S. Pedro do Esteval
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Sertã

Segundo a tradição é atribuída as fundações do castelo a Quinto Sertório, no entanto, as intervenções aqui realizadas revelam ser da época islâmica. Sertório, mal sucedido como pretor da Hispânia Citerior e Ulterior, cargo que assumiu em 83 a.C., é expulso e refugia-se no norte de África, mais tarde, regressa à Península Ibérica, em 80 a.C., com o assassinato de Viriato inicia uma campanha para recuperação das suas províncias após os Lusitanos lhe terem prometido o seu apoio e o terem convidado a ser seu líder.

Obteve várias vitórias contra os exércitos romanos enviados contra si, comandados por generais romanos com alguma reputação, como, Pompeu e Cecílio Metelo Pio, dominando grande parte da Península Ibérica, este sucesso fez com que a Península Ibérica se torne um refúgio a vários romanos fugidos de Roma em virtude a atividades políticas lá vividas. Um destes reforços terá vindo por Marco Perpena, em 77 a.C., após derrota em Itália da revolta conduzida por Lépido, entretanto, a pressão exercida pelos generais romanos que adotaram novas estratégias de lutas resultaram em várias derrotas para Sertório perdendo território e apoio por parte das tribos indígenas e na sequência de uma revolta, mandou executar diversas crianças dos chefes tribais que ele tinha enviado para escola em Osca vendendo as sobreviventes como escravas. 

Sertório foi assassinado num banquete proporcionado por Perpena e por outros dos seus oficiais, com a sua morte a resistência lusitana colapsou contra o poder de Roma.

Ponte Romana?-Filipina da Carvalha 

Estado actual: pedonal - requalificada recentemente
Via romana: Bobadela a Alvega por Pedrógão Grande ligação à via Tomar a Covilhã a Oleiros por Vila de Rei
Classificação: Monumento de Interesse Público

Cumeada/Chão da Telha (Sertã)
Ponte da Cova do Moinho ou Ponte da Tamolha

Estado actual: rural
Construção: entre séc. I d.C. e séc. IV d.C.
Via romana: Bobadela a Alvega por Pedrógão Grande ligação à via Tomar a Covilhã a Oleiros por Vila de Rei
Acesso: Sertã (Cumeada)/Vila de Rei (EN2está sinalizada em Chão da Telha

Pedrógão Grande

Forno Romano

Na sociedade romana os artigos de cerâmica estavam presentes em todas as actividades do quotidiano. Uma grande propriedade rural podia dispor da sua própria olaria (edifício, fornos e matérias-primas) e contratar oleiros que ali se deslocavam sazonalmente, seriam artesões livres para executarem as suas tarefas, desconhece-se se era prática ou excepção sobre os regimes de propriedade e de trabalho, ou modos de funcionamento das olarias. As olarias assumiam-se como centros de artesanato intensivo, provavelmente em laboração contínua, fabricando uma grande variedade de artigos: materiais de construção (tijolos, telhas planas e de meia-cana), recipientes de armazenagem, loiça de cozinha, ânforas ou candeias de iluminação (lucernas). 


Instalavam-se na proximidade das fontes de matérias-primas (argila, lenha e água) e centros de consumo tirando partido das vias de comunicação disponíveis fossem terrestres, fluviais ou marítimas.

Os fornos romanos eram de planta, aproximadamente, circular ou rectangular e, compostos por duas partes sobrepostas separadas por uma grelha perfurada para facilitar a circulação do ar quente: a câmara de cozedura e a câmara de combustão.

Na câmara da cozedura era colocada, as ânforas, a loiça doméstica, as telhas, os tijolos e outras peças empilhadas cuidadosamente sobre a grelha, depois de fechada, inicia-se o aquecimento do forno, queimando lenha na câmara de combustão, atingindo temperaturas de 800 a 900º C. O arrefecimento do forno podia demorar dias, a entrada de ar contribuía para determinar a coloração das peças: acinzentadas quando rareava; beije ou alaranjadas quando circulava em maior quantidade.

Ficha Técnica
Local
Pedrógrão Grande            
Acesso
Traseiras da Serração no Cabeço da Cotovia a caminho do Miradouro, sem sinalização, com muita vegetação envolvente
Duração estimada da visita
10 minutos

Ponte Filipina e Via Romana

Estado actual: aberta à circulação
Via romana: Bobadela a Alvega por Pedrógão Grande ligação à via Tomar a Covilhã a Oleiros por Vila de Rei
Acesso: Pedrógão Grande, junto à Capela da Senhora dos Milagres, pela Rua da Via Romana à ponte filipina sobre o rio Zêzere e sobe a Pedrógão Pequeno

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
114,5 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota III
Castelo Branco – Soalheira – Atalaia do Campo – Castelo Novo


Soalheira (Fundão)
Calçada Romana e Fonte do Goducho


Característica: vestígios da calçada lajeada muito irregular por caminho rural
Via romana: Alvega a Salamanca, de Castelo Branco ao Fundão
Acesso: Soalheira (EN18) pela Fonte do Goducho e Rua Caminho Romano à Igreja Matriz e caminho lado esquerdo

Atalaia do Campo (Fundão)
Ponte Velha 

Estado actual: aberta à circulação rodoviária
Via romana: Alvega a Salamanca (?)
Acesso: Atalaia do Campo, seguir a placa indicativa de Campo de Jogos

Aldeia Histórica de Castelo Novo
Calçada Romana


Característica: calçada lajeada no interior da aldeia em bom estado de preservação
Via romana: Alvega a Salamanca, de Castelo Branco ao Fundão
Acesso: Castelo Novo, saída nó 27 (A23)

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
42,9 kms
Duração recomendada
1 dia 

Rota IV
Castelo Branco – Idanha-a-Velha - Medelim - Proença-a-Velha


IDANHA-A-VELHA (ALDEIA HISTÓRICA)

Não existe data precisa quando aqui chegaram os romanos, quando se instalaram ou o ano da fundação da cidade. O local seria conhecido de há muito apesar de não se poder concluir da existência de qualquer povoação, onde depois viria a ser Igaedis, haveria talvez decerto uma ocupação dispersa na região antes da ocupação romana quer isto dizer que outros homens por aqui passaram mas sem que seja certo que aqui tenham estabelecido um local para viver de forma duradoura. Perante a ausência de certezas concretas vão surgindo hipóteses aí surge um cenário dos primórdios da futura cidade romana IGAEDIS, capital da civitas Igaeditanorum no lugar do acampamento militar de Júlio César e suas legiões quando estas se dirigiram aos Montes Hermínios (Mons Herminus), designação atribuída à Serra da Estrela, e último reduto dos Lusitanos, em meados do séc. I a.C. Ainda que tal cenário seja possível até ao momento ainda não está confirmada, apesar das intervenções arqueológicas realizadas no local.

A hipótese mais aceite é a de a cidade foi fundada por C. Norbanus Flaccus, após a fundação de NORBA CAESARINA (actual Cáceres), em 35 a.C., poderá então isto significar que a nova cidade terá sido edificada, criada ou fundada, sem sobreposição a uma povoação anterior? Tudo a leva a crer que sim.

A pacificação da Hispânia na dinastia de Augusto, muito contribuiu para que Igaeditanorum se tornasse uma “civitas” e “municipium”, durante a dinastia dos Flávios, anos 69-96 d.C., através dos reinados de Vespasiano e seus dois filhos Tito e Domiciano, em cidade próspera e desenvolvida numa região fértil na agricultura e pastorícia, e rico subsolo na exploração mineira. Atravessava-a a grande via imperial do ocidente ibérico de Bracara Augusta (ou Braga) e Legio (Leão), a grande base militar da Hispânia a Emerita Augusta (actual Mérida) e capital da província, outras convergiam aqui convergiam oriundas de Scallabis, Seilium, Conimbriga, Ebora e Ammaia.

Motivos mais que suficientes para nos demorarmos um pouco mais na visita a esta antiga cidade e classificada como Monumento Nacional, pasme-se somente em 1997. 


Qualquer visitante quando entra em Idanha-a-Velha depara-se com um terreno privado do seu lado esquerdo da estrada, seria a Necrópole da antiga cidade podendo ainda observar oito sepulturas dispersas.


A entrada fazia-se passando as duas torres no Arco da Porta Norte, pisando as enormes e pesadas lajes graníticas do pavimento da via que terão sido percorridas por milhares de cavalos e pessoas, ao mesmo tempo, não deixa de ser marcante o estado de conservação das paredes, independentemente da questão ser ou não atribuível à época romana. A muralha romana, em forma oval, reconstruída e restaurada em muitos locais, é a primeira construção que se observa, na verdade, desconhece-se quando a fortificação foi construída tudo indica que tenha sido em época tardo-romana, uma datação medieval, pelos múltiplos elementos arquitectónicos que se encontram reaproveitados na construção, como, cornijas, frisos, silhares de época romana. Curiosamente, a destruição da muralha ocorreu no início do século passado quando a pedra foi reutilizada para outras edificações, nomeadamente, na regularização das margens do rio Pônsul ou levada para outros locais, como aconteceu para a aldeia de Alcafozes, não será pois de estranhar que alguns testemunhos epigráficos tenham tido destino semelhante.



A seguir à ocupação romana, o local foi cristianizado e ocupado por Suevos e Visigodos que, com a criação da diocese terão construído uma Basílica reaproveitando uma construção anterior, hoje denominada como Basílica Visigótica, o seu interior está vazio mas com tanta coisa para ver, as imagens e os frescos, os arcos e os capitéis que culminam as colunas são romanos, bem como, o são as bases onde estes assentam. 



No ponto mais alto temos uma Torre de Menagem, imponente e atribuível aos Templários, assente numa estrutura anterior reconhecível pelo recorte das suas pedras e moldura que a finaliza na parte inferior da edificação, ou seja, o podium do Templo Romano que estaria no forum da cidade, naturalmente, outros Templos (templetes) mais pequenos existiriam com inscrições várias e estátuas pedestais a ornamentá-los, semelhante ao que se encontra na ponte romana de Alcántara, em Espanha. Estarão neste caso, segundo alguns historiadores, as estruturas que aqui se encontram, um dedicado a Venus, conhecida deusa do Amor e da Beleza e, outro a Marte, deus da Guerra e filho de Jupiter, mandados construir no século I d.C., por C. Cantius Modestinus, célebre personagem e possuidor de uma fortuna pessoal que ultrapassava o censo equestre de 400.000 sestércios relacionada à exploração aurífera da região, ou por se tratar dum cavaleiro.

Através destas construções Modestinus quis aliar a Beleza e a Paz como a recente conquista do território pelo Império Romano, a estes dois templos juntam-se outros dois em Bobadela que só existe as inscrições dedicadas, a Vitória e ao Génio do Município, que se encontram na Capela de S. Sebastião em Coito de Midões.




Pouco se conhece acerca desta personagem, se casou, se teve filhos e quantos, mas sabe-se que teria o mesmo nome de seu pai por uma inscrição romana que pode ser vista, junto à fachada lateral da Basílica. Modestinus, o tal pai da Severa Modesta, mas ao que se sabe, este homem não teve qualquer filha chamada Severa Modesta, no entanto, houve uma Severa em Idanha talvez até mais do que uma, dela nada se sabe a não ser que morreu mais cedo que a mãe pois foi a sua mãe que mandou gravar numa grande pedra a inscrição da qual apenas se conserva o nome SEVERA e a palavra “MATER”, por baixo duas letras, “F” e “C”, indicam a expressão faciendu curavit, que significa “mandou fazer”.




Na Porta Sul, as ruínas de uma domus, do séc. I d.C./séc. III d.C., tendo sido sacrificada para a construção da muralha defensiva aquando da crise interna do império. Se continuarmos em direcção ao rio Pônsul passando a Porta Sul, à esquerda, por um caminho estreito, a cerca de 200 metros, em terreno agrícola privado, sobressaem estruturas, provavelmente, do complexo balnear a sul do fórum nas margens do rio Pônsul.





Museu Epigráfico de Idanha-a-Velha



Inscrição

C (aio). CAESARI. AVGVSTI. F (ilio)
PONTIF (ici) CO (n) S (uli)  IMP (eratori)
PRINCIPI. IVVENTVTIS
CIVITAS. IGAEDIT (anorum)

Tradução

A Gaio César, filho de Augusto, pontífice, cônsul, imperador, príncipe da juventude – a cidade dos Igeditanos

Fonte: Museu Epigráfico

Ficha Técnica
Abertura e horário de funcionamento
Manhã:
Tarde:
Encerra:
Duração estimada da visita
30 minutos

Ponte Romana-Medieval

Estado actual: rural - bom estado
Construção: entre o séc. I a.C. e séc. I d.C.
Via romana: Braga a Mérida (Colmeal da Torre – Idanha-a-Velha – Mérida)
Acesso: Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Medelim (Idanha-a-Nova)
Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: calçada lajeada no interior da povoação, bom estado de preservação
Via romana: Braga a Mérida (Colmeal da Torre – Idanha-a-Velha – Mérida)
Acesso: Medelim (EN239) - Largo da Igreja perto do cemitério

Proença-a-Velha (Idanha-a-Nova)
Ponte Antiga e Fonte da Goma 


Estado actual: aberta à circulação rodoviária
Via romana: Alvega a Salamanca, de Castelo Branco ao Fundão, ligação a Idanha-a-Velha
Acesso: Proença-a-Velha (EN239)

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
64,0 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota V
Castelo Branco – Ladoeiro – Alcafozes - Segura

Ladoeiro
Ponte Romana da Munheca/Monheca

Estrutura da antiga ponte romana (visível na base de um dos pilares da atual ponte)
Via romana: Alvega a Salamanca, de Castelo Branco a Idanha-a-Velha por Ladoeiro
Acesso: Castelo Branco/Ladoeiro (EN240)

Alcafozes (Idanha-a-Nova)
Miliário

Local: muro em habitação – na Rua Fonte Nova

Segura (Idanha-a-Nova)
Ponte Romana de Segura

Estado actual: aberta à circulação (intervencionada recentemente)
Via romana: Braga a Mérida (Colmeal da Torre – Idanha-a-Velha – Mérida)
Acesso: Segura (EN355)

Miliário Anepígrafo


Local: saindo pela Porta Sul

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
78,9 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota VI
Castelo Branco – Alpedrinha – Fundão – Ferro - Valverde

Alpedrinha/Alcongosta
Calçada Romana


Característica: calçada lajeada por terreno montanhoso e florestal, numa extensão de 4 km, em bom estado de conservação
Via romana: Alvega a Salamanca, de Castelo Branco ao Fundão
Acesso: Alpedrinha (EN18), inicia-se no Largo D. João V, junto ao Palácio do Picadeiro e Capela de S. Sebastião, ligando Alpedrinha a Alcongosta pela serra da Gardunha

Ficha Técnica
Acesso
Início no Largo D. João V, junto ao Palácio do Picadeiro e Capela de S. Sebastião, ligando Alpedrinha a Alcongosta pela Serra da Gardunha
Época recomendada
PRIMAVERA,VERÃO E OUTONO
Distância percorrida
3,0 kms
Duração estimado do percurso
1 hora


Fundão

Museu Arqueológico Municipal José Monteiro




Terminus Augustallis




Ficha Técnica
Abertura e horário de funcionamento
Manhã: 09,00h – 12,30h (Terça-feira a Sexta-feira)
Tarde: 14,00h – 17,30h (Terça-feira a Sexta-feira)
Tarde: 14,00h – 17,30h (Sábado e Domingo)
Encerra: Segunda-feira e Feriados Nacionais e Municipais
Duração estimada da visita
1 hora

Valverde (Fundão)
Ponte Romana?-Medieval de Pêroviseu

 

Estado actual: aberta à circulação rodoviária
Via romana: Alvega a Salamanca, de Castelo Branco-Fundão-Covilhã por Peroviseu
Acesso: estrada regional Valverde (a 8 km)/ Pêroviseu 

Ferro (Covilhã)
Inscrição Romana
Local: Junta de Freguesia (9,00h/12,00h – 14,00h/18,00h)


em breve (imagens)

Peso de Lagar Romano

Local: Jardim Público

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
73,7 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota VII
Castelo Branco – Capinha - Paúl - Souto da Casa 

Capinha (Fundão)
Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: vestígios da calçada por caminho rural
Via romana: Braga a Mérida (Colmeal da Torre – Idanha-a-Velha – Mérida)
Acesso: Capinha (EN346) – pela Rua da Capela de S. Marcos

Capinha (Fundão)
Ponte Romana?-Medieval 

Estado actual: aberta à circulação viária
Via romana: Braga a Mérida (Colmeal da Torre – Idanha-a-Velha – Mérida)
e Alvega a Salamanca, de Castelo Branco
Acesso: Capinha (EN346)

Paúl (Fundão)
Ponte Romana? do Paúl

Estado actual: aberta à circulação (recentemente requalificada)
Via romana: Tomar a Idanha-a-Velha em Oleiros – Covilhã – Belmonte
Acesso: Paúl (EN341-1) ao Fundão

Souto da Casa
Epitáfio Romano


Trata-se de uma inscrição romana da 1ª metade do séc. I d.C., que se encontrava num jazigo familiar, hoje desaparecido. Na lápide estava escrita uma mensagem contando uma história familiar, tão antiga como trágica de Lúcio Júlio Timélico, pois ali, estariam sepultadas sua filha Júlia Modesta de 18 anos e a sua mãe Lívia Ninfa de 40 anos, sendo que ele próprio também esperaria ser sepultado um dia.
Pela análise de estudiosos, dos nomes do casal tratar-se-ia de um casal de “libertos”, ex-escravos que alcançaram a liberdade dos seus donos.

Local: exterior da Igreja Matriz S. Pedro junto à porta da sacristia e outra interior

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
113,1 kms
Duração recomendada
1 dia 

Rota VIII
Castelo Branco – Belmonte - Bendada - Vale Formoso

BELMONTE (ALDEIA HISTÓRICA)

Belmonte e a primitiva ocupação humana é incerta mas tudo indica que a passagem da importante via imperial Braga a Mérida em muito contribuiu para que toda esta região se viesse a florescer devido ao escoamento dos seus produtos e matérias-primas para regiões desenvolvidas e prósperas do litoral, esta já estaria referenciada em documentos medievais do século XII pela existência dum caminho “Via da Covilhã” com ligações a Tomar (Seilium) e a Condeixa-a-Velha (Conimbriga) à Serra da Estrela, conhecido por “Estrada da Lã”.

Miliário ao imperador Probo (276-282 d.C.)

Local: habitação em frente à escadaria da Igreja de Santiago


I - Estação Arqueológica de Centum Celas ou “Torre de S. Cornélio

Muitas hipóteses têm sido propostas para a funcionalidade desta Torre, mais recentemente desde villa, a mansio ou estalagem devido à sua proximidade da passagem da via militar, a atalaia ou prisão, a acampamento militar, a um vicus até à ideia de ter sido um Santuário, de facto estamos perante uma Torre para tantas ideias.


A Torre revela-se na parte central e melhor conservada daquela que terá constituído a villa de Lucius Caecilius, um abastado cidadão negociante de estanho, que mandou edificar a sua casa, onde Lúcio Cecílio viveria com a sua família, onde teria os seus escravos, onde tomava os seus banhos em termas aí existentes mas, na verdade, não sabemos se esta era, de facto, a sua casa, mas quem seria este Lúcio Cecílio cujo nome estava gravado numa pedra, datada do século I d.C., no sítio de Centum Celas. É colocada a hipótese do nosso Lúcio Cecílio integrar um ramo da família Caecilia, uma das mais antigas e nobres de Roma, descendente de Quinto Cecílio Metelo Pio que combateu Sertório na sequência das guerras que opôs a Pompeu Q. Cecílio Metelo Pio (79-72 a.C.), terem fixado residência em Centum Celas.




Desconhece-se a origem do topónimo, embora a tradição atribua esta designação a “cem celas” da prisão aqui teria existido, nos finais dos séculos III d.C./IV d.C., houve um incêndio que a destruiu parcialmente e, mais tarde, era alvo de reconstrução.

Segundo a tradição, esteve encarcerado neste edifício/prisão Cornélio, morreu no ano de 253 d.C., dando a designação Torre de S. Cornélio.



Ficha Técnica
Local
Colmeal da Torre
Acesso
Aberta ao público e entrada gratuita
Distância percorrida
5,7 Kms
Duração estimada da visita
20 minutos
Classificação
MONUMENTO NACIONAL


II - Villa Romana da Quinta da Fórnea

A villa romana da Quinta da Fórnea localiza-se no sopé de uma pequena montanha, numa zona plana, na parte oriental da Serra da Boa Esperança, abre-se para um vale que na época romana deveria fornecer a riqueza necessária aos proprietários desta grande propriedade.

Podemos comparar uma villa romana a uma quinta agrícola dos nossos dias, uma grande quinta, onde existia uma casa também ela grande e com várias comodidades, mas que inclui igualmente a propriedade que lhe fornece a riqueza, de onde provêm os recursos agrícolas que tornam a quinta rentável do ponto de vista económico. 

Também na época romana esta diferenciação era notória e importante, sendo que todas as villae possuíam uma pars urbana, isto é, a zona destinada ao dono e à sua família, com uma habitação que poderia ser muito rica e ornamentada como, em outros casos, poderia ser mais modesta. Estas grandes villae tinham também uma pars fructuaria ou pars frumentaria, ou seja, o celeiro, os lagares de vinho e azeite, o estábulo e o cercado, os armazéns de produtos agrícolas e as unidades transformadoras dos produtos da terra e animal.


A ocupação da villa agrícola é, dos finais séc. II d.C. e início séc. III d.C., posteriormente, abandonada no decurso do séc. IV d.C..


A entrada da villa era pelo lado nascente passando uma zona lajeada com grandes blocos notando-se ainda as concavidades dos rodados dos carros que transportavam os produtos que iam e vinham, comprovando assim o dinamismo do local. 



Transposta a entrada, esta abre-se para grande um grande pátio central com um pequeno jardim central, e caminhando ao longo de um extenso corredor estamos área específica da residência do proprietário, a pars urbana, identificados estão; a casa do guarda, o triclinium (sala de jantar), dois quartos (cubiculas), a cozinha e lareira. Ao fundo desse corredor daria para um pátio rectangular de acesso à pars rústica, e para um jardim central que servia os balneários da villa.




No pátio rectangular de acesso à pars rústica, área destinada aos alojamentos dos criados, estão identificados; sete quartos, a casa do forno, a casa da lenha ou de armazém da lenha, e o telheiro são perceptíveis no terreno onde assentavam os suportes que o sustentavam.



Na área dos balneários existia um jardim central rectangular que acedia a salas de apoio aos banhos, a vestiário (apodyterium), à latrina, à sala dos banhos quentes e tépidos (caldarium e tepidarium), à sala dos banhos frios (frigidarium) e sala da fornalha (praefurnium).  






Muito próximo aos balneários, os restos do reservatório de água e a pars frumentaria desta exploração agrária, aqui que se localizam os lagares de vinho, inserido num edifício próprio, o celeiro, o estábulo e cercado, e estruturas ainda não definidas, provavelmente, seriam as unidades transformadoras, de armazém e tecelagem, junto à tecelagem é possível observar um espaço rectangular que seria o vão de escada que daria acesso ao piso superior da casa.




E não muito distante em frente do outro lado da estrada, encontram-se dois mausoléus que terão servido para morada eterna de duas ilustres personagens, colocando-se a hipótese de terem sido mandados fazer pelo dono da villa para serem morada, a si e à sua mulher, numa outra vida.

Ficha Técnica
Local
Entre Belmonte/Caria (EN 345) está sinalizada na estrada
Acesso
Aberta ao público e entrada gratuita
Distância percorrida
2,5 Kms
Duração estimada da visita
40 minutos
Classificação
IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICO

Bendada (Belmonte)
Pontão Romano do Bacelinho sobre a ribª de Moinhos

Acesso: Inguias seguir a Bendada, na povoação seguir direcção a Qtª da Ribeira, no alto da subida, cruzamento por caminho de terra batida à esquerda

Vale Formoso (Belmonte)
Calçada Romana das Quintarias (pequeno troço)

Característica: calçada lajeada regular em bom estado de conservação
Via romana: Tomar a Idanha-a-Velha em Oleiros – Covilhã - Belmonte
Acesso: Vale Formoso (EN232) - do cemitério, partindo junto a poste transformação EDP à estrada nacional

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
104,2 kms
Duração recomendada
1 dia 

Rota IX
Castelo Branco – Orjais – Covilhã – Cortes de Baixo - Casegas

Covilhã
Calçada Romana (pequeno troço)

Característica: só visível junto à berma da rua (alcatroada)
Via romana: Tomar a Idanha-a-Velha em Oleiros à Covilhã e Belmonte
Acesso: Covilhã (cidade), perto da estação da CP, pela rua da Corredoura

Orjais

Templo Romano da Nossa Senhora das Cabeças

Na encosta da Serra da Estrela e sobranceiro à povoação de Orjais, localiza-se um magnífico Templo Romano conservando ainda parte do seu podium, em frente à Capela da Nossa Senhora das Cabeças.

Não é muito visível devido à intensa vegetação rasteira que o encobre, construído no séc. I a.C., foi provavelmente um santuário regional ou templo que fazia parte de uma antiga cidade romana civitas dos Oppidani. Para todos os efeitos, trata-se de um Templo idêntico ao da cidade de Évora, enquanto, o de Orjais está na encosta duma serra voltada a Leste. 



Trata-se de um edifício de planta rectangular, toda a estrutura é constituída por silhares de grande aparelho, de faces perfeitamente regularizadas, apresentando almofadas ao longo da fachada principal do edifício. 

As duas inscrições encontradas em Orjais poderão estar relacionadas com o culto praticado neste templo, crê-se que o templo terá sido dedicado a uma divindade indígena ou a Jupiter.

Cortes de Baixo (Covilhã)
Ponte Antiga do Ourondinho sobre a ribª de Cortes

Estado actual: aberta à circulação rodoviária
Via romana: Rede Viária da Serra da Estrela e Via Seia – Loriga – Covilhã - Belmonte
Acesso: Tortosendo (EN230) a Unhais da Serra

Casegas (Covilhã)
Ponte Romana? 

Estado actual: aberta à circulação rodoviária
Via romana: Tomar a Idanha-a-Velha em Oleiros – Covilhã – Belmonte
Acesso: Fundão/Silvares (EN238) a Ourondo/Casegas

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
111,0 kms
Duração recomendada
1 dia

Rota X
Castelo Branco – Aldeia de Sta Margarida - Meimoa

Aldeia de Sta Margarida
Templo Romano


Local: Ermida da Nossa Senhora da Granja, construção sobre templo romano
Acesso: Castelo Branco/Penamacor (EN 233) está sinalizada na estrada após placa indicativa Aldeia Sta Margarida, por caminho de terra batida (800 metros)

Meimoa (Penamacor)
Cipo Romano 

Local: Largo da Igreja, no jardim como Cruzeiro

Inscrição

… / BVTI / PETOBI F / CIPVS / VIVO / MAELO / CILI F / DONAV / ET PSF



Tradução

… / Bouti / Petobi . f(ilii) / cipus / vivo / Maelo / Cili . f(ilius) . / donav(it) / et p (ecunia) s(ua) . f(ecit)

Fonte: Portugal Romano

Ponte Romana?-Filipina de Meimoa

Estado actual: aberta à circulação (recentemente requalificada)
Via romana: Póvoa do Mileu a Idanha-a-Velha (Rede Viária da Serra da Estrela)
Acesso: Meimoa (EN233) ao Sabugal
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
69,1 kms
Duração recomendada
1 dia