quinta-feira, 30 de outubro de 2014

DISTRITO DE SANTARÉM

O património arqueológico histórico-cultural da antiga província da LVSITANIA na parte que corresponde ao território de Portugal que chegou aos nossos dias é bastante diversificado, apesar de não existirem grandes espaços monumentais posso garantir que vestígios não nos faltam, encontram-se é dispersos um por pouco por todo o lado e bem debaixo dos nossos pés, pontes e vias romanas, cidades e villas que outrora fervilharam vida. Motivo mais do que suficiente para nos sentirmos pequenos nesta história? Óptimo, a ideia era essa. Agora embarquemos nesta viagem ao passado pelos trilhos dos romanos no distrito de Santarém iniciando pela capital e sede de distrito a cidade de Santarém.

Pouco se conhece acerca da fundação da cidade de Santarém mas por objectos recolhidos mostram que a ocupação pelo homem do sítio remonta ao quinto milénio antes de Cristo.

Na Idade do Ferro, o povoado é influenciado pelas civilizações mediterrânicas orientais e em particular pela Fenícia, desta forma, explica o antigo topónimo pelo qual Santarém foi outrora conhecida, Moron, palavra fenícia que significa “local elevado” e terá sido dado pelas populações oriundas da região de Cádiz que aqui se fixaram a partir do final do século nono antes de Cristo. É provável que já nesta altura o esporão, a antiga Alcáçova Medieval e o Jardim da Porta do Sol tenha sido fortificado, o seu domínio visual sobre o rio e as férteis terras da planície faziam dele o local ideal para este fim, a zona ribeirinha, por seu lado, foi eleita para a instalação do porto comercial, tudo aponta para que fosse o lugar de Alfange, e as duas áreas eram articuladas por vias que serpenteavam a encosta.

A influência fenícia-púnica foi interrompida quando Roma se impôs a Cartago como grande potência marítima do mediterrâneo e conquistando militarmente a Península Ibérica, assim, os primeiros vestígios da presença romana em Moron datam da ocupação militar, em 138 a.C., pelas tropas de Décimo Júnio Bruto, dando à localidade o nome de Scallabis (SC) e, entre 49-44 a.C., estabeleceu-se um acampamento militar fortificado (praesidium) em local ainda não identificado, o historiador Plínio atribui a fundação ao acampamento militar de Júlio César, chamando-lhe Praesidium Iulius

Por volta do ano 30 a.C., na dinastia do imperador Augusto, o Praesidium Scallabis tornou-se numa civitas cuja importância crescente acabaria por fazê-la a capital de um dos três conventus (ou distritos) da Lusitânia, denominada por “Conventus Scallabitanus“, em 16-15 a.C.. Atravessavam-na duas vias essenciais: uma delas, vinda de Bracara Augusta (ou Braga) e de Legio (Leão), a grande base militar da Hispânia, entrava pelo esporão e atravessava o planalto, inflectindo para sul, em direcção a Olisipo (a antiga Lisboa); a outra, ligava Olisipo a Emerita Augusta (actual Mérida), muito contribuindo para que se tornasse num dos mais importante entreposto comercial do médio Tejo a outras províncias do Império da bacia do Mediterrâneo Oriental. 


Foi no âmbito da candidatura da cidade a Património Mundial num trabalho de investigação se detectou que o plano urbanístico do Bairro do Pereiro possuiu uma particularidade muito peculiar, este plano está de acordo a modelos romanos de urbanismo, facilmente chegou-se à conclusão que se poderia estar perante o local do assentamento do acampamento militar, Praesidium Iulium (PI). 

Locais identificados da antiga Praesidium Iulium e da Scallabis trilhados pelos romanos que chegaram até aos nossos dias:

Bairro do Pereiro

Rua Miguel Bombarda/Rua Capelo e Ivans vs Rua João Afonso/ Rua 1º de Dezembro (decomanus maximus/cardus maximus)


Travessa das Capuchas vs Rua Tenente Valadim 


Rua José Paulo


Travessa S. Julião


Largo do Milagre – tudo aponta para que o fórum fosse no Largo do Milagre, na Igreja de Stº Estevão/Santuário do Santíssimo do Milagre, onde teria sido construído o Templo Minimus, templo sagrado do fórum, dedicado ao culto dos deuses


Travessa dos Capuchos


Av. António dos Santos – vários lanços da muralha medieval poderão ter correspondência aos limites do acampamento romano fortificado por paliçadas ou muralhas. 



Igreja de Santa Maria de Alcáçova
Abertura e Encerramento
Manhã: 10,00h – 12,30h
Tarde: 14,30h – 17,00h
Encerra: Segunda-feira e Terça-feira

Três capitéis romanos reutilizados nas colunas da nave da igreja
Templo romano desconhece-se a função (no interior da capela-mor), podium e cella


em breve (imagens)

Muralhas do Castelo 
Cisternas na vertente oeste da Alcáçova, junto à muralha virada à Estrada de Alfange


Urbi Scallabis
Centro de Interpretação Multimedia – Abertura
Quartas-feiras a Domingo
Manhã: 09,15h – 12,30h
Tarde: 14,00h – 17,15h


Rota I
Santarém – Muge - Coruche


Muge (Salvaterra de Magos)
Ponte Romana? de Muge 


Estado de conservação: pedonal - requalificada recentemente
Via romana: itinerário XIV Lisboa-Alter do Chão-Mérida
Acesso: Muge (EN114), junto ao Palácio dos Duques do Cadaval
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Coruche (Santarém)
Ponte “Romana” da Coroa 

Estado de conservação: pedonal
Via romana: Santarém a Évora
Acesso: Coruche (EN114-3), à esquerda na segunda ponte junto de habitação
Classificação: Imóvel de Interesse Municipal

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
60,1 Kms
Duração recomendada
1 dia

Rota II
Santarém – Torres Novas – Alcorochel – Alcanede – Alqueidão da Serra

Torres Novas

Villa Romana de Cardílio

A villa agrícola de Cardílio tinha 22 divisões, o seu nome deve-se a uma das inscrições que refere CARDILIO, o proprietário que a construiu para residência de sua família. As diversas campanhas arqueológicas revelaram alterações substanciais na planta da villa, entre o séc. I d.C. e séc.IV d.C., e colocando à luz do dia um significativo complexo de termas privadas a sudoeste da habitação. 



A entrada principal seria a poente do claustro, pavimentada em mosaicos, constituído por vários painéis distribuídos pelos diversos quartos de cores vivas e motivos geométricos, predominando, tranças e entrelaçados, aves de grupos opostos e retratos dos proprietários com motivos agrícolas, num dos quais, a meio da segunda fila, a inscrição:

 Inscrição

“VIVENTES CARDILIUM
ET AVITAM FELIZ TURRE”

 Tradução

CARDÍLIO E AVITA
SEJAM FELIZES VILLA DA TORRE


Num outro painel, na fila imediatamente abaixo e descentrado para a esquerda, o busto de CARDILLIO, de cabelo curto e ombro direito nu, com pregas na toga de púrpura, presa por fíbula, e o de AVITA, de cabeleira de vidros azuis-claros e tesselas azuis-escuros, e com veste que deixa desnudado o ombro direito. E o segredo permanece com a sedução daquela TVRRE (que pode estar na origem de TORRES novas) e do seu par romano, de agricultores com certeza, a julgar pela villa em que viviam e pelos vasos e foices, testemunhos de vida agrícola, e prováveis símbolos de vinho e pão.


Em terceiro painel, bem emoldurado, um grupo de quatro aves com flores pendentes nos bicos, postas duas a duas, em sentidos diametralmente opostos, no entanto, esta figuração humana poderá ser uma alegoria relacionada com as estações do ano, neste caso, com o Outono e o Inverno.

O peristilium elemento central da villa permitia a entrada de luz natural e arejamento da casa, tinha um jardim interior embelezado com inúmeras plantas, uma fonte e diversas esculturas. Denotam-se vestígios de doze colunas, quatro de cada lado, formando um claustro, pavimentado por seis tapetes de mosaicos. Ao centro, um quadrado que seria um jardim com um poço revestido de alvenaria, de cerca de sete metros de profundidade, no extremo sul. No jardim ainda podemos ver uma conduta e ruínas de paredes de construção anterior e uma calha ao longo dos quatros lados do quadrado. 




A exedra, precedida de pórtico com quatro colunas de frente e duas laterais, as bases que se conheceram de três de colunas eram em mármore das quais só uma ainda existe.

A nordeste do peristilo descortinamos um tanque ladeado por colunas de tijolo em três das suas quatro faces e, um compartimento, a latrina, equipada com um banco de alvenaria, semelhante aos atuais assentos sanitários onde corria permanentemente água proveniente da cloaca, na extremidade da villa, o edifício termal.




O ex-libris da villa é sem dúvida nenhuma o magnífico estado de conservação e preservação do sistema de aquecimento central, o hipocaustum e as praefurnia em arcaria de tijolo, através do qual o ar quente produzido circularia pelos arcos e pelas paredes duplas dos quartos com canalizações em chumbo, sobre as fornalhas eram colocadas caldeiras, geralmente de bronze, a partir das quais a água quente em canalizações de chumbo era conduzida às salas dos banhos quentes ao tepidarium e ao caldarium.



Ficha Técnica
Abertura e horário de funcionamento
Visita às ruínas com acompanhamento de um guia
Manhã: 10,00h – 12,30h (Terça-feira a Sábado)
Tarde: 13,30h -17,00h (Terça-feira a Sábado)
Encerra: Domingo, Segunda-feira e Feriados
Duração estimada da visita
1 hora
Classificação 
MONUMENTO NACIONAL 

Museu Municipal Carlos Reis (Torres Novas)

No Museu Municipal Carlos Reis encontra-se exposto todo o espólio das escavações da villa Cardílio, nomeadamente, moedas do séc. II, III e IV d.C., vidros assírios e egípcios gravados, estuques coloridos e cerâmicas do séc. I e II d.C., supondo-se produção de Valerius Paternus que as criava em Mérida e, finalmente, a estátua de Eros, datado séc. I d.C., revelando-se como uma das mais importantes objectos encontrados.


Calçada Romana do Bom Amor (Casal Quebrada/Fonte do Bom Amor)

Característica: vestígios da calçada nas bermas, muito irregular e danificada
Via romana: itinerário XVI Braga a Lisboa
Acesso: Torres Novas, na Fonte do Bom Amor seguir pela esquerda até habitações, a partir daqui por caminho de terra batida descendo à ribeira passando pela Quinta Marquês (Gateiras)

Alcorochel (Torres Novas)
Ponte Romana?  

Estado de conservação: rural – vestígios de calçada
Via romana: itinerário XVI Braga a Lisboa
Acesso: Alcorochel (9 km) de Torres Novas, pela rua da Garcia, Largo do Poço Novo e rua da Ribeira, segue por caminho de terra batida

Alcanede (Santarém)

Ponte Romana?-Medieval de Alcanede

Estado de conservação: aberta à circulação rodoviária
Construção: séc. III d.C.
Via romana: Leiria a Santarém, variante por Porto de Mós
Acesso: Alcanede (EN361), pela rua da Ponte Romana
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Alqueidão da Serra (Porto de Mós)
Calçada Romana


Característica: calçada em blocos de pedras regulares, na extensão de 300 metros, em bom estado de preservação
Via romana: Leiria a Santarém 
Construção: séc. I a.C./séc. I d.C.
Acesso: Alqueidão da Serra, seguir sinalização na povoação, inicia-se junto a parque de merendas
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
94,8 Kms
Duração recomendada
1 dia

Rota III
Santarém – Tomar – Póvoa – Junceira/Carril



Tomar 

A cidade romana Seilium ou Selium (actual Tomar) situava-se na margem esquerda do rio Nabão que a percorria, os povos desta região dedicavam-se, essencialmente, da agricultura e da exploração mineira.

Concluída a ocupação romana definitiva da Península Ibérica e clarificada a situação política em Roma, na dinastia do imperador Augusto reorganiza-a política e administrativamente, criando novos núcleos urbanos e adaptando os existentes, ao mesmo tempo, constroem-se novas vias de comunicação terrestres quer fluviais ou desenvolvem-se as preexistentes, e a  cidade de Seilium aproveitando da sua localização geográfica não perdeu a oportunidade de se tornar uma das trinta e quatro civitates stipendiariae, entre 16-13 a.C., sob a alçada do conventus Scallabitanus, com a capital em Scallabis


Durante a dinastia dos Flávios, 69-96 d.C., pelos reinados de Vespasiano e seus dois filhos Tito e Domiciano, ascende à categoria de municipium comprovada na inscrição “genius municipii”, embutida no exterior da base do lado poente da Torre de Menagem do castelo, este estatuto veio permitir que se tornasse num importante entreposto comercial sobretudo pela passagem da via imperial do ocidente ibérico de Lisboa, de Olisipo (actual Lisboa) a Bracara Augusta (Braga) e a Legio (Leão), a grande base militar da Hispânia, mas também por via fluvial porque o rio Tejo era navegável até Santarém, desta forma, permitia a subida de barcos de média calagem e não é de excluir a possibilidade das mercadorias subirem rio acima mas em barcos de pequeno porte, para as trocas comerciais de bens e produtos com outras províncias do Império e da bacia do Mediterrâneo Oriental.

Como referi, Seilium em boa medida beneficiava da sua localização geográfica em relação ao acesso ao litoral como entreposto comercial por este facto encontrava-se bem ligada às mais influentes cidades e regiões da Lusitânia, atravessava-a a via imperial Olisipo a Bracara Augusta ligando-a Scallabis e Conimbriga, mas para além desta importante ligação ao norte Seilium também estava conectado à capital da província da Lusitânia, Emerita Augusta, pela via romana proveniente de Lisboa a Mérida que cruza o rio Tejo em Tancos, segue próximo a Tamazim até à encruzilhada de Lagoa do Junco onde confluía na via proveniente de Lisboa por Santarém, e através da ligação a Idanha-a-Velha que cruza o rio Zêzere junto da foz do rio Codes seguindo a Vila de Rei rumo à Cova da Beira onde confluía na via para Mérida em IGAEDIS. Outras ligações, a Centum Cellae e a Belmonte e à vertente sudeste da Serra da Estrela, mais tarde, por “Estrada da Lã” e a Évora. 

Da antiga cidade pouco existe, estando confinada a uma pequena área circunscrita às ruas da Carrasqueira, Manuel de Matos, Santa Iria e Carlos Campeão, e por incrível que pareça, o sítio arqueológico encontra-se sem qualquer género de vigilância ou protecção com muita vegetação envolvente que serve de protecção natural, não permitindo visualizar em boas condições a área já intervencionada.

Locais da antiga Seilium e trilhados pelos romanos que estão identificados que podem ser vistos:

Ponte Velha


Rua Carlos Campeão alicerces de monumento público e da praça pública no Forum, datado do séc. I d.C., conservando-se ainda estruturas das tabernae (lojas), da Basílica (Tribunal) e Curia, é possível a identificação das duas vias principais o cardus maximus e o decumanus maximus, nascente/poente, a sul da Basílica e o cardus no lado do poente.



Toda a área circundante da Alameda Um de Março e Avenida Norton de Matos, e as vias que a suportam: Rua Carlos Campeão, Rua Amorim Rosa, estão classificadas como Imóvel de Interesse Público.

Claustro da Lavagem do Convento de Cristo
Busto do imperador Augusto

Castelo dos Templários (Torre de Menagem)
Inscrição “genius municipii” no exterior da base da torre do lado poente


em breve (imagens)


Ficha Técnica
Abertura e horário de funcionamento
Inverno (Outubro a Maio) – 09,00h às 17,00h
Verão (Junho a Setembro) – 09,00h às 18,30h
Encerra: Segunda - feira e Feriados
Duração estimada da visita
2 horas
Classificação
MONUMENTO NACIONAL E PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE PELA UNESCO 

Paialvo (Tomar)
Calçada Romana do Casal Salgueiro

Característica: resta somente o traçado do caminho
Via romana: itinerário XVI Braga a Lisboa
Acesso: Paialvo (EM558), pela rua da Escola, passando a via férrea, ao Centro de Dia e rua Via Romana por caminho de terra batida

Vila Nova de Paialvo (Tomar)
Ponte “Romana” da Pedra

Estado de conservação: rural – com vestígios de calçada
Via romana: itinerário XVI Braga a Lisboa
Acesso: Lamarosa/Pé de Cão (EM539), passando zona fabril, à direita por caminho de terra batida ao lado da ribeira

Póvoa (Tomar)
Ponte Romana? da Póvoa 

Estado de conservação: ruínas
Via romana: Leiria a Tomar, variante por Caxarias
Acesso: Tomar/Póvoa (EM526), pela Estrada do Prado, na povoação, rua da Ponte Romana (frente a Escola Primária)
parte do percurso em caminho de terra batida

Carvalhal/Fervença (Tomar)
Ponte Romana? da Azenha do Curto

Estado de conservação: rural
Via romana: Leiria a Tomar, variante por Caxarias
Acesso: Póvoa a Vale Venteiro, cortar a Carvalhal/Fervença, passando Fervença na curva à direita, segue à ponte romana no açude e Azenha do Curto

Junceira/Carril (Tomar)
Ponte Romana? da Lousã 

Estado de conservação: pedonal – enquadrada em parque de merendas
Via romana: Tomar a Idanha-a-Velha, Mouriscas - Rio Tejo pela “Estrada da Serra”
Acesso: Tomar/Serra (EM 531) seguir placa indicativa de Instituto Politécnico, viaduto da A13 seguir sinalização de ponte romana, junto à barragem do Carril

Carregueiros (Tomar)
Calçada Romana de Valinhos
Característica:
Via romana: Leiria a Tomar, variante por Caxarias
Acesso: Carregueiros (IC9/EN 113)

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
119,5 Kms
Duração recomendada
2 dias

Rota IV
Santarém – Rio Maior – Atouguia – Ourém - Agroal

Rio Maior


Villa Romana de Rio Maior I


Ficha Técnica
Visitas através da Galeria Municipal – Casa Senhorial d´El Rei D. Miguel 243 907 424
Abertura e Horário de Funcionamento
Manhãs:
Tardes:
Encerra: 
Duração estimada da visita



em breve (imagens)

Ourém

Atalaia Romana no morro do castelo na Porta de Santarém


 Calçada Romana da Mulher Morta

Característica: calçada sobre terra batida coberta por pedra miúda, em bom estado de preservação
Via romana: Leiria a Tomar, variante por Ourém
Acesso: Castelo de Ourém (centro histórico)

Atouguia (Torres Novas)
Ponte Romana? de S. Sebastião 

Estado de conservação: aberta à circulação
Construção: séc. II d.C. e séc. III d.C.
Via romana: Leiria a Tomar, variante por Ourém
Acesso: Atouguia/S.Sebastião, na placa indicativa para Atouguia, seguir por rua a 20 metros mais à frente à direita

Valada/Seiça (Ourém)
Ponte Romana? da Valada

Estado de conservação: necessita intervenção
Via romana: Leiria a Tomar, variante por Caxarias
Acesso: Valada (EN113), seguindo as ruas Penha de França e do Canto, passando uma primeira ponte, por caminho de terra batida pela direita, ponte a 200 metros

Agroal/Porto Velho (Ourém)
Calçada Romana

Casais da Igreja (Rio Maior)
Forno Romano
Local: Casais da Igreja (EN114)



em breve (imagens)


Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
135,3 Kms
Duração recomendada
2 dias

Rota V
Santarém – Mação – Ortiga – Cardigos


Ortiga (Mação)

Estação Arqueológica de Vale de Junco

A estação arqueológica de Vale de Junco encontra-se, em Ortiga, numa transversal à Rua dos Mouros e sinalizada junto a um posto de abastecimento de combustível, contudo, daqui para a frente não existe qualquer indicação, passando a última habitação da rua acima mencionada quando a estrada inicia a descida, à esquerda, um pequeno caminho de terra batida (200 metros) no meio dum olival com muita vegetação rasteira envolvente a tapá-la sem qualquer protecção e ao abandono total em encosta privilegiada com vista para o rio Tejo.

Era uma villa agrícola, encontrava-se junto à passagem da via Alvega a Salamanca dando apoio às montadas a quantos aqui circulavam. Da villa resta-nos parte do complexo termal, devido ao seu estado de ruínas ainda é possível observar a entrada, o atrium, ladeado pelo apodyterium (vestiário), a sala dos banhos frios frigidarium ainda com uma natatio (piscina) e parte do revestimento, a sala dos banhos quentes, o tepidarium e o caldarium.

Distinguem-se as estruturas do que seria o edifício e parte da canalização que abasteceria o complexo termal com a água da ribeira de Eiras.





Ficha Técnica
Local
Ortiga
Acesso
Em terreno de olival com vistas para o rio Tejo
Duração estimada da visita
15 minutos

Mação
Ponte Romana? da Ladeira d´El-Rei 

Estado de conservação: pedonal - requalificada recentemente
Construção: séc. I a.C./ séc. I d.C.
Via romana: Alvega a Salamanca
Acesso: Mação
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Mação
Ponte Romana? da ribeira de Eiras (Ribra de Paia Fome)

Estado de conservação: aberta à circulação rodoviária
Construção: séc. I a.C./ séc. I d.C.
Via romana: Alvega a Salamanca
Acesso: Mação/Envendos (EN3)
Classificação: Imóvel de Interesse Municipal

Mação
Ponte Romana? do Coadouro sobre o rio Frio 

Estado de conservação: aberta à circulação rodoviária
Construção: séc. I a.C./ séc. I d.C.
Via romana: Alvega a Salamanca
Acesso: Mação/Envendos (EN3)
Classificação: Imóvel de Interesse Municipal

Vale da Mua
Ponte Romana? da ribeira do Carvoeiro
Estado de conservação: falta reconhecer o local
Via romana: Alvega a Salamanca
Acesso: Vale da Mua


em breve (imagens)


Cardigos (Mação)
Ponte Romana-Medieval dos Três Concelhos

Estado de conservação: aberta à circulação rodoviária
Construção: séc. I a.C./ séc. I d.C.
Via romana: Conimbriga a Alvega/Aramenha (Ammaia)/Idanha-a-Velha e Bobadela a Alvega por Pedrógão Grande e ligação à via Tomar a Covilhã a Oleiros por Vila de Rei 
Acesso: Cardigos (IC8)/Portela de Colos seguir placa de sinalização
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
159,4 Kms
Duração recomendada
1 dia