terça-feira, 19 de maio de 2015

DISTRITO DE COIMBRA

A Lusitânia que convido a visitar é uma viagem no tempo a uma região totalmente romana que, com o fim das guerras civis internas, a partir do ano 27 a.C., no reinado do imperador Augusto e “criador” da Pax Romana, o Império Romano irá ter um longo período de paz e de estabilidade durante quase dois séculos. A pacificação total da Hispania, designação dada pelos romanos à Península Ibérica, muito contribuiu para que a vida quotidiana das populações se desenrolasse com paz, tranquilidade e prosperidade, também será neste período de maior estabilidade que detalhes da vida quotidiana daqueles que nos antecederam ficaram preservados para a história, mesmo apesar de não existirem grandes espaços monumentais no nosso território garanto-vos que vestígios não nos faltam encontram-se é dispersos um pouco por todo o lado por vezes bem debaixo dos nossos pés. Motivo suficiente para nos sentirmos pequenos nesta história? Óptimo, a ideia era essa, embarquemos nesta viagem pelos trilhos dos romanos pelo distrito de Coimbra.

Coimbra

Na margem direita do rio Mondego, cresceu a cidade romana AEMINIUM (hoje Coimbra) a meio caminho entre as cidades de Bracara Augusta (Braga) e Olisipo (Lisboa), da cidade que a actual Coimbra cobriu ficou o criptopórtico que suportava a área do fórum, presentemente, no Museu Machado de Castro no canto sudeste do edifício.

Os limites da cidade estendiam-se pela margem paralela do rio compreendendo o traçado da via romana, pela rua Direita, Largo do Poço seguindo a rua Eduardo Coelho até à Igreja de S. Tiago na Praça do Comércio, continua pelo lado nascente da Igreja de S. Bartolomeu, rua dos Gatos ao Largo da Portagem, local da desaparecida Porta de Belcouce e, travessia do rio Mondego. Admite-se uma outra alternativa a montante para a travessia do rio junto ao Mosteiro de Santa Clara, após travessia a via romana a Olisipo rumava a Conímbriga passando nas imediações do Aeródromo de Coimbra onde estava instalado o acampamento militar de Antanhol. 

Museu Machado de Castro
Criptopórtico
Lápide honorífica dedicada ao imperador Constâncio Cloro I (293-306 d.C.)
Miliário dedicado ao imperador  Calígula (37-41 d.C.)

Ficha técnica
Abertura e encerramento
Entrada Gratuita aos Domingos até às 14,00h
Terça-feira: 14,00h - 18,00h
Quarta-feira a Domingo: 10,00h - 18,00h
Duração estimada da visita
2 horas
Classificação
MONUMENTO NACIONAL

Murtede
Ara
Local: interior da Igreja Paroquial, incorporada na pia baptismal 
Acesso: Murtede (EN234


Rota I
Coimbra – Condeixa-a-Velha – Rabaçal (Penela) - Alcabideque

Condeixa-a-Velha

CONIMBRIGA

Terminadas as hostilidades com Cartago, anos 265-146 a.C., Roma iniciou um novo ciclo de campanhas militares cujo objetivo seria a ocupação da Península Ibérica como já antes o tinham feito, os Gregos, os Fenícios, os Cartagineses e os Celtas.

Nas campanhas de Decimus J. Brutus Galaico, em 139 a.C., os romanos chegam à “Terra dos Cónios”, um povo que formaram diversos povoados na região do Mondego antes de uma tribo celta lhes fazerem guerra e deslocarem-se mais para sul, mas no povoado continuou a viver-se, tornando-se no mais importante de toda esta larga zona mas não passava de uma aldeia feita de casas toscas dispostas ao acaso a vida que se levava era a vida simples e rude de um povo de pastores. O local era bonito, tinha a forma de cunha e ficava no alto, a oeste avistava-se a planície verde, a sul e noroeste nas vertentes sul, a rocha que assentava desce quase a prumo assim para quem aqui vivesse sentir-se-ia protegido, contudo, não era difícil chegar por onde nasce o Sol.

Os romanos gostaram do local construiram e fundaram CONIMBRIGA do povoado pré-existente próximo do acampamento militar em Antanhol. A pacificação da Península, na dinastia de Augusto será “civitas”, mas será nas dinastias imperiais dos Flávios como “municipium” terá um forte impulso urbanístico e arquitetónico com as construções do fórum, do anfiteatro, das termas, bem como, na edificação das sumptuosas e faustosas “domus” e “insulae” (áreas residenciais).

Nos finais do séc. III d.C., a degradação militar nas fronteiras e a instabilidade interna do Império, no reinado de Aureliano, anos 270-275 d.C., levou à fortificação de algumas cidades, em Conímbriga, implicou na redução do perímetro da cidade sacrificando a parte mais larga da cidade porque não era possível construir à pressa uma muralha que desse a volta à cidade. As demolições da Casa dos Repuxos, Casa dos Esqueletos, Casa da Cruz Suástica e de edifícios públicos, como o Anfiteatro e as Termas da Muralha, foram sacrificadas para obtenção de matéria-prima na construção duma muralha mais resistente e maior envergadura de 6 metros de altura para permitir uma guarnição militar permanente, composta por escadas e passeios de ronda.

No ano 464, segundo documento escrito pelo Bispo Idácio, os Suevos chegaram à cidade conseguindo prender toda a família de Cantanber, figura de importância que residia junto à porta principal da muralha e, quatro anos mais tarde, sob a governação de Severo III, romperam com a resistência da população entraram traiçoeiramente na cidade pilharam-na causando grandes estragos a partir daí nunca mais Conimbriga se recobrou da beleza de outrora. A falta de condições para os habitantes da cidade a única solução foi a fuga para outros lugares com melhores condições de vida, entre os quais se contava o Bispo e talvez os mais ricos e notáveis mudaram-se para a cidade vizinha, Aeminium, bem situada junto ao Mondego, no século VII, Conimbriga ficou deserta.

Já falei da muralha que os habitantes se viram obrigados a erguer ao começar do século IV, no entanto, a cidade era muralhada anteriormente, em frente, do Museu ainda há vestígios dessa defesa que deve ter sido ainda feita no tempo de Augusto, que poderiam os romanos recear na altura? Quem os poderia enfrentar? Ninguém. Por isso, a muralha servia apenas para dar dignidade à cidade marcando-lhe os limites, hoje, podemos reconstituir a extensão máxima da cidade dos meados do séc. I devido a troços existentes da muralha do Alto-Império aberta nas principais vias de acesso, conhece-se uma Porta em planta, do final do séc. I d.C. início do séc. II d.C., composta por três passagens, uma central mais larga lajeada destinada à via e duas estreitas laterais pedonais. 

Muralha do Alto Império (séc. I d.C.)
Muralha do Alto Império e Porta da cidade
Mais tarde, esse paredão antigo foi substituído por uma muralha fortíssima toda feita em pedra bem ligada por argamassa tão resistente como o cimento de hoje, construída nos finais do séc. III e inícios do séc. IV. A muralha do Baixo-Império tinha três aberturas de passagem, a principal era a da entrada principal, formava passagem abobadada e tinha a defendê-la um torreão de cada lado e duas portas, a via entrava por aí dobrava junto da estalagem, passava por baixo do aqueduto e saía a caminho do norte por outra porta mais simples e desguarnecida, uma terceira abertura, apenas porta de serviço, abria-se ao fundo perto do recinto militar.

A terra que a cobre deve ser toda retirada para conhecermos bem o esplendor da cidade de outrora nos seus pormenores, por ora, só uma pequena parte está a descoberto!


Porta Sul para OLISIPO (Lisboa)


Porta a Norte a BRACARA AUGUSTA
A visita inicia-se no final do pequeno troço da via romana, à direita, junto à muralha e porta principal, pela casa mais emblemática, a Casa dos Repuxos, era uma domus aristocrática, construída na primeira metade do século II d.C. sobre uma edificação anterior do século I, parcialmente aproveitada e da qual se conservam as caves.



A fachada da casa era porteada, bem como, o vestíbulo e o peristilium, na entrada da casa à esquerda, as instalações do guarda, ao meio, o vestíbulo que nos leva ao peristilo porteado com colunatas ao redor e lago ornamental, preservando a estrutura original hidráulica com mais de quinhentos repuxos, todos os pavimentos eram em mosaicos representando cenas de caças, estações do ano, animais marinhos e passagens da mitologia; o da representação mitológica do Minotauro, enjaulado no Labirinto de Creta, o mosaico de Perseu ostentando a cabeça da Medusa.

Entrada da domus (1)

Peristilo principal (2)




Mosaico do Minotauro (labirinto de Creta)

No peristilium à direita, uma sala espaçosa onde o proprietário da casa recebia as pessoas com quem tinha negócios a tratar, pavimentada com o mosaico do Centauro, animal de cabeça e tronco humanos, patas de cavalo e cauda de peixe, ao fundo à esquerda, a sala de recepção aos convidados e em frente ficava a magnífica sala de jantar, o triclinium, que se abria para o peristilium, o chão da sala era em mosaico, excepto no topo, onde se desenha um U feito de pedra que se destinava aos leitos, porque os romanos não comiam à mesa como nós mas reclinados em sofás para tomarem as suas refeições demoradas e alongadas. Esta sala era bem iluminada recebendo a luz pela porta que entrava do pátio e em cada parede abria-se uma larga janela por onde entrava não só mais luz mas também a frescura de um lago que corria fora à volta do salão, pelo contrário, os aposentos eram fechados e bastante escuros com poucas aberturas para o exterior.

Escritório e mosaico do Centauro

Mosaico do Centauro

Triclinium (3)

Triclinium (3)

Triclinium, cozinha e copa 

Salas de recepção com acesso ao triclinium

Mosaico da sala de recepção

Mosaico do Outuno
Ao cimo da habitação à direita, um corredor que acedia aos quartos de dormir, as cubículas, abrindo-se para um outro peristilo mas pelo facto de a casa ser muito grande fizeram-lhe outros peristilos de menores dimensões dos lados, por fim na parte superior, as instalações dos criados, a copa, a cozinha e um quintal ou jardim.




 Por vezes as casas tinham caves para arrecadar alimentos, lenha, água e outros artigos, nesta habitação situava-se à esquerda por uma escadaria e nela se encontra a latrina.

Latrina (4)

O Sector Sul, junto à muralha e porta principal à esquerda, foi habitado do século I ao IV e abandonado para a construção da muralha sobre a rua que lhe dava acesso e convertido em cemitério durante o século V. Este sector inclui um edifício comercial com criptopórtico e um grande corredor de acesso a várias lojas de um lado e outro da via contígua à Casa dos Repuxos, a Casa da Cruz Suástica, devido ao motivo geométrico que decora o pavimento do triclinium, a Casa dos Esqueletos, nome derivado à descoberta de inúmeros esqueletos nesta casa convertida em necrópole, em comum a ambas as casas é a preservação do peristilium que se abre para o triclinium de grande dimensão e a outros aposentos da casa.



Casa da Cruz Suástica


Quartos à entrada com mosaicos geométricos

Peristilo (2)

Mosaico geométrico do peristilo

Triclinium (3)

Mosaico do triclinium (Cruz Suástica)

Quarto principal (4)

Quarto principal (4)

Casa dos Esqueletos


Peristilo 

Quarto principal e triclinium (à direita)



Conjunto de tabernae (lojas) anexadas à casa dos esqueletos


Ao pé da muralha e cortada por ela as Termas da Muralha, mais antigas que as restantes e muitas vezes remodeladas destruíram-nas quando foi preciso reduzir o tamanho da cidade, é um edifício público mal conservado, diversas transformações e aluimentos do seu subsolo tornam difícil a identificação dos espaços, encontra-se separada da Casa dos Esqueletos por uma pequena rua transversal onde se abriam três pequenas lojas comerciais que faziam parte do edifício da Casa dos Esqueletos mas eram independentes. Ainda que pequenas indiciam uma utilização simultânea para homens e mulheres, têm numa extremidade uma piscina, a meio do edifício, as fornalhas e as salas de banhos quentes e tépidos, e na outra extremidade uma banheira para banhos quentes talvez destinada ao sexo feminino junto ao laconicum em forma de círculo com espaldar, colocada ao centro de uma sala talhada na rocha e revestida de ricos mármores, dão a noção do luxo deste edifício público.


Natatio (3)

Natatio (1)

Caldarium e tepidarium (4)

Lacónico (5)
Uma vez transposta a muralha e a porta principal, à esquerda, a Casa de Cantaber, datada provavelmente do século I d.C., durante a dinastia Flaviana, é uma domus sumptuosa de uma família rica e distinta da cidade que ocupava todo um quarteirão, era tão grande que tinha cerca de quatro dezenas de aposentos distribuídos por cinco áreas, todas elas com peristilos laterais, permitindo deste modo a entrada de luz aos aposentos.

A entrada da casa tinha um pórtico monumental virado para uma praça, a entrada da casa era espaçosa comunicando directamente a um peristilium com colunatas soberbas a rodeá-lo e um majestoso jardim ornamental, abrindo-se para a sala de jantar, o triclinium.

Entrada da domus

Peristilo (1)


Triclinium (sala de refeições)


Peristilo lateral

Peristilo lateral 
A casa possuía ainda termas privativas cumprindo todos os requisitos satisfazendo todos os desejos e caprichos do modus vivendi dum autêntico romano. 


Entrada das termas privativas da domus

Frigidarium (1)

Apodyterium (vestiários) e latrina

Frigidarium (1)

Caldarium (2)
Nas traseiras da Casa de Cantaber, os alicerces de uma Basílica Paleocristã com três naves, adaptada de uma edificação anterior, conserva a capela-mor de forma rectangular e voltada para nascente, a nave e o baptistério, a pia baptismal, num aposento muito espaçoso em cujo centro que mais parece, a quem esteja desprevenido, o tanque de um peristilo.




Altar

Baptistério
Na praça e junto à muralha a continuidade da via romana que vinha de Olisipo e entrava na cidade após a passagem na porta principal dobrava junto à hospedagem, passava por baixo do arco do aqueduto a caminho do norte, a Bracara Augusta, por outra porta mais simples e desguarnecida.

Ocupando todo este quarteirão, a Ínsula do Aqueduto, um edifício comercial e residencial tinha pelo menos três pisos, na zona central a cisterna, o Castellum, que abastecia a cidade, de planta quadrangular. A água vinha de longe, duma nascente em Alcabideque, a cerca de três quilómetros, onde ainda se conserva a torre que a captava, daí seguia por um canal subterrâneo e por uma conduta aérea em forma de arcaria (aqueduto) que atravessa a muralha do lado norte, formando sobre a via romana um elegante Arco para despejar a água num depósito que a decantava, aí começava a ser feita a distribuição através de uma rede subterrânea de canos de chumbo pelos diferentes bairros, termas e fontes da cidade. Em muitos pontos da cidade topa-se com os respiradores dos colectores que eram cobertos com uma tampa de pedra na qual se desenhava uma roseta pode-se ver uma destas rosetas no chão em frente à Casa de Cantaber.




Castellum (reservatório de água)

Encostado ao Aqueduto as Termas do Aqueduto, um conjunto balnear público de pequena dimensão, típico do século IV d.C., correspondem a uma remodelação posterior daquilo que tinha sido originalmente, um edifício público muito maior que teve de ser sacrificado para a construção da muralha. 

Das termas adossadas ao aqueduto resta apenas o frigidarium e as infra-estruturas de aquecimento. A entrada deste complexo termal devia efectuar-se pela via a oeste a qual contornava uma área residencial. O acesso, não é muito claro, seria efectuado após passagem pelos vestiários, o apodyterium, passando uma porta conduz-nos ao frigidarium delimitado a sul pela parede do aqueduto, de seguida, poderia se deslocar à natatio, a Este, decorada com uma pequena abside ladeada pela escadaria de acesso, ou aceder às salas aquecidas através de uma porta com recorte em abside. As duas absides opostas mais próximas do frigidário deveriam ser a sala de banhos tépidos, o tepidarium, e a seguir a sala de banhos quentes, o caldarium, aquecidas através de um sistema de aquecimento, assente sobre suspensurae (arcos em tijoleira), o hypocaustum, onde circulava o ar quente proveniente das praefurnia (fornalhas) sobre as quais eram colocadas as caldeiras geralmente de bronze onde a água aquecida era conduzida através de canalizações em chumbo às salas dos banhos quentes.


Forum, Templo e Basílica

A praça pública, o templo, mercado e tribunal, foram construídos no tempo do imperador Augusto, um segundo fórum foi em parte construído sobre o anterior durante a dinastia dos Flávios, anos 69-96, através dos reinados de Vespasiano e seus dois filhos Tito e Domiciano, e dedicado quase exclusivamente à função religiosa do culto imperial. 

Desde a morte de Augusto que os imperadores tentaram a sua permanência no poder pela assunção divina e o culto imperial tornou-se no principal meio de coesão do império, deste modo, no local do antigo fórum cívico era construído um grande santuário dedicado ao culto imperial centrado num templo e pórticos monumentais a diferentes alturas a rodeá-lo, na praça central estariam monumentos honoríficos aos habitantes e magistrados da cidade.

A praça pública era o centro de qualquer cidade romana dela partiam e a ela vinham dar as ruas da cidade, o local de encontro da população, das decisões a tomar, onde se afixavam editais públicos ou eram lidos, em voz alta, as decisões emanadas do senado, em Roma. A Basílica no tempo de Augusto era um edifício comprido ocupando toda a parede leste do fórum com duas fiadas de colunas a dividir o grande espaço em três naves, no interior situavam-se várias repartições ao exercício da justiça e às operações monetárias, é provável que o edifício tivesse um piso superior no formato de galeria. Em frente da basílica, abria-se, junto das lojas, uma larga escada de pedra que nos conduz à cripta do Templo do fórum ocupando todo o lado norte, coexistiu com o bairro indígena cujos vestígios se conservam.

Entrada para a praça pública do forum

Templo do forum
Criptopórtico

Ínsulas Centrais – Ínsula do Vaso Fálico, Ínsula a oeste do fórum e a Ínsula a norte dos banhos

Ínsula do Vaso Fálico
Pátios (1)
Fullonica (2) 
Ínsula a oeste do forum


Ínsula a norte das termas

Casa do medianum absidado – edifício comercial e residencial, que deve o seu nome ao pátio central, que dava ar e luz às habitações.


As Termas de Trajano, localizadas a sul do fórum, era um edifício imponente localizado a sul do fórum tinha duas áreas abertas nas extremidades e uma fechada destinada aos banhos na parte central. 

A entrada do complexo termal era aberta, centrada numa grande natatio, para aceder ao interior do edifício fazia-se por duas portas de acesso a uma sala com dupla funcionalidade, de vestiário (apodyterium) deixando os seus pertences em nichos reconstituídos na parede sul da sala e de frigidário (frigidarium), ladeada por dois tanques de água fria, nesta sala existiriam duas portas, uma à direita e outra à esquerda, ambas acediam a uma sala rectangular de banhos tépidos, o tepidarium, daqui podia optar passar à sala do caldário (caldarium) ladeado por dois tanques de água quente ou ao lacónico (laconicum), a Este do tepidário. 

Natatio exterior ao edifício

Entrada do edificio e os tanques do frigidarium

 Tanque da direita


Tanque da esquerda

Áreas do tepidarium e caldarium


Da natatio, por um pórtico situado a oeste ia-se para outra área aberta do complexo termal, a palaestra ou ginásio, descendo-se uma monumental escadaria.




Quando os romanos pretenderam ampliar o povoado pré-romano de Conímbriga para o transformarem na cidade que idealizavam, deixaram dentro do perímetro da muralha do Alto-Império uma larga extensão de terreno incluindo um vale profundo, não adequado à construção de habitações, crê-se desde logo que foi destinado para a construção do grande edifício para espectáculos – o Anfiteatro. A sua importância não impediu que, em finais do século III, tivesse que ser demolido para fornecer matéria-prima à construção da muralha. Desta grandiosa construção tão importante para a vida da cidade de Conimbriga quase ou nada se sabe por enquanto, sabemos que tinha uma planta elíptica e o sítio onde ficavam as entradas e o tamanho que tinha, o resto desapareceu para sempre ou é ainda, em parte, guardado pela terra.


Museu Monográfico de Conímbriga

Ficha técnicaAbertura e encerramentoEntrada Gratuita aos Domingos até às 14,00hTerça-feira: 14,00h - 18,00hQuarta-feira a Domingo: 10,00h - 18,00hDuração estimada da visita
2 horas
Classificação
MONUMENTO NACIONAL 

Miliários (2) a Constâncio CloroMiliário a TácitoMiliário a Galério Maximiano

Alcabideque (Condeixa-a-Nova)
Castellum e Tanque 

Os romanos aproveitaram uma nascente próxima para abastecimento de água à cidade de Conímbriga, a cerca de 3 quilómetros, construindo um castellum e um aqueduto, em finais séc. I a.C., designado Caput Acquae, actual topónimo de Alcabideque, uma arabização do nome latino.

Dessa época preservou-se a torre que protegeu a nascente e o tanque semicircular, sob a torre de captação é possível ver o poço de decantação das águas e partia o aqueduto que abastecia a cidade para a época este era de pequena dimensão, distinguindo-se dos demais pela capacidade técnica porque grande parte do traçado é subterrâneo a uma profundidade de sete metros, emergindo em alguns troços aéreos ao aproximar-se da cidade.

O acesso ao local está devidamente sinalizado em Condeixa-a-Nova, distando desta, cerca de 4,5km, situando-se em frente ao parque de Santo António.



Coordenadas: 40º 06´23.4” N 8º 27´54.6” W

Rabaçal (Penela)

Villa Romana do Rabaçal

A poucas milhas romanas de Conimbriga na via romana entre Olisipo e Bracara Augusta uma prestigiada família fixou a sua residência permanente ao construir uma faustosa villae, isto é, o que se designa como uma vila áulica. Este género de construções multiplicaram-se essencialmente, a partir dos séculos III e IV, no movimento que tem sido identificado como da fuga para o campo levando a que grandes senhores se refugiem no campo mercê das turbulências sociais mais frequentes nos grandes centros urbanos.

A villa romana do Rabaçal, datada do século IV d.C., possuiu, a pars rústica (alojamento dos servos e escravos), a pars frumentaria, armazéns de apoio à agricultura (celeiro, lagar), a pars urbana (residência do proprietário), separada por um valado dominando uma ligeira elevação, a norte, da área dos balneários, como preceitua Vitrúvio, no século I a.C., cumprindo uma das normas fundamentais de segurança na prevenção contra incêndios, o afastamento e separação da área residencial dos balneários onde funcionavam as fornalhas a lenha para aquecimento da água para os banhos, conhece-se a pars rustica, a pars urbana e os balneários mas somente a área visitável é a pars urbana (residência senhorial).

A villa tinha acesso ao exterior através de duas entradas, uma entrada, em forma octogonal, torre de vigia, comunicando também com a outra entrada, talvez a principal da residência, por uma porta aí existente, à esquerda, ambas passariam junto às instalações do guarda da casa e transposta a entrada conduz-nos a um peristilo central octogonal, porteado, todo ele rodeado por colunatas, embelezado com jardim e fonte interior a ornamentá-lo, permitindo a entrada de luz natural e arejamento aos aposentos, porque os romanos não apreciavam o contacto com a rua. 

Entrada da villa

Peristilo octagonal

Torre de vigia, entrada da villa e poço (à esquerda)
Toda a área residencial se desenvolve em torno do peristilo, a copa e a cozinha, os quartos (cubículas), as instalações dos criados, contudo, duas grandes salas sobressaem, o triclinium triabsidado, a sala de jantar onde eram servidas as refeições com que presenteava os seus convidados em requintados banquetes e a sala de recepção, a sala destinada ao convívio e confraternização. 

Triclinium

Quarto principal
Pavimento das salas em mosaicos policromáticos com motivos geométricos e figurativos, o mais significativo que retracta as quatro estações do ano, representadas por quatro nobres damas com influência europeia, africana e oriental, está no corredor oeste do peristilo, desde logo seria motivo de atracção mas fica a frustração pois estão cobertos.

Museu do Rabaçal

Está patente uma exposição permanente contendo elementos da cultura material romana, constituída por peças recolhidas aquando dos trabalhos de escavação na villa, por diversas cerâmicas, metais, epígrafes, moedas, objetos de adorno, vidros e decorações parietais de mármore, a colecção é dividida em vários temas: epigrafia, quotidiano, atividade económica e arquitectura.



Miliário ao imperador Décio (249-251 d.C.) da milha VIII a Conímbriga


Ficha técnicaAbertura e encerramentoVisita é acompanhada no localTerça-feira a DomingoManhãs: 10,00h – 13,00hTardes: 14,00h -18,00hEncerra: Segunda-feira e FeriadosDuração da visita
30 minutosClassificação
IMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICOCoordenadas: 40º 02´14.2” N 8º 27´30.6” W


Ficha técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
40,7 Kms
Duração recomendada
1 dia

Rota II
Coimbra – Oliveira do Hospital – Travanca de Lagos – Lagares da Beira - Lourosa

Oliveira do Hospital

BOBADELA “SPLENDIDISSIMAE CIVITATIE

Bobadela, hoje é uma freguesia de Oliveira de Hospital mas há dois mil anos foi local privilegiado onde os romanos fundaram uma cidade, ainda hoje desconhece-se qual seria o seu nome original latino por não ter sido descoberta qualquer referência que esclareça a dúvida apenas se conhece que seria “splendidissimae civitas”, pela inscrição na fachada da Igreja Matriz sobre a porta principal, da tradução do texto poderá depreender-se que Julia Modesta, esposa de C. Cantius Modestinus, refez as portas do fórum às suas expensas. Outras duas inscrições são ainda observáveis na torre sineira da Igreja Matriz:

Inscrição

SPLENDIDISSIMAE CIVITATI E A JÚLIA MODESTA



Inscrição

NEPTVNALE



Inscrição

IULIAE GNE FLAVINA
I IULIUS RUFUS PATRONAE
D D

A existência de um acampamento militar a cerca de 30km, perto de Secarias (Arganil), aliada à riqueza de recursos naturais em muito terá contribuído para o desenvolvimento económico e social da civitas e municipium já na dinastia dos Flávios, anos 69-96 d.C., no reinado de Vespasiano e seus dois filhos Tito e Domiciano. Do esplendor temos o privilégio de conhecermos a localização do fórum, o espaço nevrálgico da capital de civitas que teve a partir da época Julio-Claudiana um importante surto de obras que atingiram o seu auge na época flaviana ou mesmo Trajaniana.

No início o fórum de Bobadela era todo um grande complexo monumental isolado por um muro do resto da cidade, ainda se pode observar partes desse muro, que terá adotado o modelo de basílica, isto é, situada no lugar mais quente para dar abrigo aos comerciantes no Inverno, segundo o arquiteto e engenheiro Vitruvio, o fórum era a grande praça pública rodeada por pórticos e edifícios que frequentemente se encontrava próxima da confluência de duas vias principais de uma cidade romana, o cardus maximus e o decumanus maximusMais tarde, na época posterior à municipalização da cidade, o interior do forum comportava um templo principal consagrado ao culto imperial, desconhecendo-se quaisquer estruturas relativas à Curia ou à Basílica

Na praça encontra-se um dos dois ex-líbris da antiga cidade, o Arco Romano, corresponderia muito provavelmente uma das entradas, o acesso nascente ao fórum para a praça pública ainda mantendo um pequeno troço de calçada, entre os inúmeros achados um dos mais notáveis é a cabeça monumental de um imperador romano mas devido à sua degradação é difícil a sua identificação, Tibério (14 d.C.-37 d.C.) ou Domiciano (81 d.C.-96 d.C.), a original encontra-se no Museu Machado de Castro, em Coimbra.




Muralha envolvente à praça pública e forum

Busto do imperador Domiciano
O segundo, o Anfiteatro, edificado nos inícios do século II d.C., mas durante o século IV é abandonada a sua utilização devido à crise interna instalada, em Roma. Tinha uma ampla arena de formato elíptico com bancadas de madeira e amovíveis permitindo uma variedade de espectáculos, hoje em dia designámos por pavilhão multiusos, as entradas para o recinto era pelas extremidades norte e sul, tinha seis compartimentos quadrangulares, os cárceres, de dimensões distintos para os gladiadores e para os animais.


Percorrer a pé as pequenas ruelas é o mais aconselhado, pois vestígios romanos não faltam espalhados nesta povoação à porta das casas ou a servir de apoio a quintais aos alpendres, observar-se-ão capitéis, colunas e silhares na rua Emília Pestana Coelho, ao meio da rua à direita, um capitel colocado em posição invertida permitindo o repouso e a contemplação, para terminar no caminho para o cemitério, a ponte romana sobre o rio Cavalos que servia a via romana de ligação ao litoral, Mealhada a Coimbra e, ao interior, Viseu a Mangualde.

Ponte Romana de Bobadela

Estado de conservação: aberta à circulação
Via romana: Coimbra a Bobadela
Acesso: Bobadela, junto ao cemitério


Museu Dr. António Simões Saraiva e Centro InterpretativoFicha técnicaAbertura e encerramentoQuarta-feira a Sexta-feira: das 14,00h às 17,00hSábados e DomingosManhãs: das 10,00h – 12,00hTardes: 14,00h – 17,00h**No Verão encerra às 18,00hEncerra: Segundas, Terças e FeriadosDuração estimada da visita
30 minutos



O centro histórico de Bobadela é classificado como Monumento Nacional.
Coordenadas: 40º 21´37.2” N 7º 53´33.9” W

Anta Pinheiro dos Abraços

Ficha técnicaLocalEstrada a Bobadela de Oliveira Hospital – sinalizada na estrada nacionalDistância percorrida3,0 Kms
Duração da visita
15 minutosClassificaçãoIMÓVEL DE INTERESSE PÚBLICOCoordenadas: 40º 22´01.5” N 7º 52´46.4” W


Travanca de Lagos (Oliveira do Hospital)
Ponte das Roçadas “Romana”

Estado de conservação: rural
Via romana: Viseu a Bobadela
Acesso: Andorinha (CM1313), a partir do Largo José Pais, seguir rua dos Outeirinhos alcatroada até ao seu termo, num pequeno largo o caminho faz-se em terra batida a descer, passa-se habitação com estruturas em ruínas, aqui o caminho bifurca, à esquerda e depois à direita até à ponte.
Coordenadas: 40º 24´34.6” N 7º 54´36.6” W

Lagares da Beira (Oliveira do Hospital)
Calçada Romana (pequeno troço)


Característica: calçada lajeada por terreno florestal
Via romana: Viseu a Bobadela
Acesso: Lagares da Beira (EM502), sinalizada na estrada, o troço inicia-se pouco baixo de habitação particular e algum cuidado com os cães pois costumam estar soltos
Coordenadas: 40º 23´46.3” N 7º 52´05.1” W

Lourosa (Oliveira do Hospital)

Quem circule na antiga estrada da Beira, valerá a pena visitar a Igreja Moçárabe de S. Pedro de Lourosa classificada como Monumento Nacional, é um dos raros templos pré-românicos existentes no país, tem grande importância pelo seu valor histórico e arqueológico datando do tempo da primeira reconquista.

A arquitetura é tipicamente Moçárabe e Visigótica pela utilização dos arcos em forma de ferradura e assentes em colunas romanas, saliento para uma lápide que se encontra sobre a porta principal com a data da construção ou reconstrução “era de 950 d.C.” (era de César correspondente ao ano 912 d.C. da era cristã), no exterior inúmeras sepulturas, algumas antropomórficas, utilizadas em épocas diversas.

 
Quase todos os materiais de construção provêm do reaproveitamento de restos de edifícios romanos, visigodos ou árabes, no entanto, não se conhece qualquer existência de ocupação romana em S. Pedro de Lourosa, de facto, confirma-se um gosto “à romana”, os capitéis e colunas muito semelhantes aos que se encontram na Basílica, em Idanha-a-Velha, a mesa do altar-mor suportada por ara anepígrafa e ara votiva a Picio, em pedra. 



Como nota final o aviso de que se trata de uma visita ao interior de uma Igreja e na grande maioria das Igrejas ou Capelas encontram-se encerradas por razões de segurança, teremos de tomar alguma precaução, conhecer o horário de abertura aquando das deslocações.

Coordenadas: 40º 19´03.3” N 7º 55´55.8” W

Ficha técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
88,2 Kms
Duração recomendada
1 dia

Rota III
Coimbra – Tábua - Midões

Tábua
Ponte Antiga

Estado de conservação: submersa pela Barragem da Agueira
Via romana: Coimbra a Bobadela
Acesso: Tábua (EN234-6)
Coordenadas: 40º 22´21.4” N 8º 03´18.6” W

Calçada Romana da Pedra da Sé

Característica: calçada lajeada por terreno florestal
Construção: séc. I d.C.
Via romana: Coimbra a Bobadela
Acesso: Tábua (EN234-6), junto ao rio Mondego e antiga ponte ou Pedra da Sé
Classificação: Imóvel de Interesse Público
Coordenadas: 40º 22´20.7” N 8º 03´15.9” W

Midões (Tábua)

Alguns historiadores defendem que um célebre, C. Cantius Modestinus, possuidor de uma fortuna que ultrapassava o censo equestre de 400.000 sestércios relacionada à exploração aurífera ou por se tratar dum cavaleiro, mandou construir no séc. I d.C. quatro pequenos Templos ou Templetes, dois em Bobadela, com duas inscrições dedicadas, a Vitoria e ao Genio do Municipium, e outros dois em Idanha-a-Velha, a Venus, conhecida deusa do Amor e da Beleza e, a Marte, deus da Guerra e filho de Jupiter, semelhante ao que se encontra na ponte romana de Alcántara, em Espanha. Através destas construções quis aliar a Beleza e a Paz, replicando a recente conquista do território pelo Império Romano. Pouco se sabe desta personagem, se casou, se teve filhos e quantos, mas sabe-se que teria o mesmo nome de seu pai por uma inscrição romana que pode ser vista, em Idanha-a-Velha na fachada lateral da Basílica

As duas inscrições dos dois templos construídos que existiram, em Bobadela, encontram-se na Capela de S. Sebastião, em Coito de Midões, visíveis na parede exterior do lado sudeste, em baixo, duas belas pedras, cada uma com sua epígrafe, assinalando a sua construção.




Póvoa de Midões
Epígrafe

Local: Encastrada em muro de habitação, na rua Engenheiro Macedo dos Santos nº 119 (indicia a edificação de uma ponte ou fonte em honra ao imperador Tito) – pouco perceptível
Acesso: sentido Midões e seguir a Póvoa de Midões

Ponte de S. Geraldo

Estado de conservação: rural, muita pouca visibilidade devido à vegetação
Via romana: Viseu a Bobadela por Ferreirós do Dão
Acesso: Coito de Midões a S. Geraldo (CM1304) a uma centena de metros da ponte romana de Sumes
Coordenadas: 40º 22´15.8” N 7º 57´11.1” W

Ponte Romana de Sumes


Estado de conservação: rural, com muita vegetação envolvente
Via romana: Viseu a Bobadela por Ferreirós do Dão
Acesso: Coito de Midões a S. Geraldo (CM1304), sinalizada na estrada, por caminho de terra batida
Classificação: Imóvel de Interesse Público
Coordenadas: 40º 22´15.2” N 7º 57´16.5” W

Ficha técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
70,2 Kms
Duração recomendada
1 dia

Rota IV
Coimbra – Penacova – Vila Nova de Poiares - Moura Morta

Penacova
Epitáfio de Frontoni
Local: Encastrado na parede de um compartimento da sacristia da Igreja Matriz

em breve (imagens)

Vila Nova de Poiares
Ponte Romana-Medieval de Mucela

Estado de conservação: aberta à circulação (silhares de origem romana)
Via romana: Condeixa-a-Velha (Conimbriga) a Bobadela
Acesso: Ponte de Mucela (EN17)
Coordenadas: 40º 15´11.2” N 8º 11´58.5” W

Moura Morta
Ponte Antiga 

Estado de conservação: pedonal – vestígios (origem romana?)
Via romana: Condeixa-a-Velha (Conimbriga) a Bobadela
Acesso: Moura Morta, desvio na Ponte de Mucela
Coordenadas: 40º 14´38. 4” N 8º 11´45.6” W

Ficha técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
55,8 Kms
Duração recomendada
1 dia

Rota V
Coimbra – Góis - Secarias – Coja - Avô

Coja
Miliário ao imperador Teodósio I (379-395 d.C.)
Local: Capela da Sra. da Ribeira 
Acesso: Coja em direção a Vale, a Capela fica do lado esquerdo 

Secarias
Castellum da Lomba do Canho
Acampamento Militar junto ao rio Alva
Classificação: Imóvel de Interesse Público

Avô
Calçada Romana
Característica: falta reconhecer o local 
Via romana: Viseu a Bobadela
Acesso: Avô, ligando à Aldeia das Dez
Coordenadas: ---

Calçada Romana
Calçada do Bairro de Stº. António
Característica: falta reconhecer o local
Via romana: Viseu a Bobadela
Acesso: Avô
Coordenadas: ---

Góis
Calçada Romana
Característica: calçada ao cemitério – falta reconhecer o local
Via romana: Coimbra a Bobadela
Acesso: Góis
Coordenadas: ---
em breve (imagens)

Ficha técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Distância percorrida
78,4 Kms
Duração recomendada
1 dia

Sem comentários:

Publicar um comentário