sábado, 2 de abril de 2016

DISTRITO DE BEJA

O património arqueológico histórico-cultural da antiga província da LVSITANIA na parte que corresponde ao território de Portugal que chegou aos nossos dias é bastante diversificado, apesar de não existirem grandes espaços monumentais posso garantir que vestígios não nos faltam, encontram-se é dispersos um por pouco por todo o lado e bem debaixo dos nossos pés, pontes e vias romanas, cidades e villas que outrora fervilharam vida. Motivo mais do que suficiente para nos sentirmos pequenos nesta história? Óptimo, a ideia era essa. Agora embarquemos nesta viagem ao passado pelos trilhos dos romanos no Baixo Alentejo pelo distrito de Beja iniciando na sede e capital de distrito pela cidade de Beja.

Crê-se que a cidade possa ter sido fundada pelos Celtas, 400 a.C., com a conquista romana, esta cidade passa a fazer parte do Império Romano, ao qual pertenceu durante mais de 600 anos, com o nome alterado para Pax Iulia na época romana. Na dinastia do imperador Augusto, Pax Iulia tornou-se numa civitas cuja importância crescente acabaria por fazê-la a capital de um dos três "conventus" da Lusitânia, denominado Conventus Pacensis”, em 16-15 a.C.. Atravessavam-na duas vias essenciais: uma delas, de Ebora (ou Évora) vinda de Olisipo (a antiga Lisboa) e Emerita Augusta (Mérida), a capital da província; a outra ligava-a Salacia (actual Alcácer do Sal) e a Sevilhamuito contribuindo para que se tornasse num importante entreposto comercial para o escoamento dos seus produtos e matérias-primas a outras províncias do Império e da bacia do Mediterrâneo Oriental. 

Locais identificados da antiga Pax Iulia trilhados pelos romanos que chegaram até nós:

Porta de Évora com o seu Arco Romano classificado como Monumento Nacional, julga-se que tenha sido erguido no séc. III/IV d.C., juntamente com as muralhas da então Pax Iulia.

Calçada, na rua D. Dinis, seguindo ao fórum da cidade na zona actual da Praça da República.

Porta de Mértola, demolida, e transladada para a Igreja Nossa Senhora da Conceição onde ainda se encontra.

Identificado está um Templo Romano, do século I d.C., faltando agora escavar e colocá-lo à mostra, para o efeito, estão a decorrer negociações por parte Câmara de Beja para adquirir o edifício da antiga tipografia do jornal Diário do Alentejo e que está instalado “em cima de grande parte”.

Museu Regional de Beja (Museu Rainha D. Leonor)

em breve (imagens)

Penedo Gordo


Villa Romana de Pisões (encerrada ao público há 2 anos)

Ficha Técnica
Local
Penedo Gordo
Acesso
Aberto para visitas em grupos e por marcação, através da C.M. de Beja (Maria João Maceda ou Rui Aldegalega – 284311800), ou da Direcção Regional da Cultura do Alentejo - 266769450 (Susana Correia 96 2372285/965501251)
Duração estimada da visita
2 horas
Classificação 
IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICO

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
6,8 kms


em breve (imagens)


Rota I 
Beja - Vidigueira/Vila de Frades

Vidigueira/Vila de Frades


Villa Romana de S. Cucufate

Estamos perante uma enorme villa, corresponde ao conceito de “villae áulica”, residência permanente de poderosa família que construiu uma sumptuosa e faustosa casa explorando um vasto latifúndio. Estas casas multiplicaram-se essencialmente a partir dos séculos III/IV d.C., num movimento identificado como o da fuga para os campos mercê da insegurança social levando que grandes senhores se refugiem no campo, de modo, a afastarem-se das turbulências sociais cada vez mais frequentes nos grandes centros urbanos.


Existiram três fases de construção, uma primeira fase, edificada em meados do século I d.C., entretanto demolida para dar origem a outra nos meados do século II d.C., posteriormente, destruída para se erguer, na segunda metade do século IV d.C., a villa palaciana cujas ruínas ainda hoje permanecem.

Para quem a visita a entrada em muito corresponde sensivelmente à aproximação da antiga villa, quem chegava via primeiro o Templo Romano, uma construção isolada, consagrada a divindades pagãs.


Em frente da villa havia um jardim aproveitando o pequeno e suave declive do terreno até a um grande tanque podendo ter servido de piscina em dias quentes de Verão, hábito comum numa região quente.


A villa é composta por dois contrafortes que se ligam no alto por meio de arcadas, por cima, sobre o que resta, um outro andar que seria o piso nobre residencial da construção. Por três pequenas escadas acedia-se a um comprido palco descoberto onde os senhores da casa aguardariam as suas visitas, de seguida, uma espaçosa galeria cuja abóboda veio abaixo por completo, denotando-se ainda nos extremos os arranques, e a porta de entrada às traseiras da casa através de um corredor com duas portas, uma de cada lado, davam para a adega, os armazéns e celeiros, contudo, o percurso para o visitante não se faz deste modo mas pela esquerda pela Igreja (antigos celeiros abobadados) pelos armazéns de vinho e azeite para se chegar ao dito corredor.






Nas traseiras da villa um segundo tanque ou piscina construído na segunda fase, meados do séc. II d.C., conservado no séc. IV d.C., ao longo dele lançou-se uma galeria de arcos de volta inteira que suportavam, no piso superior, uma varanda que correspondia à da fachada. Da villa do século II, conservaram-se o triclinium com pavimento róseo e algumas salas que se vêem nas traseiras do edifício, este foi destelhado e os seus muros derrubados em grande parte, o que seria uma sala coberta passou a ser agora, um espaço ensombrado por uma pérgola e no qual se podiam servir-se as refeições em tempo de calor. 



As outras salas, a nascente do triclinium apontam para terem ficado reservadas ao feitor da villa e residência de alguns criados. O acesso ao piso residencial era através de uma só escada estreita e íngreme, a uma varanda comprida que corria ao longo da fachada, guarnecida de madeira, dando acesso aos quartos, a um salão octogonal e a um salão com abside.





Desanexado da villa, deve ter sido projectado o edifício termal porém nunca foi construído tendo-se remodelado as termas da antiga segunda villa, com o seu frigidarium, tepidarium e caldarium. A sul delas, vêem-se os alicerces de um grande corpo, rematado em abside, com poderosos muros contrafortados, deve ter sido previsto para uma sala de recepção mas não chegou nunca a erguer-se. 



Do lado nascente conservam-se os muros da pars rústica, da villa do século II, instalações para os criados da lavoura e o lagar onde permanecem dois pesos no local.



Ficha Técnica
Local
Vila de Frades - está sinalizada na estrada
Acesso
Horários e dias de funcionamento do Sítio Arqueológico
Manhãs: 10,00h - 13,00h (horário de Inverno: 15 Setembro a 2 de Maio)
Tardes: 14,00h - 17,30h (horário de Inverno: 15 Setembro a 2 de Maio)
Manhãs: 10,00h – 12,30h (horário de Verão: 2 de Maio a 15 de Setembro)
Tardes: 14,30h – 18,30h (horário de Verão: 2 de Maio a 15 de Setembro)
Encerra às segundas-feiras, terça-feira de manhã e feriados
Duração estimada da visita
2 horas
Classificação
MONUMENTO NACIONAL

Ficha Técnica 
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
27,4 kms
Duração recomendada
1 dia

Vila de Frades
Museu do Arco

Ficha Técnica 
Horários de Inverno e Verão
Manhãs: 10,00h – 13,00h
Tardes: 14,00h – 17,30h


Rota II
Beja – Alfundão – Vila Ruiva – Alvito – Vila Nova da Baronia

Alfundão (Ferreira do Alentejo)
Ponte Romana

Estado: pedonal
Via romana: Alcácer do Sal a Beja
Acesso: Peroguarda (EN 387) a Alfundão, cerca de 3 km, seguir indicação de ponte romana – junto ao Largo Inocêncio Ventura

Vila Ruiva (Cuba)
Ponte Romana-Medieval

Estado: aberta à circulação rodoviária
Construção: séc. I a.C./séc. I d.C., 20 arcos só restam 3 pilares originais romanos
Via romana: Évora a Beja
Acesso: Vila Ruiva (EN 258-1) seguir indicação de ponte romana na estrada a Albergaria dos Fusos
Classificação: Monumento Nacional

Barragem Romana


Local: em frente da Ermida Nossa Senhora Represa por caminho de terra batida (80 mts)
Acesso: Vila Ruiva/Cuba (EN 258)
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Alvito
Ponte da Pedra

Estado: aberta à circulação rodoviária
Via romana: Évora a Beja, variante por Ns. d´Aires a Beja por Alvito 
Acesso: Alvito (EN 258)

Vila Nova da Baronia (Alvito)
Ponte Romana?-Medieval do Azinhal


Estado: Pedonal
Via romana: Évora a Beja, variante por Ns. d´Aires a Beja por Alvito
Acesso: Alvito/Vila Nova da Baronia (EN 257

Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
73,9 kms
Duração recomendada
1 dia


Rota III
Beja - Serpa – Moura 


Rota IV
Beja - Mértola – Almodôvar - Messejana



em breve (continuação)